Arquivos do mês dezembro 2020

Pesquisa do Instituto Datafolha apontou que percentual daqueles que acham que presidente é culpado caiu nos últimos 4 meses

Brasília (DF), 16/01/19. Jair Bolsonaro – presidente. Visita do Presidente da Argentina, Maurício Macri, ao Brasil. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Em pesquisa do Instituto Datafolha divulgada no domingo (13), pelo jornal Folha de São Paulo, 52% dos brasileiros disseram acreditar que o presidente Jair Bolsonaro não tem nenhuma culpa pelas mortes ocorridas durante a pandemia de Covid-19. O número representa um aumento de cinco pontos percentuais na comparação com a última análise, feita em agosto.

Já entre os que disseram acreditar que Bolsonaro seria um dos culpados pelos óbitos, mas não o principal, o total ficou em 38%, três pontos a menos que os 41% registrados em há quatro meses. Entre aqueles que consideram o presidente como o principal culpado pelas mortes, o número caiu de 11% em agosto para 8% na atual pesquisa.

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O evento está se realizando em Gravatá e Marcelo Mesquita foi um dos primeiros participantes a chegar ao local

Por Marcos Lima Mochila

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Muitos serão os desafios que os prefeitos eleitos irão enfrentar para gerir o destino de suas cidades na próxima gestão, principalmente levando-se em conta a atipicidade deste ano de 2020, com um enfrentamento a uma pandemia que mudou o modus vivendi do mundo inteiro, influindo sobretudo nos planejamentos financeiros de todas as instituições públicas.

Com o intuito de promover uma intensa discussão sobre o tema, a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) está promovendo, entre hoje (14/12) e amanhã (15/12), no Hotel Cannarius, em Gravatá, o Encontro de Novos Gestores de Pernambuco.

A Amupe está preparada para ser uma importante aliada a dar suporte aos municípios durante a gestão 2021-2024. Será um momento importante de intercâmbio de conhecimento entre os eleitos. Muitos são novos gestores, e mesmo os que foram reeleitos necessitam ampliar seus conhecimentos, especialmente neste momento de pandemia.

Atualmente, a Associação congrega todos os 184 municípios e possui um longo histórico de lutas e conquistas. Para o presidente da Associação e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, “o gestor público eleito busca corresponder às expectativas do povo que lhe elegeu, mas também de cumprir uma série de determinações legais. Por isso, a preocupação da Amupe em orientar os gestores nos desafios da gestão municipal”, concluiu.

Além da presença do governador Paulo Câmara, o evento contará com uma importante palestra sobre a vacina do Butantã para a COVID-19.

A Revista TOTAL, que sempre participou de todos os eventos realizados pela AMUPE, inclusive fora do Estado (como nas Marchas dos Prefeitos, em Brasília/DF), ao longo de sua existências, nesses 16 anos, registrando esses momentos tão importantes para os municípios pernambucanos, mas uma vez se faz presente. Seu diretor-presidente, Marcelo Mesquita, foi um dos primeiros a chegar ao evento e está, com sua equipe, registrando todos os momentos nesses dois dias do encontro, que irá gerar uma matéria especial da próxima edição da Revista TOTAL.

Aliás, registre-se que o assédio ao presidente do Grupo TOTAL está sendo muito grande, com todos os prefeitos, principalmente aqueles em que a equipe da Revista Total realizou os Estudos Técnicos em suas cidades e colaborou diretamente para a vitória de muitos dos prefeitos eleitos e/ou reeleitos.

No evento em tela, Marcelo Mesquita, como sempre se antecipando ás mudanças dos vieses políticos e das inovações do segmento, está informando aos presentes o lançamento do novo projeto do Grupo TOTAL, o PREFEITOS PARCEIROS, com um pacote de ações que, com toda certeza, será de muita utilidade paa os novos e antigos gestores municipais.

Aliás, com relação a este novo projeto, Gravatá será um dos pontos de apoio para disseminação do mesmo em todo o Estado de Pernambuco, além de outros municípios onde o presidente já iniciou conversações.

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A equipe vitoriense volta à 1ª divisão após 5 anos

Por Marcos Lima Mochila

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A última rodada da Série A2 do Pernambucano teve emoção em todos os jogos e definiu Vera Cruz e Sete de Setembro como as equipes que vão disputar a primeira divisão em 2021. As equipes estão longe da divisão principal desde 2015 e 2010, respectivamente.

O destaque foi a emoção da reta final das partidas. O Centro Limoeirense abriu o placar contra o Íbis, resultado que deixava a equipe com o acesso. O Sete de Setembro marcou aos 46 minutos do segundo tempo e tomou a vaga do Centro de forma dramática, voltando à 1ª divisão do Campeonato Pernambucano após 10 anos.

Ypiranga 1 x 1 Vera Cruz

O Vera teve a melhor campanha do hexagonal final e conquistou o título do campeonato pela quarta vez. Apesar do empate com a Máquina de Costura, esse resultado foi suficiente para o Galo carimbar a passagem de volta. O gol do Vera Cruz foi marcado por Ruan. Edson (contra) deixou tudo igual. O técnico Nilson conquista o segundo título de Série A2 seguido. Em 2019 ele venceu a competição comandando o Decisão.

Sete de Setembro 1 x 0 Porto

A reta final do duelo em Garanhuns foi digna de decisão. Sete e Porto entraram em campo com chances de subir, mas precisavam vencer. O feito parecia impossível até os 46 minutos do segundo tempo, quando Tiago Bagagem acertou um belo chute de fora da área e marcou o gol do retorno do Logo-guará depois de 10 anos.


É o promovido pela Fundação Joaquim Nabuco neste domingo, dia 13, a partir das 16:30, e será transmitido pelos seus meios digitais. Com essa apresentação da Orquestra Bachiana Filarmônica abre-se oficialmente e em alto estilo a programação de Natal da Fundação. No programa há peças antológicas de Schubert, Puccini, Mozart, Guerra Peixe, Brahms e Beethoven – cujos 250 anos de nascimento são comemorados em todo o mundo no dia 17 deste mês de dezembro. Exatamente, neste domingo, dia 13, é o 108º. aniversário de nascimento de Luiz Gonzaga. Também haverá uma homenagem da orquestra a esse grande nome da música brasileira. O evento será aberto com uma conversa do maestro João Carlos Martins, regente da Bachiana, com o escritor Antônio Campos, presidente da Fundação Joaquim Nabuco.


Eram 11 horas da manhã de um dia de campanha de 2004 quando Cadoca começou a participar da minha vida. Em um debate, na Rede Globo, entre os candidatos a prefeito do Recife, tivemos um enfrentamento político contundente. Eu exercia o mandato de deputado estadual e fazia oposição ao então governador Jarbas Vasconcelos. Naquela eleição, você era o candidato de Jarbas.
A política, infelizmente, me fez ir para o confronto com um dos melhores homens que convivi durante os meus 63 anos de vida. Mas, me deu um amigo. Após aquele debate, passamos três anos sem nenhum tipo de diálogo, sequer a gente se cumprimentava. Em 2007, nos reencontramos em Brasília como deputados federais, e construímos – a partir dali – uma relação que Milton Nascimento traduziu com magia na música Canção da América.

Amigo Cadoca, passamos 12 anos juntos em Brasília, no plenário, nas comissões, nos gabinetes, nos corredores do Congresso Nacional, nos encontros informais. Sobretudo, juntamos os nossos corações e mentes, que dedicamos a Pernambuco e ao Brasil.
Amigo, você parte agora sabendo que, se voltássemos a 2004, eu teria lhe ajudado a realizar um dos seus maiores sonhos: ser prefeito do Recife. Cadoca, você foi uma das pessoas mais conciliadoras que conheci. Com você, as palavras aglutinar, perdoar, conviver, e tantas outras que harmonizam, não são verbos, são substantivos concretos.
Amigo, desde março deste ano a Covid interrompeu os nossos encontros. Porém, “amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito”, diz o poeta na canção, e “quem cantava chorou ao ver seu amigo partir”.
Amigo Cadoca, qualquer dia a gente volta a se encontrar. Leve o meu abraço.

  • Silvio Costa, ex-deputado federal.

Blog do Edmar Lyra

Na madrugada deste domingo, o ex-deputado federal Carlos Eduardo Cadoca faleceu vítima de COVID-19, ele estava internado há mais de 40 dias, e teve piora do seu quadro clínico, vindo a óbito.
Cadoca foi vereador do Recife na década de oitenta, tendo sido também deputado estadual e por cinco mandatos representou Pernambuco na Câmara Federal. Ele ainda foi secretário de Turismo da prefeitura do Recife e do governo de Pernambuco e tentou por duas vezes a prefeitura do Recife. Ele deixa a esposa Berenice Pereira e filhos.

Dono da maior votação proporcional do País, José Antônio Reguffe chega à Câmara disposto a reduzir o salário dos deputados e o número de parlamentares no Congresso

Entrevista concedida à ISTO É em 13/10/2010. Vale a pena relembrar

Adriana Nicacio, Hugo Marques e Sérgio Pardellas

Postado por Marcos Lima Mochila

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Aos 38 anos, o economista José Antônio Reguffe (PDT-DF) foi eleito deputado federal com a maior votação proporcional do País – 18,95% dos votos válidos (266.465 mil) no Distrito Federal. Caiu no gosto do eleitorado graças às posturas éticas adotadas como deputado distrital. Seus futuros colegas na Câmara dos Deputados que se preparem. Na Câmara Legislativa de Brasília, o político desagradou aos próprios pares ao abrir mão dos salários extras, de 14 dos 23 assessores e da verba indenizatória, economizando cerca de R$ 3 milhões em quatro anos. A partir de 2011, Reguffe pretende repetir a dose, mesmo ciente de que seu exemplo saneador vai contrariar a maioria dos 513 deputados federais. Promete não usar um único centavo da cota de passagens, dispensar o 14º e 15º salários, o auxílio-moradia e reduzir de R$ 13 mil para R$ 10 mil a cota de gabinete. “O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia. Quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar desperdiçando menos dinheiro dos cofres públicos”, disse em entrevista à ISTOÉ.

ISTOÉ – O sr. esperava ter quase 270 mil votos?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – Nem no meu melhor sonho eu poderia imaginar isso. O resultado foi completamente inesperado. Foi um reconhecimento ao mandato que fiz como deputado distrital. Cumpri todos os meus compromissos de campanha. Enfrentei a maioria e cheguei a votar sozinho na Câmara Legislativa.

ISTOÉ – O que foi diferente na sua campanha para gerar uma votação recorde?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – A campanha foi muito simples, gastei apenas R$ 143,8 mil. Não teve nenhuma pessoa remunerada, não teve um comitê, carro de som, nenhum centavo de empresários. Posso dizer isso alto e bom som. Foi uma campanha idealista, da forma que acho que deveria ser a política. Perfeito ninguém é. Mas honesta toda pessoa de bem tem a obrigação de ser. Não existe meio-termo nisso. Enfrentei uma campanha muito desigual. Só me elegi pelo trabalho como deputado distrital.

ISTOÉ – O que o sr. fez como deputado distrital?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – Abri mão dos salários extras que os deputados recebem, reduzi minha verba de gabinete, eliminei 14 vagas de assessores de gabinete. Por mês, consegui economizar mais de R$ 53 mil aos cofres públicos, um dinheiro que deveria estar na educação, na saúde e na segurança pública. Com as outras economias, que incluem verba indenizatória e cota postal, ao final de quatro anos, a economia foi de R$ 3 milhões. Se todos os 24 deputados distritais fizessem o mesmo, teríamos economia de R$ 72 milhões.

ISTOÉ – O sr. pretende abrir mão de todos os benefícios também na Câmara Federal?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – Na campanha, assumi alguns compromissos de redução de gastos. Na Câmara, vou abrir mão dos salários extras de deputados, como o 14º e o 15º, que a população não recebe e não faz sentido um representante dessa população receber. Não vou usar um único centavo da cota de passagens aéreas, porque sou um deputado do DF. Não vou usar um único centavo do auxílio-moradia. É um absurdo um deputado federal de Brasília ter direito ao auxílio-moradia. Vou reduzir a cota interna do gabinete, o “cotão”, e não vou gastar mais de R$ 10 mil por mês.

ISTOÉ – Com essa atitude na Câmara Legislativa, o sr. recebeu uma pressão dos colegas. Não teme sofrer as mesmas pressões na Câmara Federal?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – É verdade. Eu fui investigado, pressionado. Mas não quero ser mais realista que o rei, sou um ser humano como qualquer outro, erro, falho, mas quero cumprir os compromissos com as pessoas que votaram em mim. Uma pessoa que se propõe a ser representante da população tem que cumprir sua palavra. O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia. Quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar gastando bem menos e desperdiçando menos dinheiro dos cofres públicos.

ISTOÉ – Quando houve a crise do mensalão do DEM em Brasília o sr. realmente pensou em abandonar a política?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – Houve alguns momentos em meu mandato que pensei em não ser candidato a nada, por uma decepção muito grande com a classe política. E uma decepção quanto à forma como a sociedade enxerga a política, da sociedade achar que todo político é corrupto.

ISTOÉ – O sr. já tem projetos para o seu mandato? A reforma política é um deles?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – Sim. Vou apresentar uma proposta de reforma política em cinco pontos. A população não se considera representada pela classe política e é preciso modificar isso. O primeiro ponto é o fim da reeleição para cargos majoritários, como prefeito e governador, e o limite de uma única reeleição para cargos legislativos. Tem gente que é deputado há 40 anos. Mas a política deve ser um serviço e não uma profissão.

ISTOÉ – E os outros quatros pontos?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – Vou propor o fim do voto obrigatório. A eleição do Tiririca, em São Paulo, é o resultado do que ocorre quando se obriga a população a votar. Ela vota em qualquer um. O terceiro ponto é o voto distrital. A quarta proposta é um sistema de revogabilidade de mandato, no qual o eleitor poderia pedir o mandato do candidato eleito, caso ele não cumpra seus compromissos. Por fim, defendo o financiamento público de campanha.

ISTOÉ – Nos moldes do que tramita no Congresso?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – Não. Minha proposta é totalmente diferente. Se der dinheiro ao político, ficará pior do que está, porque vai ter gente virando candidato só para ganhar dinheiro. Na minha proposta, a Justiça Eleitoral faria uma licitação e a gráfica que ganhasse imprimiria o panfleto de todos os candidatos, padronizado e em igual quantidade para todos. A pessoa teria que ganhar no conteúdo. O TSE pagaria a gráfica. A produtora que ganhasse gravaria programas na tevê para todos os candidatos. A campanha ficaria mais chata, mas acabaria a promiscuidade entre público e privado.

ISTOÉ – Como o sr. vê as propostas que aumentam o número de deputados e vereadores?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – É importante a existência de um Legislativo forte. Mas as casas legislativas no Brasil são muito gordas e deveriam ser bem mais enxutas. A Câmara não precisa de 513 deputados, bastariam 250.

ISTOÉ – O mesmo vale para o Senado?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – Deveria ser como era antes, com apenas dois senadores por Estado. Assim sobrará mais dinheiro para a educação, a saúde, a segurança pública e os serviços públicos essenciais. É muito difícil aprovar essa mudança, mas não é por isso que deixarei de lutar por minhas ideias.

ISTOÉ – Como será seu comportamento diante das propostas do Executivo?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – Os parlamentares que votam sempre sim ou sempre não, porque são da base do governo ou da oposição, não têm a menor consciência de suas responsabilidades. Eu tenho. Vou agir da mesma forma como agi na Câmara Legislativa, vou analisar o mérito do projeto e algumas vezes votar contra o meu partido. Ideias a gente debate ao extremo, mas a pessoa de bem não pode transigir com princípios. Ceder um milímetro em matéria de princípio é o primeiro passo para ceder um quilômetro.

ISTOÉ – O sr. não teme se tornar um personagem folclórico ao apresentar propostas que dificilmente terão apoio dos outros 512 deputados?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – A primeira tentativa é de folclorizar quem enfrenta o sistema, quem luta pelo que pensa e quer sair dessa prática da política convencional. Eu faço a minha parte. Não assumi o compromisso com nenhum eleitor meu de que vou conseguir aprovar os meus projetos. Mas assumi o compromisso com todos os meus eleitores de que vou fazer a minha parte e disso eu não vou arredar um milímetro. As pessoas fazem uma série de confusões na política. Uma delas é acreditar que governabilidade é sinônimo de fisiologismo. É trocar votos por cargos ou por liberação de emendas. É claro que existem outros 512. Se eu for minoria, fui, mas vou votar como acho que é certo.

ISTOÉ – O PDT hoje tem o Ministério do Trabalho na mão, o sr. concorda com isso? O sr. acha que os partidos devem ter indicações no governo?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – Como cidadão eu gostaria de ver uma nova forma de fazer política, um novo conceito de administração pública. O partido deveria ter uma atitude de independência. Eu respeito a decisão da maioria. Mas a contribuição à sociedade seria maior se fosse independente, elogiando o que é correto e criticando o que é errado.

ISTOÉ – No primeiro turno, o sr. foi contra o PDT e votou na Marina Silva. E no segundo turno? Vai liberar seus eleitores?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – Ainda tenho que ouvi-los. Mas, a princípio, sinto que estão muito divididos. Tive votos em todas as cidades do Distrito Federal, nos mais diferentes perfis de escolaridade e renda. Onde eu tive mais votos foi na classe média.

ISTOÉ – Quais são seus outros projetos?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – Quero criar a disciplina cidadania nas escolas. Tão importante quanto ensinar matemática e português é ensinar a criança a ser cidadã. O aluno precisa aprender os princípios básicos da Constituição Federal. Uma população que não conhece seus direitos não tem como exigi-los. As pessoas não sabem qual é a função de um deputado. Isso é muito grave. A gente constrói um novo país investindo na educação.

ISTOÉ – O sr. é a favor da Lei dos Fichas Sujas já nesta eleição?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – Sou. Eu sou favorável a tudo que for para moralizar a atividade política.

ISTOÉ – Mesmo contrariando a Constituição? Dentro do STF há quem diga que a lei não deveria retroagir.

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – A Constituição é que deveria, há muito tempo, vetar pessoas sem estatura moral para representar a sociedade.

ISTOÉ – A Câmara e o Senado têm um orçamento que ultrapassa R$ 5 bilhões. O sr. tem algum projeto para reduzir esse valor?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – Tudo aquilo que eu fizer também vou apresentar como proposta. Quero, pelo menos, provocar a discussão.

ISTOÉ – O País inteiro ficou impressionado com a votação da mulher do Roriz, que conseguiu um terço dos votos. Há quem a chame até de mulher laranja. Como o sr. viu o resultado em Brasília?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE – Estou apoiando o Agnelo. Mas o voto do eleitor a gente tem que respeitar, mesmo quando não gosta desse voto. Eu respeito.

Está nas mãos do ministro Luís Roberto Barroso, do TSE, a decisão sobre o futuro do cacique Marquinhos Xukuru, condenado na justiça e eleito prefeito em Pesqueira, no Agreste. Seguindo o pedido do Ministério Público Eleitoral do Estado, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco cassou, por quatro votos a três, o registro da candidatura do candidato Marcos Luidson de Araújo, o Cacique Marquinhos. O processo, se depender da justiça Federal, resultará em nova eleição em Pesqueira.

No pedido, o promotor eleitoral relatou que fez uma consulta ao site do Superior Tribunal de Justiça e obteve a informação de que o Cacique Marquinhos “possui contra si um processo criminal (2006.83.02.000366-5), o qual transitou em julgado em fevereiro de 2015, onde  foi condenado pela prática de crime contra o patrimônio privado, incêndio (art. 250, §1º, “a”), a uma pena de 10 anos, 4 meses e 13 dias, além de multa.

Fonte Edmar Lyra


Muitos serão os desafios que os prefeitos eleitos irão enfrentar para gerir o destino de suas cidades na próxima gestão. Com o intuito de promover uma intensa discussão sobre o tema, a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) vai promover entre os dias 14 e 15 de dezembro, no Hotel Cannarius, em Gravatá, o Encontro de Novos Gestores de Pernambuco.
O evento é gratuito e as inscrições estão abertas pelo link: //bit.ly/3mox83p. Devido ao momento de pandemia, cada gestor poderá levar apenas um acompanhante.
A Amupe está preparada para ser uma importante aliada a dar suporte aos municípios durante a gestão 2021-2024. Será um momento importante de intercâmbio de conhecimento entre os eleitos. Muitos são novos gestores, e mesmo os que foram reeleitos necessitam ampliar seus conhecimentos, especialmente neste momento de pandemia.
Atualmente, a Associação congrega todos os 184 municípios e possui um longo histórico de lutas e conquistas. Para o presidente da Associação e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, “o gestor público eleito busca corresponder às expectativas do povo que lhe elegeu, mas também de cumprir uma série de determinações legais. Por isso a preocupação da Amupe em orientar os gestores nos desafios da gestão municipal”, concluiu.
Da redação do Portal com informações da Amupe


A Orquestra Bachiana Filarmônica será a grande atração de abertura do Natal da Esperança, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), com estreia neste domingo (13). De prestígio nacional, a filarmônica regida pelo maestro João Carlos Martins preparou um repertório especial para a ocasião. O concerto será transmitido, ao vivo, no canal da Instituição no YouTube. A programação da Instituição inclui, ainda, espetáculo escrito pelo dramaturgo Ronaldo Correia de Brito e figura como a principal prévia do ciclo natalino. Ainda no mês de setembro, a Fundaj instalou árvores com palavras de ordem nos jardins do Museu do Homem do Nordeste (Muhne) e Engenho Massangana, equipamentos da Casa.

A orquestra executará composições como a Marcha Turca, de Beethoven, a Dança Húngara nº 1, de Brahms, A Rainha da Noite, de Mozart, e Asa Branca, de Luiz Gonzaga, entre outros clássicos. Para a temporada, o conjunto conta com participação da soprano Ana Beatriz Gomes. FALA DO MAESTRO

Ainda dentre as surpresas da iniciativa, está a divulgação do resultado do Concurso de Ensaios Aécio de Oliveira. O certame faz parte das atividades em comemoração aos 40 anos do Muhne — iniciada em 2019 — e premia pesquisas sobre o equipamento com R$ 10 mil, cada. “Inauguramos o Natal da Esperança junto com a primavera, como estratégia para inspirar desejos melhores em todos e para todos. Como sabemos, o momento é de desafios, mas, também, é próprio desta época que os sonhos e votos de prosperidade se destaquem. Com orgulho, encerramos o ano com chave de ouro, após diversas atividades promovidas com excelência”, declara o presidente da Fundaj, Antônio Campos.

Reservadas ao período vespertino, a programação de abertura tem início no dia 13, às 14h, com a apresentação do recital poético-teatral Natal da Esperança, da Literatrupe. Na sequência, às 15h, a antropóloga do Museu do Homem do Nordeste (Muhne), Ciema Melo, conta histórias do ciclo natalino e seus desdobramentos no Nordeste brasileiro. A Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), da Fundaj, divulga o resultado do Concurso de Ensaios Aécio de Oliveira às 16h. Na sequência, às 16h30, é a vez do aguardado concerto da Orquestra Bachiana, que encerra as atividades do primeiro dia.

Continuação
No dia 14, a programação contará com a exibição do longa-metragem Morte e Vida Severina (Rede Globo, 1981), dirigido por Walter Avancini. A produção é uma adaptação do auto de natal homônimo escrito pelo diplomata pernambucano João Cabral de Melo Neto, que neste ano celebrou seu primeiro centenário. Ainda no segundo dia, um dos autores do Baile do Menino Deus, o escritor e dramaturgo Ronaldo Correia de Brito apresenta Quando a estrela corre o céu. O espetáculo resgata brincadeiras do ciclo, como lapinhas, reisado e pastoril. As composições são assinadas em parceria com Antônio Madureira e Assis Lima.

“A intensidade e a variedade da programação têm a ver com esse espírito fértil que há na força vital do Natal com toda a naturalidade, e neste ano, em que os rituais, as festas, os calendários de modo geral, se problematizaram, a importância de reiterar um simbolismo assim terminou por fecundar mais de uma ação e linguagem”, declarou o diretor da Dimeca, Mario Helio. “A importância de fechar o ano com um quase festival de Natal mostra a vitalidade da Instituição, a capacidade de realização e de superação, o esforço conjunto, especialmente da Dimeca, que potencializa as ações de suas duas coordenações gerais.”

Ainda nos dois primeiros dias, a Coordenação de Ações Educativas do Muhne promove oficinas sobre folguedos do Nordeste, como Pastoril e Bumba-meu-boi. O material produzido será disponibilizado para o projeto Museu vai à Escola, do Muhne, formatado neste ano para estreitar o vínculo entre o equipamento cultural e diversas instituições de ensino no Estado. “Para celebrar este momento tão especial em meio a um período desafiador, apresentaremos a todos, desde as crianças aos adultos, como confeccionar elementos e adereços tão significativos para a nossa festa. Será um Natal tipicamente nordestino”, diz a coordenadora de Ações Educativas, Edna Silva.

Já para o dia 15, último dia do evento, as surpresas estão garantidas. Preparada para o público, o Muhne e o Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira (Cehibra) lançam a exposição Presente de Natal, que reúne documentos da revista homônima editada no Recife, na década de 1950. A exposição ficará disponível na Sala Valdemar Valente, no campus Casa Forte. O encerramento do Natal da Esperança contará com a apresentação do Coral da Fundaj, sob a regência do maestro Jadson de Oliveira.

Concurso Aécio de Oliveira
Os vencedores do concurso de Ensaios Aécio de Oliveira serão anunciados no dia 13, às 16h. A competição foi organizada em comemoração aos 40 anos do Museu do Homem do Nordeste (Muhne), vinculado à Fundaj. A escolha dos vencedores foi realizada por comissão julgadora, composta por sete professores doutores em atuação em universidades e instituições de pesquisa. Os vencedores receberão um prêmio individual no valor de R$10 mil. A lista dos premiados será publicada também no Diário Oficial da União. Os ensaios selecionados obedecem, obrigatoriamente, às seguintes linhas temáticas: Olhares sobre a Coleção; História e Memória Institucional; Ações museológicas do Muhne e os discursos sobre a Região Nordeste.

Programação

Dia 13

14h — Recital poético-teatral Natal da Esperança
Grupo Literatrupe

14h — Abertura
Antônio Campos, presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj)

15h — A origem do Ciclo Natalino e o Natal no Nordeste
Ciema Melo, antropóloga do Museu do Homem do Nordeste

15h40 — Oficina Conhecendo o Pastoril
Coordenação de Ações Educativas do Museu do Homem do Nordeste

16h — Divulgação do resultado do Concurso de Ensaios Aécio de Oliveira
Mario Helio, diretor da Dimeca/Fundaj
Fernanda Machado Guimarães, coordenadora-geral do Museu do Homem do Nordeste

16h30 — Apresentação da Orquestra Bachiana, com participação do Coral da Fundaj

Dia 14

15h50 — Abertura
Mario Helio, diretor da Dimeca/Fundaj

16h00 — Exibição do filme Morte e Vida Severina (Walter Avancini, 1981)
Adaptação do auto de natal homônimo de João Cabral de Melo Neto
Presencial: Cinema da Fundação/Museu

17h — Oficina Criando uma miniatura de Bumba-meu-boi
Coordenação de Ações Educativas do Museu do Homem do Nordeste
checar horário

17h30 — Espetáculo Quando a estrela corre o céu, de Ronaldo Correia de Brito

Dia 15

15h — Abertura
Mario Helio, diretor da Dimeca/Fundaj

15h30 — Lançamento da Exposição Presente de Natal
Sala Valdemar Valente, campus Casa Forte
Duração: 15 de dezembro de 2020 a 31 de janeiro de 2021

16h — Lançamento da Pinacoteca da Fundaj
Presencial: Casarão Solar Francisco Ribeiro Pinto Guimarães
Duração: 15 de dezembro de 2020 a 31 de março de 2021

17H00 — Encerramento | Apresentação do Coral da Fundaj

Serviço
Fundaj celebra Natal da Esperança
Data: de 13 a 15 de dezembro
Horário: conferir programação
Transmissão via YouTube

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