Com crise, Banco Central já anunciou R$ 1,2 trilhão em recursos para bancos

Para combater os efeitos negativos da epidemia de coronavírus sobre o sistema financeiro, o Banco Central já anunciou a disponibilidade de R$ 1,216 trilhão para os bancos brasileiros.

A cifra, divulgada nesta segunda-feira, 23, pelo próprio BC, equivale a 16,7% do Produto Interno Bruto (PIB).

Os recursos têm como objetivo manter a liquidez no sistema – ou seja, a disponibilidade de dinheiro para que as instituições financeiras possam fazer normalmente suas operações com os clientes (empresas e pessoas físicas).

Chama a atenção o fato de que o anúncio de recursos já é substancialmente superior ao verificado após a crise econômica global de 2008. Na época, o BC proveu liquidez de R$ 117 bilhões, o equivalente a 3,5% do PIB.

Entre as medidas para combater o efeito da pandemia sobre o sistema financeiro estão a redução das alíquotas de compulsório sobre depósitos a prazo, de 31% para 25%, e a diminuição da parcela dos recolhimentos compulsórios considerados no Indicador de Liquidez de Curto Prazo (LCR) dos bancos. Estas duas medidas, anunciadas em 20 de fevereiro, representam a injeção de R$ 135 bilhões no sistema.

O compulsório corresponde a um recolhimento, feito pelo Banco Central, de parte dos recursos dos clientes depositados nos bancos. Com ele, o BC controla a quantidade de dinheiro em circulação na economia e forma “colchões de liquidez” para momentos de necessidade de recursos pelos bancos. Em momentos de crise, como agora, a autarquia pode reduzir este colchão, irrigando o sistema.

Nesta segunda-feira, o BC anunciou nova redução das alíquotas dos compulsórios, de 25% para 17%. A medida, que valerá até 14 de dezembro, representa um adicional de R$ 68 bilhões para o sistema financeiro.

Também nesta mesma data, o BC promoveu uma flexibilização nas regras das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) – um título emitido por instituições financeiras para obter recursos para financiar o setor agrícola. Pelo cálculo do BC, isso permitirá um adicional de R$ 2,2 bilhões de recursos para os bancos.

Uma quarta medida anunciada pelo BC está ligada à possibilidade de empréstimos aos bancos com lastro em Letras Financeiras (LF) garantidas por operações de crédito. Na prática, a autarquia vai emprestar dinheiro aos bancos, tomando LF como garantia. Essa medida tem potencial de liberação de R$ 670 bilhões para as instituições.

Uma quinta medida, anunciada na semana passada, diz respeito às operações compromissadas com títulos soberanos brasileiros. Por meio dessas operações, os bancos que tiverem títulos em seus portfólios poderão vendê-los ao BC, com o compromisso de recomprá-los no futuro. O montante estimado é de R$ 50 bilhões.

Outra medida, também anunciada nesta segunda, é a possibilidade de captação de recursos, por parte dos bancos, por meio de Depósito a Prazo com Garantia Especial do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O FGC é um fundo formado a partir de contribuições obrigatórias das instituições financeiras. Seus recursos servem para cobrir eventuais perdas de clientes de bancos, em caso de quebra, mas também para socorrer instituições financeiras.
O valor total a ser captado corresponde ao patrimônio líquido da instituição, limitado a R$ 2,0 bilhões por conglomerado. Neste caso, a injeção de liquidez, nos cálculos do BC, soma R$ 200 bilhões.

Por fim, o BC anunciou a possibilidade de as instituições financeiras acessarem empréstimos com lastro em debêntures. Na prática, a autarquia vai liberar recursos para o banco que necessitar. Em contrapartida, terá debêntures como garantia. Poderão fazer parte da garantia as debêntures adquiridas pelos bancos entre 23 de março e 30 de abril. O potencial da medida é de R$ 91 bilhões.

O objetivo dessas medidas, reforçou nesta data o Banco Central, é prover liquidez ao mercado financeiro. “Vai haver liquidez para todo o sistema”, afirmou o diretor de Política Monetária do BC, Bruno Serra, durante coletiva virtual com jornalistas.

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) divulgou nesta segunda-feira (30) manifesto em defesa do isolamento social como a medida mais eficaz para minimizar os efeitos da pandemia do coronavírus. Segundo o documento, assinado por diversos líderes partidários no Senado, somente o isolamento social será capaz de promover o “achatamento da curva” de transmissão da Covid-19 no Brasil.“A experiência dos países que estão em estágios mais avançados de disseminação da doença deixa claro que, diante da inexistência de vacina ou de tratamento médico plenamente comprovado, a medida mais eficaz de minimização dos efeitos da pandemia é o isolamento social. Somente o isolamento social, mantidas as atividades essenciais, poderá promover o ‘achatamento da curva’ de contágio, possibilitando que a estrutura de saúde possa atender ao maior número possível de enfermos, salvando assim milhões de vidas, conforme apontam os estudos sobre o tema.

”No documento, os líderes lembram que “ao Estado cabe apoiar as pessoas vulneráveis, os empreendedores e segmentos sociais que serão atingidos economicamente pelos efeitos do isolamento”. Por fim, reiteram o apoio ao isolamento social. “O Senado Federal, através da maioria expressiva dos seus líderes, se manifesta de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde e apoia o isolamento social no Brasil, ao mesmo tempo em que pede ao povo que cumpra as medidas ficando em casa.”

Confira a íntegra do manifesto:Pelo isolamento social

A pandemia do coronavírus impõe a todos os povos e nações um profundo desafio no seu enfrentamento.A experiência dos países que estão em estágios mais avançados de disseminação da doença deixa claro que, diante da inexistência de vacina ou de tratamento médico plenamente comprovado, a medida mais eficaz de minimização dos efeitos da pandemia é o isolamento social.

Somente o isolamento social, mantidas as atividades essenciais, poderá promover o “achatamento da curva” de contágio, possibilitando que a estrutura de saúde possa atender ao maior número possível de enfermos, salvando assim milhões de vidas, conforme apontam os estudos sobre o tema.Ao Estado cabe apoiar as pessoas vulneráveis, os empreendedores e segmentos sociais que serão atingidos economicamente pelos efeitos do isolamento.Diante do exposto, o Senado Federal, através da maioria expressiva dos seus líderes, se manifesta de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde e apoia o isolamento social no Brasil, ao mesmo tempo em que pede ao povo que cumpra as medidas ficando em casa.

O deputado estadual Tony Gel (MDB) segue apresentando sugestões ao Governo do Estado, visando o combate ao Coronavírus.

O parlamentar propôs ao Governador Paulo Câmara e ao Secretário de Saúde, André Longo, a utilização do Hospital da Mulher de Caruaru para abrigar pacientes com casos de Coronavírus.

Tony Gel sugeriu que uma estrutura fosse montada na parte do hospital que já está concluída. A sugestão foi dada há quinze dias durante reunião com o governador Paulo Câmara no Palácio do Campo das Princesas.

Em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus que parou o mundo inteiro, trazendo medo e insegurança a toda população, o NIAC em parceria com a Coletibo 3D mostrou que o olhar ao próximo faz toda a diferença em situações difíceis.

O Núcleo Internacional das Associações Comerciais do Brasil junto com a Coletibo 3D mobilizou um grupo de empresários que sensibilizados diante da atual crise, doaram 300 Kit’s de EPI’s (Viseira de Proteção Individual) para serem usados por profissionais da saúde que estão bravamente atuando na linha de frente no combate ao coronavírus.

Através da ação solidária, o material está sendo distribuído no Imip, Hospital Maria Lucinda, Unimed Recife, Hospital Tricentenário em Olinda e UPA’s.

“Nesta hora tão difícil é importante agirmos com união e solidariedade. Com certeza esse Kit’s irão contribuir positivamente no trabalho guerreiro dos profissionais da saúde contra essa pandemia”, enfatizou o presidente do NIAC, Nelcy Campos.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai disponibilizar R$ 2 bilhões para as empresas do setor de saúde como apoio ao combate à propagação do novo coronavírus (covid-19). O programa de financiamento visa à ampliação imediata da oferta de leitos emergenciais e de materiais e equipamentos médicos e hospitalares. Empresas de outros setores que buscam converter suas produções em equipamentos e insumos para saúde também serão contempladas.
O presidente do banco, Gustavo Montezano (foto), em transmissão ao vivo pelo YouTube, disse hoje (29) que o objetivo da instituição nessa linha setorial é ser rápido no repasse de recursos para enfrentar a epidemia. “A gente acredita que as 30 empresas que temos hoje mapeadas que vão utilizar parte dos R$ 2 bilhões serão capazes de suprir a necessidade de 15 mil ventiladores, o que corresponde a 50% da necessidade do SUS para 90 dias.”
O BNDES também estima que, com os recursos do programa, a quantidade de leitos em unidades de terapia intensiva (UTIs) seja ampliada em 3 mil, o equivalente a mais de 10% da disponibilidade atual de leitos do SUS no país. Os monitores poderão aumentar em 5 mil – 20% da demanda do SUS para os próximos quatro meses, além da aquisição de 80 milhões de máscaras cirúrgicas, o que corresponde a 33% da necessidade do SUS nos próximos quatro meses.
O limite de crédito é de até R$ 150 milhões por empresa a cada período de seis meses, e o valor mínimo de financiamento em operações será de R$ 10 milhões. Segundo o banco de fomento, a constituição de garantias reais poderá ser flexibilizada para operações com até R$ 50 milhões em financiamento.

Empresas aéreas
Segundo Montezano, uma linha de crédito para ajudar as empresas aéreas que vêm sofrendo queda na demanda por causa restrição de viagens internacionais e nacionais devido ao coronavírus deve ser disponibilizada até o fim de abril.
“Os recursos serão investidos exclusivamente para as operações brasileiras das empresas. A gente quer fazer linhas que apoiem as concorrentes. Não queremos escolher uma única empresa. Os recursos não deverão ser usados para pagar credores financeiros.”
Na sexta-feira (27), o BNDES anunciou uma linha de crédito emergencial para ajudar pequenas e médias empresas a quitar a folha de pagamentos. O setor está entre os mais afetados pela crise gerada pela pandemia de covid-19. A estimativa é de liberação de R$ 40 bilhões.
No domingo (22), o banco anunciou as primeiras medidas emergenciais de apoio à economia brasileira no enfrentamento dos efeitos da pandemia do coronavírus com medidas no valor de R$ 55 bilhões.
Foto: Agência Brasil

O publicitário Mateus Zerbone Carlos, de 33 anos, morreu na manhã desta segunda-feira, 30, no Hospital Clementino Fraga, onde estava internado com pneumonia e suspeita de infecção pelo coronavírus. Mateus era o filho mais velho do empresário Eduardo Carlos, diretor-presidente da Rede Paraíba de Comunicação, e nasceu antes do casamento de Eduardo com Maria Cândida. Ele morava e trabalhava em Recife.

No fim da manhã, a secretaria de Saúde da Paraíba informou que até o momento há 12 notificações de mortes suspeitas para SRAG (síndrome respiratória aguda grave).

Pelas redes sociais, muitos amigos pediram orações, durante o fim de semana, pelo restabelecimento da saúde de Mateus. Entre eles esteve o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues.
Um amigo do publicitário disse ao Parlamento PB que Mateus sofria de asma.
Em seu perfil no Facebook, Mateus havia publicado uma mensagem de parabéns ao avô, Zé Carlos da Silva Júnior, por ocasião da passagem de seu aniversário de 90 anos, ocorrido em 2016.

A presidente municipal do PSL em Valparaíso de Goiás tem dois pontos fortes a seu favor: o apoio do presidente Jair Bolsonaro e o histórico do município de não reeleger prefeitos

A disputa eleitoral municipal de 2020 já começa a ganhar contornos no município de Valparaíso de Goías. Eleito em 2016, o atual prefeito da cidade, Pábio Mossoró(PSDB-GO), conta com dois grandes desafios em sua frente: de um lado o histórico da cidade de não reeleger prefeitos, e de outro a jovem estreante Lílian Morais(PSL-GO), pré-candidata a prefeita pelo partido do presidente da república Jair Bolsonaro.

O município localizado no interior goiano, possuí um curioso histórico: desde 1995, ano da fundação do jovem município, os eleitores da cidade nunca deram um segundo mandato a um prefeito. Ao todo, desde sua fundação, já houveram seis eleições municipais em Valparaíso de Goiás, e em nenhuma os gestores da época conseguiram uma reeleição seguida.

Com tal cenário, fica fácil entender a situação complicada de Mossoró, que vai sair candidato à reeleição enfrentando dois ou mais candidatos de oposição. O prefeito já admite a situação como a principal dificuldade para buscar sua reeleição a prefeitura do município.

Mossoró foi eleito em 2016 com 51,76% dos votos, frente a 36,87% de Afrânio Pimentel (PR), 10,25% de Roberto Martins (PT) e 1,12% de Iraquitan (PCdoB). A então prefeita, Professora Lucimar (PT), eleita com 55,99% dos eleitores em 2012, sequer saiu candidata à reeleição. Mesma situação de José Valdecio (PTB), eleito em 2004 com 35,8% dos votos, e não saiu candidato à reeleição em 2008, dando lugar à deputada estadual Lêda Borges (PSDB), eleita com 63,75% dos votos.

Fonte Republicando. Por Guilherme Freitas

A jovem líder do PSL já conseguiu destinar recursos robustos para o município. Tendo uma relação próxima das lideranças do PSL nacional, a pré-candidata buscou junto à Câmara Federal, a liberação de R$ 500 mil em recursos para a educação municipal, que foram disponibilizados por meio de emendas do deputado Federal Delegado Waldir (PSL).

“Considero a educação com o primordial”, complementou Lilian, destacando que este recurso serviu para a compra de vários kits para atender a educação municipal.

Lílian é estudante de Administração, tem 21 anos, se identifica como uma jovem cristã conservadora e é membra da Igreja Batista Cristã, onde seu pai é pastor jubilano. Seu ativismo político, ela diz, está intimamente vinculado a defesa dos valores tradicionais da família e da fé cristã:

“Defendo a vida, a fé cristã e a família tradicional, acredito que a família é uma instituição divina, e que a partir desta conseguimos viver bem em sociedade”, diz ela em uma descrição de um de seus vídeos publicados na internet.

A jovem candidata obteve uma votação bastante expressiva em sua estreia na política em 2018, conquistando 11.830 votos na disputa por uma vaga na Assembléia Legislativa de Goiás, um resultado muito expressivo tratando-se da candidatura de uma jovem estreante na política, inclusive desbancando até mesmo velhos nomes da política de Valparaíso, como a ex-prefeita da cidade Lucimar Nascimento(PT), que obteve apenas 6.687 votos na disputa por uma vaga na casa legislativa de Goiás.

Sua campanha contou com poucos recursos e foi focada, sobretudo, na força de influência das novas mídias sociais digitais. Através de suas redes sociais, onde pode encontrar um espaço para expressar suas idéias e bandeiras, a jovem ganhou rápida e expressiva notoriedade, contando atualmente já com quase 30 mil seguidores em sua página no Facebook.

Agora, Lílian tentará sua segunda eleição, mas desta vez visando a prefeitura municipal de Valparaíso de Goiás, e segundo apontam pesquisas, a jovem já chega como forte favorita na disputa eleitoral de 2020.

A candidata tem como principais propostas de campanha na disputa a prefei:

.Restaurar, organizar e avançar

.Promover a urbanização

.Reestruturar o escoamento da água e esgoto

.Agilizar os licenciamentos e alvarás

.Incentivar o empreendedorismo, o trabalho e a geração de renda

.Desburocratização

.Transparência na gestão

.Reduzir a vulnerabilidade infanto-juvenil

.Ampliar e credenciar o Hospital Municipal de Valparaíso

.Criação da polícia municipal

.Modernização das escolas com implantação de um sistema digital de ensino

.Incentivo a inovação e tecnologia

O deputado federal e presidente estadual do PATRIOTA em Pernambuco, Pastor Eurico, confirmou com exclusividade ao Blog do Alberes Xavier, que testou positivo para o COVID-19. O deputado, que é Pastor da Assembleia de Deus Pernambuco, exerce o seu terceiro mandato na Câmara Federal. O mesmo, tem 57 anos e apresenta sintomas como febre, calafrios e um pouco de tosse. Pastor Eurico encontra-se em quarentena, e sua esposa Irmã Lígia, também aguarda resultados de exames para confirmar se foi infectada com o vírus.

Sem tempo, irmão

Recife adotou tecnologia que monitora a localização das pessoas pelo celular

Com isso, prefeitura manda mensagem para as que saem de casa durante a pandemiaSó nesta sexta, 120 mil pessoas foram avisadas de que deviam ficam em casaAo todo, são 800 mil indivíduos cuja geolocalização é acompanhada pelo serviçoRecife está contando com apoio da tecnologia para mapear os locais onde há pessoas nas ruas, ou seja, descumprindo a orientação para ficar em casa.

Uma parceria da prefeitura com uma empresa de geolocalização montou uma plataforma que acompanha, em tempo real, a movimentação de 800 mil pessoas por meio de smartphones. O recurso permitiu até que a cidade criasse o índice de isolamento social, que calcula o percentual de pessoas que estão em casa.

As informações de geolocalização ajudaram a prefeitura a identificar 120 mil pessoas que furaram a quarentena e enviar a elas nesta sexta-feira (27) mensagens pedindo para que ficassem em casa. Elas foram mandadas para pessoas localizadas em 20 bairros da capital pernambucana e que tiveram movimentação acima da média dos demais pontos da cidade. Dos indivíduos que receberam o aviso, 110 mil já leram. O Rio de Janeiro possui uma ferramenta semelhante, que mensura o deslocamento e a concentração de pessoas, fornecida pela TIM.

Hoje, sabemos que temos 53% da população fazendo isolamento. Com essa plataforma a gente passa a ter uma leitura onde está a maior circulação das pessoas. Quem mora na Jaqueira, em Santo Antônio, por exemplo, está saindo mais de casa

Tullio Ponzi, secretário Executivo de Inovação Urbana do Recife

Isso nos dá uma eficiência impressionante, tanto para envio das mensagens, como para ações de acompanhamento de rua, seja por carros de som ou fiscalização”, completa.

Os dados de localização são feitos sem acesso a informações pessoais do dono do smartphone. “A gente consegue isso pelo IP do aparelho, e a partir daí consegue ter dados cartográficos para ter inteligência”, conta Ponzi.

Antes de serem usados, os dados passam por uma interpretação. Por exemplo: no bairro da Ilha do Leite há uma maior movimentação de pessoas, mas isso é considerado normal porque lá há hospitais. Já na Jaqueira há um grande parque, o que pode explicar um percentual menor de movimentação.

“A gente precisa fazer outros raciocínios para fazer as ações de campo, com comparação entre comunidades para saber qual está com maior e menor circulação, cruzando com as características de cada local”, explica o secretário.

Expansão à vista

A empresa criadora da tecnologia é a In Loco. Para André Ferraz, CEO da companhia, a parceria com Recife tem sido proveitosa e eficiente. “Estamos conseguindo observar a efetividade das medidas de isolamento. Começamos a ver os dados se transformarem em ações”, diz.

Graças aos dados coletados, outras secretarias estão tendo o trabalho direcionado. “A gente orientou para passar carros de som em bairros como Vasco da Gama e Brasília Teimosa, porque observamos mais pessoas circulando”, explica Ponzi.

Para o presidente da In Loco, o modelo criado para Recife pode ser levado a outros lugares. Já há estados interessados. “Estamos trabalhando para que essa solução seja amplamente utilizada, e a ‘In Loco’ consiga contribuir no combate à disseminação da covid-19”, conta.

Ferraz explica que a empresa já investiu mais de R$ 150 milhões na plataforma de localização ao longo dos últimos 10 anos. “Essa tecnologia é própria da In Loco e já é usada para outras aplicações nas áreas de segurança e marketing. Recentemente, percebemos que ela poderia adaptada para o combate à covid-19. Trabalhamos apenas em pequenos ajustes técnicos para viabilizar as informações e desenvolver o índice. Temos uma parcela grande do nosso time trabalhando no projeto. É a nossa prioridade, no momento”, finaliza.

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