Falta de diálogo e imprevisibilidade ideológica são as principais barreiras

Como já era previsto, o Senado Federal já formou maioria nos bastidores para vetar uma eventual indicação do Advogado-Geral da União (AGU), André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF). A instabilidade política provocada pela CPI da Covid aliada à falta de diálogo e imprevisibilidade ideológica de Mendonça contribuíram para a decisão.
Ciente da situação, o Planalto ‘não vai pagar para ver’ e deverá indicar outro nome que também tenha o apoio dos evangélicos, seja técnico, garantidor, mas que seja aberto ao diálogo. A leitura que se faz é que uma derrota ao presidente em uma indicação nesta altura do campeonato fragilizará mais ainda o governo e poderá abrir as porteiras para um processo de impeachment.
“O momento é de turbulência. Estamos trabalhando para manter a governabilidade na câmara e neutralizar as ações da oposição na CPI. Defender o AGU para o STF no momento é inviável, porque custará caro e muito caro ao governo. É uma força que se for usada agora poderá fazer falta lá na frente”, avaliou um governista.
Apesar de sempre ter ocupado cargos de primeiro escalão no governo de Jair Bolsonaro, Mendonça não conseguiu criar musculatura política e aliados reclamam com frequencia da falta de entrosamento do AGU com a base governista. Paira uma desconfiança que após togado, André Mendonça se tornará um novo ‘Fachin’.
Recentemente ao nomear Maria Claudia Bucchianeri apoiada pela Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (Anajure) como juíza substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o governo demonstra que não deverá acatar pelo menos por agora, uma nova indicação de nomes da Anajure para ocupar espaços em tribunais.

Blog do Paraná /Por Hélio de Lucas

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