Arquivos do mês dezembro 2020


Por Emílio Duarte*

Conforme amplamente divulgado pelas redes sociais, o plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, no último dia 06 de dezembro de 2020, pela menor maioria possível de votos (6×5), declarou inconstitucional a reeleição ou recondução das Mesas da Câmara e do Senado Federal aos mesmos cargos na eleição imediatamente subsequente, seja na mesma legislatura ou na seguinte.
Julgando, assim, procedente a Ação Direta de inconstitucionalidade proposta pelo PTB, por afrontar o disposto no art. 57, § 4º da Constituição de 1988. Vale a pena, antes de tudo, conhecermos o ter o das normas vergastadas:
Regimento interno da Câmara dos Deputados
Da Eleição da Mesa
“Art. 5º Na segunda sessão preparatória da primeira sessão legislativa de cada legislatura, no dia 1º de fevereiro, sempre que possível sob a direção da Mesa da sessão anterior, realizar-se-á a eleição do Presidente, dos demais membros da Mesa e dos Suplentes dos Secretários, para mandato de dois anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente.
§ 1º Não se considera recondução a eleição para o mesmo cargo em legislaturas diferentes, ainda que sucessivas”.
Já no caso do Senado Federal
Art. 59. Os membros da Mesa serão eleitos para mandato de dois anos, vedada a reeleição para o período imediatamente subsequente (Const., art. 57, § 4º).
§ 1º Na constituição da Mesa é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos e blocos parlamentares que participam do Senado (Const., art. 58, § 1º).
Em uma pesquisa pelas Constituições Estaduais e Regimentos Internos das Assembleias Legislativas, verificamos que existem casos que permitem a reeleição de presidentes indefinidamente, permissivos estes que configuram um verdadeiro acinte a democracia.
Um dos casos que mais nos chama atenção vem do Piauí, o deputado Themístocles Filho, do MDB completou quase duas décadas na Presidência da Assembleia, já no Rio de Janeiro, o então deputado Jorge Picciani, também do MDB, presidiu o Poder Legislativo Estadual por 12 anos.
Aqui em Pernambuco a nossa Constituição foi emendada e em 2011 vedou a recondução apenas para o terceiro mandato consecutivo e o tema chegou a ser judicializado, permitindo que o ex-presidente ficasse no cargo por 12 anos.
Não se pode olvidar que as eleições para as Mesas Diretoras do Poderes são matérias interna corporis, mas como qualquer ato administrativo jamais pode afastar-se da apreciação do judiciário.
Portanto, resta claro a lacuna jurídica em nossa Carta Magna quanto ao regramento para os casos dos legislativos estaduais e municipais, que poderia ter sido resolvida com a apreciação da PEC 432/2014, que tem como seu autor o Deputado pernambucano Augusto Coutinho.
Como o caso em tela gerou grande repercussão e a pressão popular foi importante para seu deslinde, poderá sim o STF aplicar esse entendimento para resolução dessa flagrante lacuna normativa, que possibilitou cada Estado emendar sua Constituição e algumas das vezes por mera conivência política aplicar o entendimento de cada um.
Não restam dúvidas que os processos de escolhas, para Mesa Diretora, nas mais diversas casas legislativas do país poderão ser objeto de novas demandas judiciais que ao chegarem ao Supremo, que como guardião da Constituição deverá aplicar o mesmo entendimento ao aplicado nesse caso concreto da Câmara dos Deputado e do Senado Federal.
Por fim, o que se viu após o julgamento foram o “memes” que circularam pelas redes sociais informando que o STF tinha finalmente entendido o real sentido do art. 57, § 4 da Constituição:
Onde se lê: “art.57, § 4 ……, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”, sempre significou:
“vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”
A seguir, cenas dos próximos capítulos.

*Advogado eleitoralista, membro da CEDE-CFOAB e secretário geral da Comissão de Direito Eleitoral do IAP/PE

Entidade oferece há 18 anos atendimentos aos que aguardam em fila para transplante, pacientes em tratamento e aos transplantados

  Em tempo que não se pode abraçar, que tal abraçar uma boa causa? Diante do impacto financeiro causado pela Covid-19, a Associação Pernambucana de Apoio aos Doentes de Fígado (APAF), lançou uma campanha para levantar recurso financeiro e continuar atendendo doentes de fígado atendidos na Unidade de Transplante de Fígado (UTF), como faz há 18 anos. Considerado como um dos maiores programas de transplante de fígado do mundo, o espaço tem instalação no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), em Santo Amaro, área Central do Recife. 

Sem fins lucrativos, o trabalho da APAF é pautado no compromisso com o cuidado, o suporte socioassistencial e a assistência em saúde de pacientes carentes da UTF, que necessitam de tratamento e acolhimento por problemas hepáticos crônicos.

Mesmo com as doações que recebe por mês, o número de donativos têm caído, e o que chega na entidade não está sendo o suficiente. A abrangência de atendimentos é intensa. A APAF acompanha e recebe, pacientes brasileiros de mais de 11 estados (grande maioria do nordeste). A entidade proporciona acolhimento e suporte aos que aguardam em fila para transplante, aos que estão em tratamento e aos transplantados.

“Atendemos pacientes em sua grande maioria em difícil condição financeira. A doença hepática incapacita totalmente o indivíduo, levando a família ao empobrecimento, revela o presidente da APAF, o hepatologista Cláudio Lacerda, que também chefia a equipe do UTF. Dr. Cláudio destaca que os pacientes têm grandes dificuldades para sobreviver pela delicada questão da doença e ainda precisam encarar os custos para tratamento. 

COMO AJUDAR A APAF?

As doações em dinheiro para a entidade podem ser feitas através das contas abaixo:

ASSOCIAÇÃO PERNAMBUCANA DE APOIO AOS DOENTES DE FÍGADO – APAF

CNPJ: 04.833.011/0001-03Banco Santander –  Agência: 4020, Conta Corrente: 13000011-8

Banco do Brasil –  Agência: 3243-3, Conta Corrente: 10108-7 

UTF/APAF EM NÚMEROS:

Considerado o programa de transplante de fígado com pacientes mais carentes do mundo, a entidade realiza cerca de 10 mil atendimentos por ano. Mais de 3 mil famílias são assistidas. Do público atendido, 90% são adultos e 10% crianças (a partir de 0 anos). No ano de 2019, foram feitos 130 transplantes, sendo que os maiores centros (particulares) na Europa registraram média de 100 transplantes.

CONTATO:

Quem desejar falar com os voluntários da associação, pode fazer contatos através do e-mail: amigosdaapaf@yahoo.com.br ou pelos telefones: (81) 3184.1244 e (81) 9 8894.7939. É possível acompanhar o trabalho da APAF pela internet, no perfil da entidade no instagram: @amigosdaapaf

Reunião entre o governador e o parlamentar aconteceu no Palácio do Campo das Princesas

Postado por Marcos Lima Mochila

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O governador Paulo Câmara recebeu, nesta segunda-feira (07.12), no Palácio do Campo das Princesas, o deputado alagoano Arthur Lira, candidato à presidência da Câmara Federal. O chefe do Executivo estadual debateu com o parlamentar projetos que podem contribuir para o avanço nas diversas áreas de Pernambuco e no Brasil. Na ocasião, Arthur Lira também apresentou suas proposições como postulante à Câmara dos Deputados.

Participaram do encontro a vice-governadora Luciana Santos, o presidente da Assembleia Legislativa, Eriberto Medeiros, o chefe de Gabinete do Governador, Milton Coelho, o senador Ciro Nogueira (PI), o deputado federal André Fufuca (MA), os deputados federais pernambucanos Eduardo da Fonte, Danilo Cabral, Wolney Queiroz, Fernando Monteiro, Bispo Ossésio, Renildo Calheiros e Tadeu Alencar, além do deputado estadual Claudiano Martins Filho.

Fotos: Pedro Menezes/SEI

Da Redação

Por Marcelo Camargo/ABr

Postado por Marcos Lima Mochila

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Enquete do Instituto DataSenado mostra que 99% das pessoas consultadas concordam com a criação do 14º salário emergencial para segurados e dependentes da Previdência Social em razão da pandemia de coronavírus. O pagamento adicional é previsto no Projeto de Lei 3.657/2020, do senador Paulo Paim (PT-RS), e beneficiaria quem recebe auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria, pensão por morte e auxílio-reclusão.

Para todos os participantes, o pagamento de um 14º salário é importante para o amparo social aos segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) durante a atual pandemia. Além disso, 99% dos que responderam à pesquisa acreditam que o pagamento desse valor adicional contribuirá para estimular a economia. A enquete contou com 32.820 participantes entre os dias 1º de outubro e 2 de novembro.  

Nas redes sociais, o senador Paulo Paim comentou o resultado da enquete.

“O DataSenado mostra que a maioria concorda com a criação do 14º salário para aposentados e pensionistas. O PL 3.657/2020, de nossa autoria, beneficia 35 milhões; 70% ganham um salário mínimo. Com a pandemia, a crise piorou. Uma questão de justiça”, afirmou.

Ideia legislativa

O projeto teve origem em Ideia Legislativa apresentada por Sandro Gonçalves, advogado tributarista do estado de São Paulo, que “institui o décimo quarto salário emergencial aos aposentados durante a pandemia”. A ideia obteve 43.303 assinaturas de apoio, no período entre 1º a 7 de junho de 2020.

Na justificativa do projeto que apresentou a partir dessa sugestão, Paulo Paim destacou que, por conta da crise econômica e sanitária provocada pela covid-19, a criação de gratificação natalina emergencial a ser paga em dezembro de 2020 aos aposentados e pensionistas do INSS leva em consideração o fato de que essas pessoas não terão o benefício anual neste mês, já que houve adiantamento integral do 13º salário aos segurados na etapa inicial da pandemia.

Para o senador, além de atender aposentados que fazem parte do grupo de risco, o 14° emergencial injetará recursos na economia movimentando o comércio no mês de janeiro de 2021.

— Essas pessoas ficarão desassistidas no mês de dezembro, já que terão utilizado o adiantamento da gratificação natalina previdenciária para quitar as suas necessidades. Na realidade do nosso vasto Brasil, os aposentados e pensionistas, na grande maioria, ajudam a sustentar toda a família. Antes da pandemia, mais de 10 milhões de pessoas já dependiam da renda dos idosos para viver. Arcam com a maior parte das despesas, socorrendo filhos e netos, tendo gastos com alimentação, vestuário, escola, transporte, remédios, luz, gás, entre outros.

Fonte: Agência Senado

Na maioria dos casos, os candidatos vencedores estão enquadrados na Lei da Ficha Limpa

(Foto: Marilia Lima/CB/D.A Press)

Por Wesley Oliveira

Postado por Marcos Lima Mochila

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As eleições municipais terminaram no domingo passado, mas ao menos 104 municípios poderão sofrer mudanças em relação aos prefeitos escolhidos pelo voto popular. Nessas cidades, as candidaturas eleitas estão sub judice no Tribunal Superior Eleitoral. Em 2020, o número de prefeitos em situação indefinida aumentou mais de 40% na comparação com o pleito de 2016, quando 71 candidatos eleitos ainda precisavam regularizar suas situações com a Justiça Eleitoral. De acordo com o TSE, caso essas candidaturas venham ser impugnadas depois da posse, que ocorre em 1º de janeiro de 2021, essas cidades terão novas eleições.

Na maioria dos casos, os candidatos vencedores estão enquadrados na Lei da Ficha Limpa. A norma aprovada em 2010 proíbe políticos condenados em segunda instância judicial de serem eleitos. Mas também abre a possibilidade de que o réu apresente recursos a tribunais superiores e obtenha, por meio de decisão liminar, o direito de concorrer.

“O que acontece hoje é que você só comprova os requisitos de Ficha Limpa quando se registra a candidatura. Nesta situação, entramos na seara da interpretação. Alguns juízes entendem que não há, outros entendem que naquele contexto há aplicação da lei da Ficha Limpa. Com isso uma série de recursos vão sendo impetrados, e o candidato muitas vezes consegue se eleger”, explica Acácio Miranda, jurista e especialista em Direito Eleitoral.

A lei eleitoral prevê que todos os recursos que envolvam deferimento ou indeferimento de candidaturas devem ser julgados 20 dias antes do primeiro turno pela Justiça Eleitoral. A finalidade é impedir que candidatos com problemas na Justiça Eleitoral concorram às urnas. Na prática, entretanto, isso não acontece.

“É humanamente impossível para o TSE (última instância) conseguir julgar os milhares de casos antes da eleição. Ainda mais com a redução do período de campanha e em uma eleição municipal com milhares de candidatos. Esses julgamentos só vão ocorrer depois do pleito.”, afirma Bruna Gonçalves, advogada e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep).

Idoneidade

Segundo a especialista, a Justiça Eleitoral já trabalha com um calendário de eleições suplementares, pois muitos eleitos serão cassados depois dos julgamentos. Nesta semana, por exemplo, o TSE determinou que novas eleições sejam realizadas em Bom Jesus de Goiás (GO).

Os ministros revogaram o registro de candidatura de Adair Henriques da Silva (DEM) a prefeito do município goiano. Ele foi o candidato mais votado no primeiro turno das eleições, recebendo 50,26% dos votos válidos. Sem data para o novo pleito, o TSE determinou que o presidente da Câmara Municipal, da legislatura que inicia no próximo ano, exerça provisoriamente o cargo de prefeito na localidade.

“É comum que isso ocorra e novas eleições sejam realizadas neste período, justamente porque a Justiça só vai dando vazão aos casos durante o ano seguinte ao eleitoral”, completa Bruna Gonçalves.

Em 2016, o TSE teve de realizar novos pleitos em 183 municípios de todo o país. O estado de Minas Gerais teve o maior número de cidades nesta situação, 33 no total. Em seguida aparece São Paulo com 25 casos. Paraná e Rio Grande do Norte tiveram 13 eleições suplementares, cada.

Para Marina Fernandes, coordenadora do Politize!, a Lei da Ficha Limpa é um grande avanço da legislação, mas ainda depende de conscientização por parte do eleitor. “O principal desafio para a plena efetividade da Lei da Ficha Limpa é conscientizar a população da importância da idoneidade dos candidatos à cargos públicos. É preciso que as pessoas saibam mais sobre política e cidadania para poderem fazer melhores escolhas nas eleições”, defende.


Para o presidente do TSE, as consequências de não votar são pequenas. Contudo, ele acredita que a democracia brasileira ainda é jovem para mudar este status.

Presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Luís Roberto Barroso reconhece que o voto obrigatório no Brasil tem se tornado facultativo, diante da alta abstenção ocorrida nas eleições municipais. “Acho que a gente começa a fazer uma transição. O modelo ideal é o voto facultativo e, em algum lugar do futuro não muito distante, ele deve ser”, diz.

“Acho que o voto hoje no Brasil é praticamente facultativo porque as consequências de não votar são pequenas. Por isso, um comparecimento de mais de 70% durante a pandemia merece ser celebrado. Acho que a gente começa a fazer uma transição. O modelo ideal é o voto facultativo e em algum lugar do futuro não muito distante ele deve ser”, afirmou o presidente do TSE.

“Porque hoje ainda não defendo voto facultativo? Acho que a democracia brasileira vem se consolidando, mas ainda é jovem, e portanto ter algum incentivo para as pessoas votarem é positivo.”

Barroso afirma que a não obrigatoriedade do voto pode gerar polarização. “Nos países de voto facultativo você incentiva a polarização, porque os extremos não deixam de comparecer, e os moderados muitas vezes deixam. Portanto, também por essa razão, ainda prefiro voto obrigatório com sanções leves como é no Brasil.”

Amapá

Uma semana após todo o país, exceto o Distrito Federal, passar por eleições, o Amapá ainda segue dando continuidade às eleições 2020. A votação em Macapá-AP, capital do estado, teve de ser adiada para este domingo (6) por conta do apagão que acometeu 13 dos 16 municípios amapaenses por cerca de duas semanas.

292.718 pessoas estão aptas a votar neste domingo, em primeiro turno, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O segundo turno, se houver, será no dia 20 de dezembro. Barroso reforçou que o adiamento das eleições não aconteceu apenas por causa da falta de energia, mas pelos riscos à segurança pública. O ministro acredita que a apuração deverá acontecer sem intercorrências.

Por Matheus Teixeira e Leandro Colon do Jornal Brasília com informações de Rócio Barreto do Portal Por Brasília

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil


O “Cérebro” do PT voltou. Ex-ministro da Casa Cívil do governo de Luís Inácio Lula da Silva, José Dirceu, volta ao jogo político partidário dentro da sigla e não está sozinho.

Com críticas internas contra a administração da atual presidente do partido, a deputada Gleisi Hoffmann, o maior articulador petista sai das cinzas e vem forte para retomar as rédias do PT.

Recentemente o senador Jaques Wagner defendeu uma “mudança geracional” e “de conteúdo” no PT e se colocou como uma opção de candidato para concorrer em 2022 ao posto de governador da Bahia e até mesmo ao de presidente do Brasil.

José Dirceu sabe que nada disso será possível com a atual visão do partido e que precisa trazer seus correligionários para a realidade do cenário político atual. Ao contrário de Jaques Wagner, Dirceu não bate de frente diretamente com Gleisi e Lula, mas tenta articular mudanças na direção do partido.

O ex-ministro, retorna ao cenário no momento em que o partido perde o contato com seu eleitorado, perdeu espaço nas urnas e vive uma forte crise de identidade, com lideres políticos sem contato com a realidade que vive o País e sem discurso para fazer oposição.

Zé Dirceu é considerado um dos líderes mais articulados do partido, um intelectual e estrategista.

Para os petistas mais apaixonados, a sensação é de que de tempos em tempos, uma Fenix resurge com suas forças renovadas.

BSb Magazine

Votação final ficou em 7 a 4 contra a Maia e 6 a 5 contra Alcolumbre

Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal – STF (Marcello Casal Jr Agência Brasil)

Por Agência Brasil – Brasília

Postado por Marcos Lima Mochila

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no fim da noite desse domingo (6), durante sessão de julgamento em plenário virtual, que os atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP); não podem disputar a reeleição na mesma legislatura.

Os últimos votos foram dos ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Luiz Fux. Todos tiveram entendimento contrário ao voto do relator Gilmar Mendes, e decidiram pela inconstitucionalidade da reeleição de Maia e Alcolumbre.

No entendimento do relator, Maia e Alcolumbre poderiam se reeleger, mas deveria haver uma regra para que fosse permitida apenas uma recondução. Ele foi seguido pelos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski. Nunes Marques acompanhou o relator, mas em relação à candidatura de Alcolumbre.

Fachin, Barroso e Fux seguiram os votos das ministras Carmen Lúcia e Rosa Weber e do ministro Marco Aurélio Mello, contrários à reeleição. Ao proferir seu voto, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, disse que a norma constitucional “impede a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente a do primeiro ano da legislatura”.

Segundo Fux, “não há como se concluir pela possibilidade de recondução em eleições que ocorram no âmbito da mesma legislatura sem que se negue vigência ao texto constitucional.”

Resultado final

Como o ministro Nunes Marques votou contrário à candidatura da reeleição de Rodrigo Maia, na mesma legislatura, para a presidência da Câmara; e a favor da candidatura de Davi Alcolumbre, para o Senado; o placar final da votação, em sessão de julgamento no plenário virtual, ficou em 7 votos a 4 contra a Maia e 6 a 5 contra Alcolumbre.

A votação foi para decidir sobre Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) impetrada pelo PTB. Nela, o partido pedia para que fosse proibida a recondução dos presidentes das casas legislativas do Congresso Nacional.

Através de emenda do deputado federal Fernando Monteiro (PP-PE), os dois principais corredores viários de Serra Talhada serão asfaltados. A execução das obras nas Avenidas Afonso Magalhães e Joca Magalhães, esta última um importante binário de acesso à cidade, contará com R$ 800 mil da emenda do parlamentar, via Ministério do Desenvolvimento Regional, e R$ 160 mil de contrapartida pelo município.

As vias foram vistoriadas na última sexta-feira (04) para a aprovação do projeto pela Caixa Econômica Federal. Segundo o prefeito Luciano Duque, após esta etapa, ocorrerá a licitação e a previsão é que as obras se iniciem já no próximo mês. “Trata-se de um investimento de muita relevância, viabilizado graças à atenção de sempre do deputado Fernando Monteiro com nosso município. Este é mais um pleito nosso atendido e que vai melhorar significativamente a mobilidade urbana de Serra Talhada”, afirmou o gestor da cidade sertaneja.

Entre as ações recentes do deputado federal para o município está também a ampliação da Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST/UFRPE), com recursos na ordem de R$ 200 mil. A iniciativa beneficiou cerca de 2.700 alunos com a criação de mais 12 salas de aula e ampliação dos espaços administrativos da instituição de ensino. Também com a interlocução de Fernando Monteiro, a UAST recebeu o reforço no abastecimento através da construção de adutora, já em pleno funcionamento.

*Foto de arquivo, por isto o prefeito e o deputado encontram-se sem máscaras.

O Deputado Estadual Eriberto Medeiros foi reconduzido ao cargo de Presidente da Assembleia pelo período de  fevereiro de 2021 a janeiro de 2023. O parlamentar foi reeleito com XXX votos.
José Eriberto Medeiros (Recife, 26 de setembro de 1965) é deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe), assumindo pela primeira vez em um mandato-tampão devido a morte de Guilherme Uchoa. Atualmente, foi reeleito pela primeira vez presidente da Assembléia e exerce o seu segundo mandato desde o dia 4 de fevereiro de 2019. 
Foi vereador de Recife entre 2001 e 2006, atuando em diversas comissões e como 3° secretário da comissão executiva da câmara. É deputado estadual desde 2007, exercendo o seu quarto mandato consecutivo, atuando três vezes como 4° secretário da mesa diretora da Alepe. Foi o presidente do PTC de Pernambuco durante 11 anos. Sua esposa, Mariana Medeiros e seu filho, Eriberto Rafael, também exercem cargos políticos.
Foi vereador de Recife durante dois mandatos, concorrendo em 2000 e em 2004. Durante os seus mandatos como vereador, atuou nas comissões de legislação e justiça, finanças, segurança Pública, e ética parlamentar, sendo também o 3º secretário da Comissão Executiva da Câmara Municipal do Recife.
Concorreu pela primeira vez nas eleições para deputado estadual em 2006. Dentro da Alepe, foi eleito três vezes quarto-secretário da Mesa Diretora e foi líder da bancada do PTC, sendo também o presidente do mesmo partido no Estado durante 11 anos. Além disso, foi integrante das Comissões de ética, de assuntos internacionais e de finanças, orçamento e tributação.

Confira os nomes da Nova Mesa Diretora

PRESIDÊNCIA
DEPUTADO ERIBERTO MEDEIROS 
1ª VICE – PRESIDÊNCIA
DEPUTADO AGLAILSON VICTOR
2ª VICE – PRESIDÊNCIA
DEPUTADO MANOEL FERREIRA
1ª SECRETARIA
DEPUTADO CLODOALDO MAGALHÃES
2ª SECRETARIA
DEPUTADO PASTOR CLEITON COLLINS
3ª SECRETARIA
DEPUTADO ROGÉRIO LEÃO
4ª SECRETARIA
DEPUTADA ALESSANDRA VIEIRA 

SUPLENTES

1ª SUPLÊNCIA
DEPUTADO ANTONIO FERNANDO 
2ª SUPLÊNCIA
DEPUTADA SIMONE SANTANA 
3ª SUPLÊNCIA
DEPUTADO JOEL DA HARPA  
4ª SUPLÊNCIA
DEPUTADO HENRIQUE QUEIROZ FILHO  
5ª SUPLÊNCIA
DEPUTADA DULCI AMORIM 
6ª SUPLÊNCIA
DEPUTADA FABIOLA CABRAL
7ª SUPLÊNCIA
DEPUTADO ROMERO ALBUQUERQUE

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