O governador Paulo Câmara já está na EREM Professor Lisboa, em Caruaru, no Agreste Central, para comandar o terceiro e último seminário desta 3ª rodada do Todos por Pernambuco, que acontece nesta sexta-feira (06.09). A rodada começou na quarta-feira (04.09)pela Região Metropolitana do Recife, com seminário realizado na capital pernambucana, e na quinta (05/09) foi a vez do Agreste Meridional, concentrando as atividades de consulta popular em Garanhuns.
O ciclo de seminários já percorreu todo o Sertão do Estado, nas duas primeiras etapas. O objetivo é promover a construção coletiva de propostas, ouvindo sugestões da população de cada região, que serão condensadas para embasar o planejamento da gestão estadual para os próximos anos.
O Todos por Pernambuco já reuniu mais de 12 mil pessoas, de forma presencial, nos seminários realizados até agora. A última rodada acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de setembro, contemplando as regiões da Zona da Mata e Agreste Setentrional do Estado.
Especialistas dão detalhes do procedimento a que o presidente se submeterá no domingo (8), comum em pacientes com histórico de cirurgias abdominais
O presidente Jair Bolsonaro fará cirurgia de hérnia incisional (Reprodução)
Do R7
Por Marcos Lima Mochila
No domingo (8), o presidente Jair Bolsonaro deverá ser submetido a mais uma cirurgia, desta vez para a correção de uma hérnia incisional.
“A hérnia é um buraco pelo qual sai alguma coisa, pode ser gordura, intestino. O paciente percebe como um abaulamento na barriga, uma bola. A maioria das hérnias incisionais em cortes no meio da barriga é formada em áreas que já foram cortadas anteriormente”, explica o Prof. Dr. Sergio Roll, coordenador do Centro Especializado em Hérnia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
“A hérnia incisional é um defeito na parede abdominal, e por definição é aquela que aparece posterioriamente a uma cirurgia prévia. Significa que naquela região do corte houve um enfraquecimento, levou ao buraco, e ao problema. A grande maioria das hérnias incesionais apresentam risco de obstrução intestinal”, escalrece o Dr. José Francisco de Mattos Farah, diretor do serviço de cirurgia geral do Hospital do Servidor Público Estadual.
Bolsonaro se encaixa no perfil, pois já fez três cirurgias na região desde que tomou uma facada, há um ano, durante a campanha presidencial em 2018. Trata-se, agora, de um procedimento de médio porte, que inclui anestesia geral e exige um corte na região onde está a hérnia.
“Não é uma cirurgia simplesinha. A intervenção varia muito, mas pela incisão que ele já mostrou em fotografias, há um corte de uns 20 cm, portanto a correção deve tomar o tamanho da incisão”, diz o dr. Farah.
“O cirurgião identifica o buraco, verifica aquilo que está saindo e põe pra dentro da barriga”, diz dr. Roll, esclarecendo que há várias técnicas para o fechamento da área.
Uma das mais utilizadas é uma prótese que se assemelha a uma tela, uma espécie de tule de polipropileno, usada para reforçar a costura da aponeneurose, a membrana esbranquiçada que reveste o músculo. Essa tela tem macroporos, é flexível e pode ter uma gramatura alta, média ou baixa. O uso da tela diminuiu a chance de a hérnia voltar.
“A colocação da prótese vai fazer com que aquele tecido se recupere, mas nunca vai ser bom, se estivesse bom não teria arrebentado”, explica o dr. Farah. A tela pode ser colocada de diversas maneiras, inclusive com a utilização de vídeo, na qual são feitos só quatro pequenas incisões. Como o corte de Bolsonaro é extenso, é bem possível que o médico utilize a técnica clássica de corte da cicatriz inteira.
As causas de insucesso também são variadas. De acordo com dr. Farah, há dois grandes grupos: ou a técnica não foi adequada ao caso, em geral a hérnia volta rápido, em um ano ou menos, ou diz respeito ao próprio paciente. Obesidade, diabétes e fumo são fatores que comprometem a qualidade do tecido.
A maior chance de voltar é entre seis meses a um ano após a correção. O índice de retorno do problema chega a 18% ao longo da vida. É algo bem comum em pessoas que passaram por múltiplas incisões na mesma região.
Segundo Sergio Roll, nos Estados Unidos são realizados cerca de 400 mil procedimentos desse tipo de hérnia por ano. A porcentagem de as pessoas que cortam a barriga desenvolverem uma hérnia incisional fica entre 9% a 20%.
O aparecimento do problema pode ter causas diversas. Uma das principais são cirurgias de emergência, que elevam o índice de ter hérnia para 30% a 40%. Outros fatores são obesidade, diabetes, ter doenças imunodeficiência e ser fumante.
‘Nasci novamente’, diz Bolsonaro um ano após facada
Presidente deu declaração em evento de assinatura de contratos de concessão da 5ª rodada de leilões de aeroportos da Infraero
O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta sexta-feira (6), que “nasceu novamente” em Juiz de Fora (MG) após o atentado que sofreu há um ano enquanto fazia campanha eleitoral na cidade. O presidente fez declaração em evento de assinatura de contratos de concessão da 5ª rodada de leilões de aeroportos da Infraero.
A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal garantiu a um homem já condenado em segunda instância o direito de recorrer em liberdade até o trânsito em julgado da sua condenação. O caso dividiu a turma. Com o empate na votação, foi proferido resultado mais favorável ao réu.
A discussão se deu porque a sentença que condenou o homem garantiu que ele recorresse em liberdade. Porém, após a condenação ser mantida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a Vara de Execuções Penais determinou o início do cumprimento da pena, seguindo precedentes do Supremo que autorizam a execução provisória.
Ao julgar monocraticamente o Habeas Corpus do réu, o ministro Ricardo Lewandowski primeiro negou o pedido. Depois, porém, reconsiderou sua decisão permitindo que ele aguarde em liberdade o trânsito em julgado da decisão.
No caso concreto, Lewandowski observou que a sentença garantiu ao réu o direito de recorrer em liberdade, e o Ministério Público não apelou deste ponto da decisão, o que, segundo seu entendimento, levou ao trânsito em julgado dessa parte.
Assim, julgou ilegal a decisão do juízo da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, que, após o julgamento da apelação pelo TJ-DF, determinou o início do cumprimento de pena sem que o Ministério Público tenha questionado o direito de aguardar a condenação definitiva em liberdade.
Inconformado, o Ministério Público Federal recorreu e o caso foi levado ao colegiado. O agravo começou a ser julgado em sessão virtual, quando o relator votou pelo desprovimento do recurso, reafirmando seu posicionamento contrário à execução provisória da pena antes do trânsito em julgado da condenação.
Pedido de vista do ministro Edson Fachin retirou o caso do ambiente virtual e o levou para julgamento presencial. Nesta terça-feira (3/9), o relator manteve seu voto pelo desprovimento do recurso, e foi acompanhado pelo ministro Gilmar Mendes.
Ao divergir do relator, o ministro Edson Fachin lembrou que o entendimento majoritário do Plenário do STF, até o momento, é no sentido do cabimento do início da execução provisória da pena após condenação confirmada em segunda instância. Para o ministro, somente o Plenário seria competente para rever seus próprios precedentes.
Sobre o argumento de que a sentença garantiu o direito de o réu recorrer em liberdade, o ministro Fachin salientou que esse tema também foi analisado pelo Plenário do STF no julgamento do HC 152.752 (impetrado em favor do ex-presidente Lula), quando a maioria entendeu que a determinação de cumprimento da pena condenatória, mesmo que a sentença assegure de forma genérica o direito de recorrer em liberdade, não torna mais gravosa a situação do réu. A ministra Cármen Lúcia acompanhou a divergência.
Com o empate na votação, foi proferido resultado mais favorável ao investigado, conforme determina o artigo 146, parágrafo único, do Regimento Interno do STF. O ministro Celso de Mello não participou da sessão. Com informações da assessoria de imprensa do STF.
“PE saturado de tanto PSB”, afirma Mendonça Filho.
Em entrevista gravada ontem (5) para o programa Frente a Frente, na capital federal, o ex-ministro da Educação, Mendonça Filho, ventilado para disputar a Prefeitura do Recife pelo DEM, rompeu o silêncio desde que perdeu a eleição de senador em 2018 com um desabafo: “O Estado cansou de PSB e a população do Recife confirmará o que estou dizendo nas eleições municipais do ano que vem”, previu. Para ele, não há quem aguente qualquer partido ou grupo se perpetuar no poder por tanto tempo como ocorre hoje no Estado e na Prefeitura do Recife. Mendonça preside em Brasília o Instituto Liberdade e Cidadania, do DEM, e continua tão prestigiado quanto no tempo em que esteve à frente do Ministério da Educação. Ele perdeu a eleição para o Senado por pouco mais de 130 mil votos, mas fez uma marca que poderá credenciá-lo na corrida pela Prefeitura do Recife: foi o mais votado na capital pernambucana e nas cidades estratégicas do Grande Recife, como Jaboatão e Olinda. Mendonça afirmou que tem andado muito pelo Recife sem encontrar obras da Prefeitura. “A propaganda de Geraldo Júlio é ilusória, nunca vi Recife tão mal em termos de políticas públicas, sociais e obras de infraestrutura urbana”, destacou. O ex-ministro aparece bem pontuado em todas as pesquisas de intenção de voto para prefeito do Recife, mas não admite ainda sua candidatura. Destaca, no entanto, que as oposições não podem cometer o erro da eleição passada e prega a unidade. “Temos muitos nomes postos de peso como Priscila Krause, Daniel Coelho e Sílvio Costa Filho”, lembrou.
Presidindo a audiência pública da Comissão de Saneamento, que analisou a atuação das empresas estatais no desenvolvimento do saneamento básico no Brasil, o deputado federal Fernando Monteiro (PP-PE), um dos requerentes da sessão, destacou, nesta quinta-feira (05), a urgência da regulação do setor. Nos debates, o parlamentar pernambucano, que tem ocupado espaço importante nas discussões sobre o assunto, reafirmou que o investimento feito pela União vem caindo e, também por conta disso, um novo modelo precisa ser executado o quanto antes.
O fortalecimento de uma regulação que priorize a universalização dos serviços de saneamento, com pontos como a maior participação do setor privado por meio de Parcerias Público Privadas (PPPs), além da garantia de tarifas justas e a necessidade de mais recursos direcionados para o setor, foram alguns dos temas discutidos pelos participantes. Como pensamento comum nas explanações esteve a necessidade da construção de um sistema que garanta a convivência harmoniosa e produtiva entre os modelos público e privado para a melhoria dos serviços em todo o País.
“O modelo vigente já deu mostras que tem grandes déficits. Precisamos ser criativos para elaborar uma proposta viável. Todo o ônus não pode ficar com os estados. Precisamos refletir”, destacou Fernando Monteiro, lembrando que “o Brasil é um país continental, com várias realidades diferentes e que todas as regiões precisam ser beneficiadas com um projeto que alcance a todos. Saneamento é sinônimo de saúde, de dignidade, de vida”.
Participaram dos debates o diretor presidente da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), Marcus Vinícius Fernandes Neves; o secretário-executivo da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), Francisco Lopes; o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), Roberval Tavares de Souza, e o presidente da Associação Brasileira de Agências de Regulação (Abar), Fernando Alfredo Rabello Franco.
MARCO REGULATÓRIO – Fernando Monteiro é autor do projeto (PL 3.189/2019) para um novo marco regulatório do saneamento, que tramita no Congresso Nacional paralelamente à proposta já aprovada no Senado, de autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Entre os pontos do projeto estão a possibilidade para que novos contratos de programa entre municípios e companhias estaduais de água e esgoto sejam firmados e os atuais sejam renovados, além da elaboração de critérios para a captação de recursos públicos por empresas privadas concessionárias de saneamento, água e esgoto, que poderão captar recursos públicos, mas terão que investir na mesma proporção na prestação desses serviços.
Brasília, 04/09/2019 – A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira (4) a proposta de emenda à Constituição da Reforma da Previdência e a chamada PEC Paralela, que permite a adoção das novas regras para aposentadorias e pensões por estados e municípios. Durante a votação, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou que a Reforma é um esforço para equilibrar as contas públicas e realizar os investimentos e as políticas públicas que a sociedade reclama.
Ao comentar a emenda apresentada pelo PDT, o líder do governo ponderou que a manutenção do abono salarial para todos os trabalhadores que recebem até dois salários mínimos, como é feita hoje, teria um impacto de R$ 76 bilhões no momento em que faltam recursos para políticas públicas de combate ao desemprego.
“A Reforma da Previdência implica muita dor. Nós estamos aqui fazendo um sacrifício para tentar equilibrar as contas públicas, porque ninguém discorda que o gasto previdenciário já ultrapassa R$ 800 bilhões e que está faltando dinheiro para os investimentos que a sociedade brasileira reclama”, disse Fernando Bezerra.
Na mesma linha, o líder recomendou o voto contrário à emenda que alterava o cálculo para pensão por morte. “Esta iniciativa representa um impacto fiscal superior a R$ 100 bilhões, porque a pensão por morte, isoladamente, é o maior item do gasto previdenciário.”
A Reforma da Previdência passará agora pelo plenário do Senado, onde precisará da aprovação de pelo menos 49 dos 81 senadores, em dois turnos de votação.
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira projeto de lei do deputado federal Fernando Rodolfo (PL-PE) que proíbe a venda de cigarros e de outros derivados do tabaco, comocharutos e fumo de cachimbo, num raio de 100metros de toda e qualquer instituição de ensino, incluindo universidades. O PL 1844/2019 irá agora à votação da Comissão de Desenvolvimento Econômico e, depois,. à Comissão de Justiça, para em seguida ser votado no plenário.
Relatado pelo deputado Ricardo Barros (PR-PR) e elogiado na sessão por sete deputados, o projeto de lei estabelece que os estabelecimentos comerciais que descumprirem a determinação poderão ser advertidos, multados, interditados por até três dias ou ter cassada a licença de funcionamento por até dois anos, assegurados o contraditório e a ampla defesa.
Estabelece também que a advertência, por meio de notificação, fixará prazo de dois dias para regularização. Se a advertência não for obedecidaincorre em multa de R$ 1 mil. A multa sobe para R$ 3 mil se houver reincidência – cometer a infração no período de três meses. Haverá cassação de autorização de funcionamento do comércio se forem cometidas quatro infrações por ano.
Para o deputado Alexandre Padilha (PT-SP), a iniciativa de Fernando Rodolfo “é fundamental para reforçar a política de combate ao tabagismo no país”. Já os deputados Pastor Sargento Isidório(Avante-BA) e Flordelis (PSD-RJ) declararam ver no projeto um fator de inibição ao consumo da maconha, já que, segundo eles, os jovens que consomem maconha se iniciam no cigarro.
Elogiaram também a proposta os deputados Antônio Brito (PSD-BA), Enéias Reis (PSL-MG), Miguel Lombardi (PL-SP) e Rosângela Gomes (Republicanos-RJ).
Doença crônica – Fernando Rodolfo justifica o projeto com o argumento de que o tabagismo é classificado como doença crônica pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Lembra que o cigarro pode causar mais de 50 diferentes doenças, desde problemas cardiovasculares e respiratórios ao câncer.
“A comercialização de cigarro e outros derivados do tabaco nas proximidades das instituições de ensino facilita o acesso de crianças e adolescentes a essas substâncias maléficas. É dever do Estado preservar a saúde, a dignidade e a educação da criança e do adolescente”, assinala a justificativa do deputado pernambucano.
Com o objetivo de reordenar os espaços públicos do município de Camaragibe, a Prefeitura Municipal de Camaragibe, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), deu início nesta terça (03) ao recadastramento de permissionários do Mercado Público. A ação, que acontecerá até o dia 12 deste mês, estará sendo realizada nas dependências da própria secretaria, localizada na 2ª Travessa Padre Oséias Cavalcanti, no Bairro Novo do Carmelo.
Para o recadastramento, organizado de acordo com cronograma específico, são esperados todos os permissionários ativos, recadastrados no último ano de 2018. Dentre os produtos comercializados no espaço estão artesanato, armarinho, bomboniere, materiais descartáveis, além de utensílios diversos, venda e negociação de animais vivos.
Confira o cronograma de recadastramento:
03 de setembro
Manhã – Armarinho e diversos
Tarde – Armazém, artesanato, bomboniere, animais vivos, mercearia
04 de setembro
Manhã – Bares e lanchonetes
Tarde – Crustáceo, laticínios e rações
05 de setembro
Manhã – Raízes, religiosos, salões e sapatos
Tarde – tapioca, descartáveis, festas, temperos e serviços
Na reunião do Comitê de Avaliação de Conjuntura, de agosto, coordenada pelo membro do Conselho Superior, da Associação Comercial de São Paulo – ACSP, Edy Luiz Kogut, o empresário chinês Phillip Xu, executivo da empresa COFCO, teceu interessantes comentários sobre o desenvolvimento recente da China e de suas perspectivas, manifestando certo pessimismo com a possível solução, no curto prazo, do conflito comercial com os Estados Unidos.
Xu, que foi convidado pelo Vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – Facesp, Farid Murad, considerou que a questão é mais complexa e envolve disputa com relação à tecnologia de ponta, na qual os chineses se encontram bastante avançados. Ele ressaltou, no entanto, de que essa é sua visão pessoal, não representando qualquer posicionamento oficial.
No tocante ao cenário doméstico, embora as estatísticas das finanças públicas e do setor externo tenham mostrado resultados menos favoráveis, diversos indicadores apontam para a melhora da economia nos próximos meses, mas em ritmo ainda bastante lento. Os dados relativos à inflação sinalizam que devemos fechar o ano abaixo da meta, e que existe espaço para que o COPOM possa continuar a reduzir as taxas de juros.
O desemprego vem se reduzindo mês a mês, embora com a criação de empregos informais, tempo parcial ou conta própria, indicando que o consumo deve melhorar nos próximos meses. A produção industrial ainda se acha no campo negativo, mas vários setores já mostram reação, enquanto o varejo continua a crescer de forma bastante lenta, assim como os serviços. Destacou-se que está aumentando a concentração no varejo, revelando as dificuldades de crescimento e mesmo de sobrevivência das empresas menores
O aumento das vendas de material de construção e a redução dos estoques de imóveis abrem perspectivas favoráveis para a indústria de construção civil, na qual o programa “Minha Casa, Minha Vida” representa cerca de metade do setor, mas observa-se expansão também de apartamentos pequenos, construídos para atender um público de renda entre 5 a 7 salários mínimos.
No setor eletroeletrônico, a chamada linha branca e de materiais elétricos de uso doméstico mostram crescimento, provavelmente ocasionados pelas novas construções e reformas de residências. A indústria de alimentos registrou expansão da produção e estabilidade dos preços, graças às excelentes safras agrícolas, especialmente de grãos (milho e soja). Na área de energia, a liberalização do mercado de gás e os leilões do Pré-Sal abrem perspectivas bastante favoráveis para o setor, beneficiando as indústrias e os consumidores.
Em resumo, apesar de ainda termos muitos problemas, podemos esperar que os próximos meses sejam melhores e as perspectivas para 2020 sejam de crescimento maior do PIB, embora ainda muito abaixo da capacidade e necessidade do Brasil.
ACSP – Associação Comercial de São Paulo.
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O prefeito de Olinda, Professor Lupércio, está num verdadeiro inferno astral. O Festival MIMO 2019 anunciou que este ano não será realizado em Olinda. Uma grande perda cultural.
Um assessor especial do prefeito, suplente de vereador em Paulista, com alentado salário de R$ 12 mil, Elton Viltor da Silva, apareceu nas suas redes sociais, em horário de trabalho, comemorando uma emenda parlamentar de R$ 600 mil para Paulista, ao lado do deputado federal Augusto Coutinho. A Prefeitura deve explicações. Um assessor de Olinda trabalhando para Paulista!
Lupércio foi vaiado ao sair do encontro Todos por Pernambuco e seu vice, Márcio Botelho, se envolveu em incidente na saída do evento. Ele foi acusado de ter agredido uma militante do movimento de luta pela moradia, que prestou queixa. Tal incidente virou caso de polícia. Isso tudo em um dia.
Há menos de um mês, o ministro Sérgio Banhos, do TSE, nos autos do Recurso Ordinário sob o nº 0601614-81.2018.6.17.0000, destrancou ação de investigação sobre uso da máquina pública da Prefeitura de Olinda em favor da esposa do prefeito, que foi candidata a deputada estadual, derrotada na última eleição, que terá seguimento e pode levar o prefeito a cassação.