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Os Estados Unidos confirmaram nesta quarta-feira (15/7) a aplicação do tarifaço de 25% a produtos brasileiros. A decisão conclui investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de “práticas desleais” que prejudicam empresas e exportadores norte-americanos.

Junto com a recomendação para aplicação das tarifas, o USTR também sugeriu à Casa Branca uma atualização na lista de isenções para o tarifaço, com produtos que não serão atingidos pela nova alíquota.

Embora tenha embarcado em uma intensa negociação com o órgão norte-americano no último ano, a decisão já era esperada pelo Palácio do Planalto, que aguardava pelo anúncio oficial para entender o alcance da medida, tanto em relação às alíquotas quanto aos produtos afetados.

As taxas atingem diversos setores da indústria brasileira. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 4 mil produtos podem ser atingidos e pode ter um impacto de cerca de US$ 14,9 bilhões em exportações aos EUA.

Na avaliação de interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se reuniu na manhã desta quarta com autoridades brasileiras que tocam os assuntos internacionais do governo, os argumentos apresentados pelos EUA para aplicar o tarifaço carecem de base técnica e têm viés político.

Embora o comércio entre os dois países seja superavitário para os norte-americanos, o governo de Donald Trump diz que o Brasil adota práticas desleais que oneram a indústria e os produtores dos Estados Unidos. As taxas são sugeridas com a justificativa de equilibrar a balança bilateral.

Apesar da medida, a lista oficial de exceções divulgada pela Casa Branca mantém isentos alguns dos principais produtos do agronegócio: carne bovina, carne de frango e café. Entre os produtos sujeitos à nova taxação estão etanol, máquinas e equipamentos, têxteis, calçados e diversos itens manufaturados exportados pelo Brasil aos EUA. A medida entra em vigor em 22 de julho.

O documento faz ainda uma série de críticas ao Pix e ao Banco Central do Brasil.

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