Diante da repercussão nas redes sociais de um Projeto de Emenda à Constituição (PEC), que ainda espera assinatura de deputados federais para seguir o trâmite de votação na Casa, visando ao fim da escala de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho e um de folga), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu que o assunto deve ser discutido em convenções e acordos coletivos.

“Como dito em nota, o Ministério do Trabalho e Emprego entende que a questão da escala de trabalho 6×1 deve ser tratada em convenções e acordos coletivos de trabalho. A pasta considera, contudo, que a redução da jornada para 40h semanais é plenamente possível e saudável, quando resulte de decisão coletiva”, escreveu o ministro.

Ele acrescentou que a pasta “tem acompanhado de perto o debate e entende que esse é um tema que exige o envolvimento de todos os setores”.

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que pede o fim da escala 6×1, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP). A matéria propõe o fim da escala 6×1, em que se trabalha seis dias para folgar um, e estabelece a jornada de trabalho de 36 horas semanais em quatro dias de trabalho, mas ainda busca a assinatura de pelo menos 171 parlamentares para ser apresentada.

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) disse ao Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que pretende discutir com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em uma reunião na quarta-feira (13), às 18 horas, um plano para levar adiante uma proposta que dá fim à escala de trabalho 6×1 – seis dias de trabalho e um de descanso.

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