A Polícia Federal revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria movimentado R$ 25,2 milhões com a venda ilícita de joias, de acordo com um relatório divulgado recentemente. Este valor equivale a US$ 4,5 milhões e reflete o que a PF chamou de “enriquecimento inadmissível” por meio do exercício da função pública.

As joias, que deveriam ter sido incorporadas ao acervo público da União, foram desviadas para o acervo privado do ex-presidente. O relatório sugere que os lucros das vendas foram usados para custear despesas de Bolsonaro e sua família nos Estados Unidos, através de métodos que aparentam legalidade.

O caso teve seu sigilo retirado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da União agora tem 15 dias para decidir os próximos passos, como solicitar mais provas ou apresentar denúncia.

A PF indiciou Bolsonaro e mais 11 pessoas por crimes de peculato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e advocacia criminosa. Entre os indiciados estão ex-ministros, oficiais da Marinha, auditores da Receita Federal e advogados da família Bolsonaro. O caso continua a repercutir, com grande expectativa sobre as consequências legais para os envolvidos.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar