Estávamos no ano de 2001. Jarbas Vasconcelos era Governador de Pernambuco e Marco Maciel, Vice-presidente da República. Essa união de forças permitiu a reconstrução do Aeroporto dos Guararapes, no Recife. O portador deste texto ocupava a então Secretaria de Infraestrutura, a quem foi designado esse grande desafio. Seria, e foi, o primeiro aeroporto de capital do País cuja obra de reconstrução foi delegada a um Estado, atribuição até então restrita à União.

A construção do novo terminal de passageiros, com área de 52 mil metros quadrados, ampliação e modernização do pátio de aeronaves, extensão da pista de pouso e decolagem e o edifício garagem saíram do papel. Para integrá-lo à cidade e potencializar a mobilidade urbana, um novo sistema viário de acesso acabou se incorporando ao projeto, tornando nossa missão ainda mais complexa, mas não menos desafiadora. Foram construídos dois viadutos em forma de ferradura e suas vias de ligações com as avenidas existentes.

Posso dizer de cátedra que não foi fácil. O então Procurador do Estado, Pedro Henrique Reynaldo Alves, de forma irretocável conduziu a licitação com a participação da Infraero e membros do então governo estadual. A engenheira Rosa Miller Pandolfi foi a coordenadora das intervenções, que com seu equilíbrio, talento e competência, animava a todos e nos abastecia de confiança. Um verdadeiro trabalho de equipe. 

O empreendimento teve começo, meio e fim. Passados 18 anos, a plataforma que nos tirou noites de sono e impôs muito trabalho, recebe uma ampliação de cerca de 25 mil metros quadrados, modernizando fluxos de movimentação, tanto de passageiros como de cargas. Tal obra é promovida pela concessionária AENA, titular da administração dos aeroportos do Bloco Nordeste.  Quando em 2001 começamos esse desafio, com garra e sonhos, o terminal operava com 2,8 milhões de passageiros por ano. Hoje, no atual exercício de 2023, registra 9 milhões de usuários. E a expectativa é que dentro dos próximos 5 anos esse número chegue a 15 milhões. 

Ao chegar a maior idade, o Aeroporto dos Guararapes – Gilberto Freyre cumpre seu papel de agente de desenvolvimento socioeconômico. É a principal porta de entrada do turismo de negócios e lazer do Nordeste, colocando o Recife em um diferencial de competitividade. O momento é de gratidão a todos que se envolveram nessa obra de arquitetura, engenharia, cimento, argamassa, e colaboradores, que embalados pelo compromisso de oferecer sempre o melhor, entregaram um grande legado às futuras gerações.

Fernando Dueire

Senador da República

Texto publicado na edição do Jornal do Comércio desta quarta-feira 

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