Não é novidade para ninguém que o cenário eleitoral no Brasil está polarizado. De um lado, há o presidente Jair Bolsonaro (PL) representando setores conservadores e economicamente liberais da direita. Do outro, Lula (PT) mantém os votos da esquerda marxista e identitária.

Porém, a parcela de eleitores de centro que não se sentem representados por nenhum dos dois lados se manteve alheia a essa polarização no período de pré-campanha e isso pode ter se refletido nas pesquisas. Nesse momento, candidatos como Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) começaram a crescer como uma alternativa para esse público, mas não têm musculatura suficiente para chegar ao segundo turno.
Outro candidato que também cresceu foi o próprio presidente Jair Bolsonaro, que começa a convencer os indecisos diante da milagrosa retomada econômica que o país está passando. Em ao menos um levantamento, Bolsonaro apareceu à frente de Lula no primeiro turno. Ao contrário dele, Lula permanece estagnado nas pesquisas e parece ter atingido seu limite.
No momento em que o processo eleitoral se afunila, o eleitor relutante parece estar se convencendo de que é preciso tirar o mal maior, que nesse caso, para a maioria, é o petismo que quebrou o Brasil com esquemas de corrupção.

Os próprios petistas sabem que a eleição não está ganha e que, com a máquina na mão de Bolsonaro e a economia indo bem, tudo pode acontecer no segundo turno. Fazendo um exercício livre de futurologia, já é possível dizer que esse processo irá reconduzir o presidente Jair Bolsonaro a cargo. Quem viver, verá.

Fonte Pernambuco em pauta
Diego Lagedo é historiador e especialista em Gestão Pública. A sua coluna aborda temas políticos e é publicada de segunda a sexta, sendo replicada em diversos blogs de Pernambuco.

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