Calote no Brasil: Cuba e Venezuela devem R$ 3,5 bilhões ao BNDES

Países pegaram empréstimo para obras durante os governos de Lula e Dilma
Elaine Silva
Capital News
Agência Brasil
Ex-presidentes tiraram dinheiro do povo brasileiro para investir em países de esquerda
Dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) mostram que a dívida de Cuba e da Venezuela já ultrapassa mais de R$ 3,5 bilhões. Os empréstimos foram realizados para financiamento de obras em ambos os países, que atingiram R$ 10,9 bilhões. O valor foi ‘emprestado’ durante os governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do Partido Trabalhadores (PT). Para realizar os empréstimos, ambos disseram que o investimento abririam oportunidades para as empresas brasileiras.
COI/Divulgação
Obras no Porto de Mariel
Conforme os dados do BNDES, Cuba recebeu R$ 3,4 bilhões, e mantém saldo devedor de R$ 2,3 bilhões, com prestações em atraso a serem indenizadas são 13, outras 140 já foram indenizadas. Para a Venezuela, o valor foi de R$ 7,8 bilhões e o saldo devedor é de R$ 1,2 bilhões. As prestações em atraso, a serem indenizadas pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE), chegam a 42, e as prestações em atraso já indenizadas são 510.
Embora o programa tenha sido criado em 1998, 88% do total de R$ 54,5 bilhões ( US$ 10,5 bilhões) em desembolsos ocorreram no período entre 2007 e 2015. De acordo com o portal R7, no total, foram realizadas obras em 15 países, em 148 operações com prazo médio de 11 anos e dois meses para pagamento dos financiamentos.
Divulgação
Siderúrgica na Venezuela
O maior prazo, de 25 anos, foi para Cuba, no projeto do Porto de Mariel. E a Venezuela foi beneficiada com a menor taxa de juros, de 1,2%.
Os valores foram para as obras em Cuba: ampliação e modernização de Porto Mariel, a construção de uma planta para produção de soluções parenterais de grande volume e soluções para hemodiálise e modernização e ampliação do Aeroporto Internacional Jose Marti, em Havana.
E na Venezuela, obras do Estaleiro Astialba, Metrô Caracas/Los Teques, projeto de saneamento e Siderúrgica Nacional.


