Aumento de casos e mortes por Covid em locais com ampla cobertura vacinal demonstra necessidade da manutenção de medidas de distanciamento

Entrega de máscaras N95 a usuários do transporte coletivo de Goiânia (Foto:Vinícius Schmidt/Metrópoles)

Por: Mariah Aquino – Metrópoles.com

Postado por: Marcos Lima Mochila

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Mesmo com ampla cobertura vacinal, Europa e Ásia Central enfrentam nova alta de casos e mortes por Covid-19. A nova onda da pandemia nas duas regiões deve servir de alerta para o Brasil, avalia a Fiocruz.

O Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz desta semana, divulgado nesta sexta-feira (12/11), destaca a necessidade de uma retomada cuidadosa. A experiência de outros continentes mostra a importância da manutenção de medidas de proteção sanitária, como distanciamento social e uso correto de máscaras e álcool em gel.

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Situação brasileira

A equipe da Fiocruz vê com preocupação a desobrigação de máscaras e afrouxamento de medidas restritivas no Brasil. Para a instituição, usar o índice recentemente alcançado de 70% da população adulta vacinada não seria adequado.

“A população de adolescentes é um dos grupos com maior intensidade de circulação nas ruas”, aponta a instituição. O abandono rápido, sem cobertura vacinal intensa da população, expõe o país a um possível “recrudescimento da Covid-19”, um surgimento com maior intensidade.

“A recomendação é de que, enquanto caminhamos para um patamar ideal de cobertura vacinal, medidas de distanciamento físico, uso de máscaras e higienização das mãos sejam mantidas. E que atividades que impliquem na maior concentração e aglomeração de pessoas só sejam realizadas com comprovante de vacinação”, destaca o relatório.

A desaceleração no número de primeiras doses aplicadas é outro número observado no boletim. Ela traduz a “saturação populacional para a vacinação”, que acabam por resultar num aumento de casos observados nas semanas seguintes.

“Para acelerar a imunização com a primeira dose, recomendam a adoção de novas estratégias, além da exigência do certificado de vacinas, capazes de alcançar pessoas em localizações mais remotas do país e assim como aquelas ainda resistentes à aplicação das vacinas”, aconselha a Fiocruz.

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