Por Gustavo Tiné (*)

No domingo passado, 14/03/2021, tentei usar todo meu conhecimento, adquirido em quase sete anos de faculdades de Comunicação, Marketing e Relações Públicas, analisando as manifestações e as repercussões da mesma junto à imprensa nacional, flashes ao vivo, comentários nos programas, internet, zaps recebidos….

Tentei ser apenas observador, sem lado político, gostos pessoais, tendências, nervos e sangue, certo ou errado, pode não pode e cheguei à mesma conclusão: o fato jornalístico, a informação pura, a notícia em si, a reportagem verdadeira, perderam as qualidades de outrora. Perderam-se em nome do poder, do querer, do comércio, do dinheiro, dos patifes, do crime, das alienações, dos cofres, dos canalhas….

O poder, e a volta ao poder para alguns, já não é questão de idealismos românticos, da vontade de mudar para melhor, de transformar, de deixar um legado, de deixar um nome na história. O que eles querem é o domínio total de mentes, corações e cofres. Todos os cofres possíveis, todas as verbas disponíveis, toda manipulação, inclusive.

Dias atrás vi umas panelas batendo, e essa mesma turma tendenciosa e raivosa deu um superdestaque, de manhã, tarde, noite, madrugada, tentando transformar um batuquezinho em protesto nacional e mundial. Foram muito espaço e minutos e mais minutos querendo aumentar o som e fazer do acontecimento uma revolução. Deu em nada!!!

No domingo, quando o Brasil saiu às ruas, em seus carros ou a pé, de verde e amarelo, com alegria, corações abertos sem pagamentos para manifestantes, reuniões de organizadores, ônibus fretados por sindicatos, ongs, partidos políticos, lanches, tickets de 30 reais, mortadelas e pão, os repórteres sumiram, as grandes redes de televisão viraram as caras, os jornais do dia seguinte nada destacaram. Foram os noticiários de sempre: futebol, mortes, índices, propagação do medo…

Na emissora famosa deram todos os minutos possíveis para a falecida Marielle, para o BBB e a turma que não gosta do banho: os de sempre.

Os verdadeiros brasileiros, todos que saíram às ruas – pacificamente -, e manifestaram sua insatisfação e o seu apoio ao presidente Jair Messias Bolsonaro, sabem o que querem e sabiam o que estavam fazendo.

E sabiam MAIS: sabiam que fizeram história e que são maiores do que os “pobres repórteres” que não podem exercer suas profissões digna e livremente, que são apenas expectadores da história, mudos e tristes.

Mas, do outro lado, a multidão gritou: “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!”

(*) Gustavo Tiné é músico, compositor, cantor, observador da política nacional e votou e votará novamente em Bolsonaro.

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