PLANO DE PAZ DE TRUMP NÃO REPERCUTE BEM


Por Márcio Maia
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump está fazendo um grande esforço para melhorar sua popularidade e conquistar os votos necessários para a reeleição. Depois de mandar matar o general iraniano Qasem Soleimani e ameaçar uma invasão ao Iran (os americanos adoram uma guerra), ele apresentou um “Plano para pacificar judeus e palestinos”. Sua proposta, no entanto, não alcançou o êxito desejado pela Casa Branca.
Segundo o noticiário internacional, o programa foi projetado pelo genro de Trump, Jared Kushner, e apresenta alguns pontos contraditórios. O mais evidente é que diz que “Jerusalém continuará indivisível e capital de Israel e o lado oriental será a capital do Estado Palestino”. Como isso poderá ser possível? Acho que só na cabeça de Trump, uma loucura dessa pode ser criada.
Para agradar aos palestinos, cujas lideranças não foram convidadas para o encontro, Trump anunciou que vai dobrar o território ocupado por eles e que os Estados Unidos vai dar uma ajuda financeira de US$ 50 bilhões.
Se ele pensava que iria sair bem na fita, o tiro saiu pela culatra, pois as reações foram bem negativas. As primeiras reclamações começaram porque só o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu e o político oposicionista Benny Gantz estavam na ocasião.
Depois da apresentação do plano, que tem cerca de 80 páginas, Trump disse que já tinha feito muito por Israel, como mudar a embaixada para Jerusalém e reconhecer as Colinas de Golã, invadidas pelos judeus, como território israelense, e agora, era hora de, para ser justo, ajudar os palestinos.
Mas, pelo que se viu e ouviu, ele não entrará na história, como o pacificador da chamada “Terra Santa”.


