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Por Guilherme Mesquita

Já faz algum tempo que não estou por aqui, no face, contudo, é com profundo pesar que sirvo-me, hoje, dessa rede social para externar a minha mais profunda indignação aos modelo das eleições para presidente e diretoria ADEPPE, biênio 2019/2021. Não poderia calar-me diante de tanto descalabro, mercê da mais completa inconstitucionalidade praticada por tantos que lutaram pelo bom Direito. Arrisco-me aqui, frise-se, triste e cabisbaixo, reeditar um texto já publicado nos grupos de WhatsApp. Não gostaria dessa exposição, mas não posso pensar que quedei-me calado com o que hoje ocorrerá. Pois bem, aqui venho, também, deixar a minha opinião.

Lembro, é só mais uma opinião;
Hoje, 10 de maio (2019) haverá a eleição para presidente e diretoria ADEPPE, biênio 2019/2021 e lá estarei para sufragar o meu voto, mas, confesso-lhes, ferido n’alma. Forçoso por entender, quem quer que seja o vencedor, seremos todos perdedores! Derrotados estaremos pelo casuísmo, pela arrogância, pelo deboche. Seremos perdedores pelo auxílio paletó, pelo auxílio moradia, pelos penduricalhos combatidos com rigor, ainda que previstos em lei. Sejamos, então, perdedores pelos bons costumes, pela democracia, pelo senso crítico, pelo sigilo do voto; por um vetusto, ultrapassado e lacônico estatuto, considerando a CF/88, positivado no mais alto grau de ineficiência legal. Ao contrário de ditar regras claras e objetivas, deixa margem para inescrupulosas manipulações casuística e nesse diapasão, agora, aplicadas ao rigor da mais espetacular inconstitucionalidade. Ousarão argumentarem… __mas, isso e aquilo, não está lá no estatuto, não consta a obrigatoriedade de fazê-lo e, como tal, pode ou não ser interpretado como legal e pronto – “bota-se em baixo do tapete” – a soberania das AGE’s! É isso?! Então é por isso que perderemos para tantos conceitos morais e societários. Por fim, perderemos para a vergonha e, aqui, faço um questionamento para o amanhã: __como explicar sobre isso tudo que está ocorrendo e, ainda, o que dizer sobre o resultado dessa eleição? Ao vencedor/perdedor, assim como o cruel caçador de baleias ou o terrível e insano feitor de escravos, terá ele a coragem para exibir aos seus netos o arpão ou chicote como troféus? Fico aqui, então, a me interrogar, esperando que no amanhã, na condição de delegado e, por conseguinte, operador de segurança, tal qual ditam os adepeanos __“primeiro garantidor dos direitos e garantias individuais dos menos afortunados cidadãos”, ao lembrar-me desse pleito eleitoral, não me sinta invadido pela VERGONHA de ser associado da ADEPPE.

Guilherme Mesquita/Delegado

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