Marília Arraes trabalhava para ser candidata da legenda ao governo pernambucano

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A vereadora Marília Arraes (PT), rifada da disputa ao Governo de Pernambuco após acordo nacional entre o PT e o PSB, disse que sofreu uma violência sem precedentes.

Ela concordou com expressão que havia sido utilizada pelo presidenciável Ciro Gomes (PDT) quando esteve, em Caruaru, agreste de Pernambuco, no início do mês.

“Acho que se houve algo parecido (no Brasil), eu não tive notícia. Não tem como explicar para a população. É esdrúxula essa situação. Não estamos na década de 50 para fazer aliança inexplicável”, salientou Marília.

A petista, que agora tenta uma vaga na Câmara Federal, revelou à Folha que é provável que escolha o caminho da neutralidade pública. Não deve declarar em que vai votar para governador de Pernambuco.

“É provável que aconteça uma neutralidade, que eu fique neutra. Agora, existe uma definição: não votarei em Paulo Câmara (PSB).”

Em relação ao risco de não se posicionar publicamente, Marília avaliou como um movimento natural da política. “Risco se corre de toda maneira. A política é feita de decisões. E todas decisões têm risco. Acredito que se posicionar por alguma candidatura seria pior. Seria repetir um erro”, comentou.

O governador Paulo Câmara, que apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e votou no tucano Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais de 2014, conta na sua chapa com o senador Humberto Costa (PT), que tenta renovar o mandato, e com o deputado Jarbas Vasconcelos (MDB).

Questionada se poderia votar no senador Armando Monteiro (PTB), principal adversário de Paulo, respondeu rápido: “É muito difícil.”

Armando é aliado de dois ex-ministros do presidente Michel Temer, Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB), que disputam o Senado.

A base dos movimentos sociais, que estava junto com Marília Arraes desde o primeiro momento, migrou para Paulo Câmara após o governador receber o apoio formal do PT.

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Há uma semana, durante ato em Caruaru, o MST oficializou o apoio ao pessebista. Um dos coordenadores nacionais do movimento, Jayme Amorim, que fez greve de fome numa tentativa de viabilização da candidatura de Lula, discursou.

“O nosso ato não é apenas de adesão a Paulo Câmara. É mais do que isso. A gente assume essa tarefa de verdade, com garras, com unhas e dentes.”

 

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