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Witzel disse ter convidado o ministro da Justiça, Sérgio Moro, a recorrer com ele à ONU contra os três países

30 09 GOV RJ

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, atribuiu exclusivamente a traficantes de armas e drogas os homicídios ocorridos no Estado, inclusive da menina Ágatha Felix, de 8 anos, baleada nas costas no dia 20 deste mês dentro no Complexo do Alemão, na zona norte da cidade. Em resposta a casos como esse, Witzel disse que recorrerá nesta semana à Comissão de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele vai pedir à entidade internacional que feche as fronteiras e puna a Bolívia, Colômbia e Paraguai, de onde, segundo o governador, partem as armas traficadas para o Rio.

Witzel disse ter convidado o ministro da Justiça, Sérgio Moro, a recorrer com ele à ONU contra os três países, mas, sem resposta até agora, poderá sozinho buscar a ajuda. “Tentei que o ministro (Sérgio) Moro viesse comigo. Estou aguardando. Mas se não vier, vamos sozinhos, porque o Estado do Rio de Janeiro vai fazer o seu trabalho”, afirmou, em entrevista durante o festival de música Rock in Rio. “O próprio Conselho de Segurança da ONU pode tomar essa decisão, de retaliar o Paraguai, a Bolívia e a Colômbia no que diz respeito às armas”, acrescentou.

Uma das hipóteses investigadas no caso do assassinato de Ágatha é que o tiro partiu de um fuzil da Polícia Militar. Mas, segundo Witzel, essa suposição é, na verdade, uma tentativa de partidos da oposição de utilizar a morte de uma criança como palanque eleitoral. Ele, então, insinuou que opositores trabalhem para facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas no Rio. “Se só rivalizam com a milícia, tenho sérias dúvidas do envolvimento de representantes de partidos com o narcoterrorismo. Mas isso estamos investigando também”, disse.

Para o governador, a morte da estudante de 8 anos aconteceu porque os traficantes da comunidade da Fazendinha, dentro do Complexo do Alemão, estão “sofrendo severas baixas” e por isso estão mais violentos. Para evitar mais mortes, uma das estratégias do Estado será impedir que os traficantes saiam do Complexo do Alemão e cometam outros crimes em outras regiões do Estado.

Witzel disse ainda que não interfere nas investigações do assassinato de Ágatha e atribuiu à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal a responsabilidade por conter a violência no Rio. “Quem investiga o tráfico de armas e de drogas é a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Eles estão neste momento em débito com a sociedade. É preciso explicar, mostrar os números, os promotores federais têm que vir a público para dizer o que estão fazendo para impedir que essa quantidade de armas chegue ao Rio de Janeiro”, argumentou.

Locais que antes traziam segurança para a comunidade, espaços destinados a policiais militares se transformaram em abrigo para moradores de rua e usuários de drogas. Muitos desses equipamentos foram incendiados e destruídos

(Foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
(Foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

Isa Stacciarini

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Criados em 2008 para trazer segurança e garantir presença ostensiva da polícia, os postos comunitários da PM se transformaram em estruturas fantasmas ao gasto de R$ 18 milhões aos cofres públicos. Nas regiões do Distrito Federal onde alguns resistem, apenas a estrutura se mantém erguida. Mas, dentro das unidades, o abandono de anos se reflete em equipamentos públicos quebrados, lixo no interior dos ambientes, restos de materiais e dejetos humanos. Sem uso, eles se tornam alvo da criminalidade. São incendiados, vandalizados, depredados e utilizados como abrigo para usuários de droga.

No Sudoeste, o posto da quadra 105 está abandonado e com a porta aberta, com acesso livre para qualquer pessoa. O interior da unidade se transformou num banheiro para moradores de rua. Na 216/416 da Asa Sul, a unidade está protegida com corrente e cadeado, restam apenas um banner da PM, uma televisão com antena e um ventilador quebrado. Já nas quadras QE 38 e QE 40 do Guará 2, os postos acabaram desativados após serem incendiados em abril e dezembro de 2014, respectivamente.

Para quem vive nessas cidades ou trabalha próximo aos postos, a sensação é de desperdício de dinheiro público. Morador do Sudoeste há 30 anos, Nelson Ribeiro, 73, se lembra que a presença dos policiais trazia segurança. “Com a PM aqui, o criminoso pensa melhor antes de cometer um crime. Agora, além do abandono e da falta da presença deles, a estrutura fica vulnerável para quem tem má intenção”, opina.

A bancária Raquel Sales, 38 anos, trabalha bem próximo à unidade abandonada há cerca de cinco anos. “O que era para dar segurança agora traz sensação de insegurança porque, com pouco movimento, atrai pessoas de rua e usuários de droga. É um dinheiro gasto que poderia ter sido investido em outras áreas, como na saúde”, ressalta.

Cada posto de segurança custou, em média, entre R$ 100 mil a R$ 150 mil. Eles foram instalados em 31 regiões administrativas, à época, para garantir a segurança da comunidade. Ao todo, eram 131 postos equipados com computador, telefone e torre de controle.

Autônomo e com um comércio no Sudoeste, José Mauro Barbosa, 48 anos, lamenta o abandono das unidades. “No estado em que estão, esses postos acabam servindo de esconderijo de bandido e abrigo para moradores de rua. Não adianta em nada ter um ponto de segurança que traz mais medo do que solução”, destaca.

Fechamento

Em junho de 2015, o Comando da Polícia Militar fechou 60 postos comunitários do Distrito Federal com a justificativa de não estarem ajudando a manter a segurança da população. Na época, a corporação questionava a

Neusa Vicentini: "A nossa insegurança acaba sendo maior, porque são postos sem uso e deteriorados" (Foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Neusa Vicentini: “A nossa insegurança acaba sendo maior, porque são postos sem uso e deteriorados” (Foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

efetividade de se colocar uma equipe fixa na unidade, sem poder circular. Com baixo efetivo, a prioridade foi para que os policiais fizessem a chamada ronda.

Mas a aposentada Neusa Vicentini, 66 anos, discorda da justificativa: “Se era para eles estarem circulando, cadê os policiais? Por que não se pensou nisso antes de construir as unidades”, questiona. Na opinião dela, uma estrutura abandonada causa fragilidade. “A nossa insegurança acaba sendo maior, porque são postos sem uso e deteriorados. É um absurdo se deparar com o tamanho de dinheiro público malgasto”, acrescenta.

Paulo Câmara comandou, nesta quinta-feira, reunião do Comitê Gestor do Pacto pela Vida, que fez um balanço do primeiro semestre deste ano

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Postado por Marcos Lima Mochila

 

11 07 PC PACTO 2O governador Paulo Câmara esteve à frente da reunião do Comitê Gestor do Pacto Pela Vida (PPV), na manhã desta quinta-feira (11.07), para um balanço do primeiro semestre de 2019, que registrou uma redução recorde no número de homicídios em Pernambuco, tornando este o semestre menos violento desde 2014. O Estado computou 1.757 homicídios, nesses primeiros 6 meses, contra 2.284, no mesmo período do ano passado, o que representa 527 a menos, uma diminuição de 23% no comparativo com o primeiro semestre de 2018. O chefe do Executivo Estadual atribuiu a queda histórica ao caminho trilhado através das repactuações do Programa e aos investimentos.11 07 PC PACTO 3

“Estamos formando 500 novos policiais, criamos novas estruturas, como batalhões especializados da Polícia Militar em Caruaru e em Petrolina, instalamos 9 delegacias de Combate ao Tráfico de Drogas e batalhões na Região Metropolitana. Ou seja, fizemos uma série de ações que envolvem todas as áreas. A integração com o Poder Judiciário dentro do PPV ajuda a agilizar as prisões. E não estamos atuando apenas na repressão. Também lançamos um programa de prevenção. Estamos com 500 bairros mapeados para atuar nas comunidades mais vulneráveis e levar cidadania e qualificação. Isso ajuda a ter cada vez mais segurança e paz em Pernambuco, e é um compromisso nosso”, destacou Paulo Câmara.

O governador lembrou ainda que neste semestre foi registrado também o menor índice de homicídios cometidos contra mulheres. “Nossa trajetória é continuar buscando reduzir. Temos a expectativa de 2019 ser um dos melhores anos dos últimos 5 anos, ou seja, ficarmos atrás somente do melhor ano do Pacto, que foi 2013”, concluiu.

O secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, explicou a distinção entre o feminicídio e o homicídio contra mulheres. “O feminicídio teve uma redução de mais de 60% agora em junho, quando comparado com o mesmo período de 2018. É uma redução bastante expressiva. Da mesma forma, caiu o número de homicídios de mulher, cuja a motivação não é necessariamente o fato de a vítima ser mulher. As mulheres são mortas também por outros motivos, como por exemplo o envolvimento com tráfico de drogas e latrocínio. Esses casos não entram na conta do feminicídio. Mas a gente observa que há redução nas duas situações, tanto do feminicídio quanto do homicídio de mulheres”, detalhou.

Junho de 2019 representou o 19º mês consecutivo de redução dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) e o 22º de queda nos Crimes Violentos Patrimoniais (CVPs) em Pernambuco. Nos homicídios, a diminuição em relação ao mesmo mês em 2018 foi de cerca de 25%. Houve 253 mortes no mês passado, contra 336 no período equivalente de 2018. Esse foi o segundo mês de junho menos violento de toda a série histórica iniciada em 2004. Ao todo, 27 municípios, mais Fernando de Noronha, não registraram nenhum CVLI nos primeiros seis meses deste ano.

A análise dos CVPs mostrou retração de 23,2% em junho (6.521 casos em 2019, contra 8.493 no ano anterior). A queda no primeiro semestre de 2019 foi de 16,44%. De 50.597 casos nos primeiros seis meses de 2018, passou para 42.281 este ano, o que representa uma diferença de 8.316 roubos a menos.

Pádua destacou o esforço do Governo do Estado, dando como exemplo a força de trabalho na intenção de diminuir o número de assaltos a ônibus. “Há quase dois anos, nós estamos com um trabalho chamado Força Tarefa Coletivos, que se dedica diariamente à redução de crimes dentro de coletivos. Isso é observado nos números. A redução tem ocorrido ao longo de 2018 e agora em 2019 também. Especificamente em junho, tivemos uma redução de quase 30% do número de assaltos a coletivos”, justificou o secretário, que ainda discorreu sobre as metas do PPV.

11 07 PC PACTO “Nós temos trabalhado, ao longo da história do Pacto Pela Vida, com metas. As metas para 2019 são bastante desafiadoras, porque já tivemos um 2018 com redução de 23% no número de homicídios quando comparado com 2017. E em 2018, Pernambuco foi o Estado da federação onde houve a maior redução do número de homicídios. Então, já estamos trabalhando com redução em cima de redução. É um trabalho que está sendo feito diariamente, com nossas operativas objetivando isso: reduzir cada vez mais a violência no Estado”, finalizou. Segundo o secretário, em todas as regiões estão sendo observadas reduções expressivas, com destaque para o Agreste, com uma redução ainda maior do que a média do Estado.

Fotos: Hélia Scheppa/SEI

Novos policiais reforçam ações de segurança do Estado, que chega ao 18° mês consecutivo de queda nos homicídios e ao 21° mês com queda nos roubos

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Postado por Marcos Lima Mochila

 

 

06 06 PC PM 3Durante a reunião do Pacto Pela Vida desta quarta-feira (05.06), que reuniu secretários e toda a cúpula da segurança pública, na Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado, o governador Paulo Câmara assinou a convocação de 500 aprovados no concurso de praças da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE). A ampliação do efetivo fortalece as recentes ações realizadas nesse âmbito. Em maio, o Estado chegou ao 18° mês consecutivo de redução dos homicídios (CVLIs) e ao 21° mês de redução nos roubos (CVPs).

“Estamos atingindo dezoito meses seguidos de redução no CVLI, que é o número de homicídios, e vinte um meses no CVP, que são os crimes contra o patrimônio. Essa redução mostra que todo o nosso planejamento tem surtido efeito. Aproveitamos a reunião de hoje para anunciar a convocação de 500 militares. A expectativa é de, no início de janeiro, estarmos com novos policiais militares, que vão reforçar unidades do Estado de Pernambuco”, afirmou Paulo Câmara.06 06 PC PM 4

Desde 2015, primeiro ano de gestão do governador, 5.462 novos soldados e 38 oficiais passaram a integrar a Polícia Militar de Pernambuco, totalizando 5.500 convocações em cinco anos. Atualmente, o efetivo da corporação é de mais de 19.500 policiais militares. “É um anúncio muito importante para a melhoria da qualidade e para o aumento do efetivo da Polícia Militar. Ainda não está definido para onde vão os novos soldados, mas nós observaremos, nos próximos seis meses, onde as áreas mais conflituosas estão e onde o reforço deve chegar com mais rapidez”, explicou o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua.

Os novos integrantes da PMPE iniciarão o Curso de Formação e Habilitação de Praças (CFHP) no dia 1° de julho, com duração de seis meses. A previsão é de que no início de 2020 o contingente já esteja nas ruas, reforçando a segurança pública de Pernambuco. Vanildo Maranhão, Comandante Geral da Polícia Militar do Estado, detalhou o calendário a ser cumprido pelos novos praças. “Todos os novos recrutas já passaram pelas outras etapas do concurso, e no dia primeiro de julho vão iniciar o curso de formação. A previsão de término é para a primeira quinzena de dezembro”, explicou.

Fotos: Hélia Scheppa/SEI

“O protocolo é claro: se alguém está com fuzil, tem que ser neutralizado de forma letal”, afirmou o governador do estado, em entrevista ao O Globo

Witzel: 'Atiradores de elite já estão sendo usados contra traficantes'
Witzel: ‘Atiradores de elite já estão sendo usados contra traficantes’

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Por Marcos Lima Mochila

 

Os atiradores de elite da Polícia Civil do Rio de Janeiro já estão em atividade, matando suspeitos de tráfico nas favelas, segundo contou o governador Wilson Witzel, em entrevista ao O Globo.

“Os snipers são usados de forma absolutamente sigilosa. Eles já estão sendo usados, só não há divulgação. O protocolo é claro: se alguém está com fuzil, tem que ser neutralizado de forma letal”, afirmou o governador do estado.

A prática foi uma das promessas de campanha de Witzel, mas é criticada por juristas e especialistas em segurança pública. O Ministério Público chegou a afirmar, ainda no ano passado, que denunciaria o governador se ele colocasse a proposta em prática.

Sobre a chance de pessoas inocentes serem atingidas pelos disparos, ele minimizou. “E algum morador foi atingido até agora? Não. A utilização de helicópteros é fundamental para coibir o tráfico. O que mais leva desespero a esses terroristas é aeronave sobrevoando a área deles. Porque aí eles não têm escapatória. Aí o que os bandidos fazem? Pegam moradores, botam fuzil na cara e falam assim: ‘Vai lá e reclama. Vai lá e coloca fogo”, disse.

Questionado sobre a alta no número de mortos em confronto com a polícia, Witzel disse não ser uma preocupação. “Zero preocupação. Eu confio na polícia e tenho dito isso para eles. Quando eu acabei com a Secretaria de Segurança Pública, o objetivo era exatamente dar às polícias o protagonismo e o poder de decisão. Os criminosos provocam tiroteios, orquestram assaltos e arrastões exatamente para poder causar um certo pânico”, afirmou.

01 04 WITZEL ATIRADORESQuem são os atiradores de elite da gestão Witzel

Os novos personagens que o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), quer levar para as zonas conflitadas da cidade e do Estado são figuras discretas. Atiradores de elite, os snipers, na denominação em inglês, não têm nome, não devem ser vistos e quase sempre agem como sombras, confundidos com o cenário. Ainda assim são eficientes em seu trabalho: eliminar ameaças, matar pessoas. Podem atingir a cabeça de um homem a meio quilômetro de distância, de tal forma que o alvo caia imóvel.

Nesse caso, o objetivo é impedir a reação nervosa espontânea do dedo no gatilho de uma arma apontada para um refém ou da mão que segura o disparador de uma bomba, explica um especialista do Centro de Instrução de Operações Especiais do Exército, em Niterói, onde são formados os caçadores, a tropa do tiro de precisão.

Homem calmo e de fala mansa, ele diz que não há a menor dificuldade em fazer o trabalho para o qual a seleção é rigorosa e o treinamento, severo. Marinha, Aeronáutica, PF e as polícias estaduais mantêm quadros próprios dedicados a esse tipo de ação letal. Pouco se sabe a respeito de sua folha de serviços.

Witzel quer formar times de atiradores para abater quem for visto portando fuzis em meio às favelas e às comunidades. Não é tão simples. Pela legislação, a posse do rifle não autoriza o disparo letal – embora exija prisão.

Criminalistas ouvidos pela reportagem acreditam que isso só seria possível em uma situação de exceção, como a declaração de estado de sítio ou de defesa, quando há a supressão dos direitos constitucionais. Claro, em um confronto, vale o princípio da legítima defesa e da destruição da ameaça. Juiz federal, Witzel diz que se trata de uma questão de interpretação da lei, que prefere “defender o policial (que atirar para matar) no tribunal do que ir ao funeral dele”.

Os snipers das Forças Armadas atuam em situações de conflagração, apoiando a segurança da tropa e de autoridades, obtendo informações e neutralizando alvos selecionados. Os times policiais acrescentam “outro objeto” à lista, eventuais sequestradores que mantenham reféns sob risco. O tiro é feito quase sempre em duplas: o atirador e o observador, que fornece as informações de apoio.

O disparo deve ser feito na faixa de 300 metros para que a posição não seja detectada. A incidência de luz precisa ser considerada para evitar o reflexo na lente do sistema de mira. A dupla usa traje camuflado e às vezes uma cobertura para confundir o olheiro. As Forças empregam cinco diferentes tipos de fuzis, entre os quais os imensos Barrett M82A1 .50, americanos.

Os militares e policiais candidatos à função são voluntários. Eles têm entre 25 e 35 anos. Precisam ter passado por outros níveis de qualificação nas forças de operações especiais. O condicionamento físico é exigente. Alimentação balanceada, peso ideal e pressão arterial normal são pré-requisitos.

No momento do disparo, só o dedo indicador deve se movimentar; a respiração precisa estar no ritmo do batimento cardíaco e o acionamento do gatilho deve ser suave – tudo isso para evitar desvios de trajetória, explica o especialista do Exército.

O abandono durante o ciclo de instrução é alto. Em um dos cursos de três semanas do Batalhão de Infantaria Especial da Aeronáutica, em 2005, foram formados 14 atiradores. Houve quatro desligamentos.

Com informações do Estadão Conteúdo.

A segunda edição do evento, organizado pela ADPF-DF, será realizada no CICB, e discute as inovações tecnológicas no combate à criminalidade

ADPF - DF/Divulgação
ADPF – DF/Divulgação

Postado por Marcos Lima Mochila

 

 

A Capital Federal se prepara para receber mais uma edição do Simpósio Internacional de Segurança, promovido pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, regional do Distrito Federal (ADPF-DF). O evento será realizado em 19 e 20 de março, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, e terá como discussão principal “As inovações tecnológicas no combate à criminalidade”. Os interessados em participar devem se inscrever no www.sintsp.com.br. As inscrições são gratuitas para gestores e servidores públicos das áreas de segurança, tecnologia e inteligência.

Luciano Leiro, vice-presidente da ADPF e diretor regional da ADPF-DF: “tecnologia para otimizar a segurança e ajudar o Estado”

A programação é bastante variada e conta com diversos painéis sobre gestão de fronteiras, segurança pública, crimes cibernéticos, sistema penitenciário e Smart Cities. O encontro visa debater sobre as novas tecnologias aliadas à segurança pública, além de trazer uma feira de exposição de produtos e serviços sobre o tema.

No primeiro dia, o escritor, palestrante e psicólogo clínico Rossandro Klinjey promove um talk show com convidados sobre “Ética no Combate à corrupção”, a partir das 20h. O mediador será o delegado Luciano Leiro, Vice-Presidente da Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal e Diretor Regional da Associação, no Distrito Federal. Segundo ele, o evento é uma oportunidade para que as boas práticas já implantadas na Segurança Pública possam ser acessíveis e que os gestores do país tenham o conhecimento delas.

ADPF - DF/Divulgação
ADPF – DF/Divulgação

“Entendemos que o Estado tem dificuldade e escassez de recursos humanos. Sem dúvida alguma é a tecnologia que vai nos ajudar a otimizar esse quadro e a chegar onde o Estado muitas vezes não consegue. Neste diapasão, a ADPF pode ser uma facilitadora de conhecimento entre o setor privado e o público. Por isso, o evento será importante para que os participantes conheçam os casos que deram certo no Brasil e no mundo”, garante Leiro.

Especialistas em segurança pública, empresários do setor e representantes de instituições policiais também estarão nos dias do evento. A expectativa é de que até 2 mil pessoas compareçam ao simpósio.

 

Programação:

19 de março:

8h: Credenciamento

9h: Abertura

10h: Palestra Inaugural

10h30: Cofffee Break

11h: Painel Segurança Pública I

– O uso da tecnologia na gestão de políticas públicas de enfrentamento ao feminicídio no DF com Alessandro Moretti, Delegado da PF e Secretário Executivo da SSP/DF

– Quanto suas informações estão protegidas? Espionagem X Investigação X Sabotagem com Milton Donixeti Heineke, CEO da Berkana

– Combatendo o crime com o uso das tecnologias de comunicação móvel de dados com Márcio Toscano, diretor da Autotrac

– United Technologies – a definir

– Mediador: Luciano Leiro, delegado da PF e Vice-Presidente da ADPF

12h30: Almoço

14h: Transformando a Segurança Pública com inteligência artificial focada em monitoramento, operação e gestão, com Kirk Arthur, Diretor Mundial da Microsoft para Segurança Pública e Inteligência e Ex-Supervisor Especial do Serviço Secreto Americano

14h50: Painel Sistema Penitenciário

– O uso da tecnologia da informação e comunicação para aumentar a segurança nos presídios com Edison Ambrosio, Diretor de Vendas de Defesa e Governo Federal da Motorola Solutions

– Transformação digital no sistema prisional, com o Coronel Alfredo Deak, Diretor Latam de Defesa & Inteligência da Microsoft

– Mediador: representante do Departamento Penitenciário Nacional – DEPEN

16h: Coffee Break / Feira de exposição

16h40: Painel Smart Cities 1

– Convergência e geolocalização de dados no vídeo monitoramento das cidades – Avigilon/HEX – a definir

– Smart Cities – conceito de ontem realidade de hoje – muito além da segurança – a definir – Axis

18h30: Feira de exposição

20h: Palestra “Ética no combate à corrupção” com Rossandro Klinjey

A 1a edição do simpósio organizado pela ADPF-DF foi realizado em 2018

20 de março:

8h: Credenciamento/ feira de exposição

9h: Painel Fronteiras

– Novas tecnologias na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, com Mozart Fuchs, Delegado da PF e Chefe da Delegacia de Foz do Iguaçu/PR

– Fiscalização inteligente: combate ao tráfico de drogas, armas e demais ilícitos nas fronteiras através da implementação de tecnologias de inspeção com Jonatas Maximilian Leite, Diretor Executivo da VMI

– Mediador: Rogério Galloro, delgado da PF e Assessor Especial da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral e Delegado para as Américas no Comitê Executivo da Interpol

10h20: Coffee break/feira de exposição

11h: Painel Crime cibernético

– Projetos de combate aos crimes cibernéticos da PF: tentáculos e rapina, com Cassiana Saad de Carvalho, Delegada da PF e Chefe do serviço de repressão a crimes cibernéticos da PF

– Cyber Defense Preditivo – Avaliando o Ciberespaço em constante mudança com Longinus Vieira Timochenco, Diretor de Defesa Cibernética Latam da Stefanini e Diretor Operacional de Inteligência da ABIMEX-FIESP

– Os riscos globais da fusão do mundo real com o cibernético para o policiamento e a segurança com Michael O’Connell, VP e assessor executivo da Nec Corporation e Ex-Diretor Operacional de Suporte e Análise da Interpol

– Machine Learning, o uso da inteligência artificial contra o cibercrime com Leon Homar, executivo da Sophos

– Mediador – Cassiana Saad de Carvalho – Delegada de Policia Federal – Chefe do Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos da Policia Federal

12h30: Almoço

14h: Painel Segurança Pública 2

– Da defesa social à resposta beligerante: uso de tecnologia e estratégia no combate aos atentados do Ceará com André Costa, Delegado da PF e Secretário de Segurança Pública e Defesa Social da SSP/CE

– Inovações tecnológicas no combate à criminalidade contra as agências bancárias com Douglas Alexandre Azi Prehl Junior, Superintendente de Segurança do Banco Santander e Membro da Comissão de Segurança Bancária da Febraban

– Mediador: Edvandir Felix de Paiva, delegado de Polícia Federal, presidente da ADPF

15h20: Coffee Break

16h: Painel Smart Cities 2

– Soluções de segurança para cidades inteligente, com Bruno Lima, Coordenador de pré-vendas da Hikvision.

17h20: Painel Smart Cities 3

– Sistema de comunicação para missão crítica sobre a plataforma 4G privado, com

Ricardo Bovo , Diretor de LTE Privado LATAM da Huawei.

– Mediador: Luciano Leiro, delegado da Polícia Federal e Vice-Presidente da ADPF.

I Simpósio, em 2018 (ADPF - DF/Divulgação)
I Simpósio, em 2018 (ADPF – DF/Divulgação)

II Simpósio Internacional de Segurança

Data: 19 e 20 de março

Horário: a partir das 8h

Local: CICB – SCES Trecho 2, Conjunto 63, Lote 50 – Asa Sul

Informações e inscrições: www.sintsp.com.br

*Inscrições gratuitas para gestores e servidores públicos das áreas de segurança, tecnologia e inteligência.

SEC ANTÔNIO DE PÁDUA 1

Por Márcio Maia

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O índice de redução do número de homicídios no Estado de Pernambuco registrado em 2018 foi de 23,2 por cento menor que o do ano de 2017. Essa é a maior queda percentual de um ano a outro desde a implantação do Pacto Pela Vida (PPV) pelo Governo do Estado, no ano de 2007. No período, foram salvas 1.261 vidas, que em dados absolutos, também é a redução anual mais significativa nessa série histórica. De 5.427 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) ocorridos em 2017, o número passou para 4.166 vítimas no ano passado.

REDUÇÃO DE HOMICÍDIOS

O mês de dezembro terminou, ainda, como o 13º mês seguido de diminuição desse tipo de crime, com -22,7% ao ser defrontado com o mês equivalente do ano anterior. Em 2017, foram registradas 395 mortes violentas intencionais no último mês do ano, e em 2018, o número de vítimas foi de 305.

Quanto à taxa por 100 mil habitantes em Pernambuco, houve um recuo de 24,1% nos CVLIs em 2018, comparado com o índice de 2017. A taxa no ano passado foi de 43,29 casos por 100 mil habitantes, contra a de 57,05 verificada no total dos 12 meses precedentes. Inclusive, o patamar de 2018 nesse indicador baixou em 19,7% na comparação com o ano de início do PPV, o qual havia sido de 53,91 por 100 mil.

Ações – O secretário de Defesa Social, Antonio de Pádua, ressaltou que os dados espelham a prioridade dada pelo Governo do Estado ao setor de segurança pública. “É evidente que precisamos avançar, porém é inegável que as forças de segurança pública estão, hoje, trilhando um caminho que vem dando resultados efetivos à população”.

Ele disse que foram feitos muitos investimentos no setor. “O investimento em 2018 na área alcançou o recorde de R$ 5,160 bilhões, permitindo ampliar a infraestrutura, aumentar o aporte de recursos para inteligência, renovar viaturas e equipamentos das operativas e contratar 2.860 aprovados nos concursos das Polícias Militar, Civil e Científica, bem como do Corpo de Bombeiros Militar. Isso é priorizar a vida das pessoas. Em 2019, seguiremos firmes no combate à criminalidade para fazer um Pernambuco ainda mais seguro para os cidadãos”.

TRÁFICO DE DROGAS 1 

Por Márcio Maia

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Como vem acontecendo em todos os Estados do Brasil, o tráfico de drogas é a principal causa dos altos índices de criminalidade registrados nos últimos anos. O expressivo aumento do consumo de drogas, especialmente maconha, cocaína e crack, fez com que as quadrilhas de traficantes se tornassem poderosas, movimentando bilhões de reais por ano, contrabandeando, além das drogas, armas de grosso calibre.

Como já foi observado e comprovado pelos pesquisadores, um grande percentual das classes sociais média e alta se tornou uma rotineira clientela dos traficantes, cujas “bocas de fumo” nas proximidades de condomínios residenciais, hotéis de luxo e educandários de nível médio e superior, são disputadas a ferro e fogo.

Essa disputa provoca verdadeiras guerras entre os diversos grupos, causando um grande número de assassinatos. Outro motivo de altos índices de homicídios é a inadimplência por parte dos consumidores e também das conhecidas “mulas”, pequenos atravessadores que levam a mercadoria aos compradores.

Índices – Em Pernambuco, segundo levantamento divulgado pela Secretaria de Defesa Social, durante o ano passado, dos 4.166 assassinatos registrados nas Delegacias de Polícia, nada menos de 67,83 por cento foram relacionados ao tráfico de drogas, com ênfase para a disputa por pontos estratégicos e acertos de contas.

Na Região Metropolitana do Recife, a Polícia Civil registrou intensa disputa por pontos de vendas de drogas nas proximidades dos hotéis e da praia de Boa Viagem, por onde circulam muita gente de alto poder aquisitivo. Também foram registradas acirradas e violentas disputas por “bocas” em Santo Amaro, onde o comércio ilegal às margens da Avenida Agamenon Magalhães é intenso.

No Interior, os maiores índices de disputa aconteceram nas cidades de Caruaru, Gravatá, Petrolina, justamente, as cidades com maiores fluxos turísticos.

Durante o último mês de dezembro, o tráfico de drogas foi responsável por 73,44% dos assassínios notificados.

PRESÍDIO ITAQUITINGA

 

 

A III Unidade de Regime Fechado de Internação (URFI), do Centro Integrado de Ressocialização (CIR), localizado no município de Itaquitinga, vai ser administrado pelo Governo Federal. O termo entre o Governo do Estado e o Ministério da Segurança Pública foi formalizado entre o governador Paulo Câmara e o ministro Raul Jungamnn, em cerimônia no Palácio do Campo das Princesas.O equipamento está em fase de obras e tem expectativa de conclusão para 2019. Com a nova gestão, passa a contar com um aporte de R$ 47 milhões, podendo chegar a R$ 50 milhões.

A partir de agora com a assinatura do contrato de doação, o Governo Federal passa a ser responsável pela finalização das obras, além da administração e a manutenção da unidade, que se torna a primeira instalação carcerária federal no Estado.

O governador Paulo Câmara disse que a federalização vai permitir melhores condições financeiras para a ressocialização dos internos. “A partir dessa parceria com o Ministério da Segurança Pública, nós temos a certeza da conclusão de mais uma etapa do Centro de Ressocialização de Itaquitinga. Nós já temos um bloco pronto, o segundo ficará pronto no próximo mês de fevereiro. Esse terceiro, que está sendo federalizado, vai abrigar presos de alta periculosidade, que precisam de um lugar adequado de segurança máxima. Uma parceria com o Ministério e a ONU, que também vai tocar esse projeto. E isso é um passo importante dentro de uma estratégia essencial que é dar cada vez mais condições de ressocialização, diminuindo a superlotação existente nos demais presídios, através de Itaquitinga e Araçoiaba”.

Paulo ressaltou os avanços na área, nos últimos anos. “Estamos primeiro desafogando as lotações, construindo mais vagas. Pernambuco tinha 12 mil vagas quando nós assumimos, em 2015. Nos próximos meses devemos chegar a 15 mil, com a expectativa de aumentar para 18 mil vagas, até o final de 2019. Dessa forma, esperamos possibilitar os remanejamentos necessários e desafogar aqueles presídios que hoje têm superlotação, como o do Curado”.

O ministro Raul Jungmann garantiu a conclusão das obras pelo novo presidente Jair Bolsonaro. “Nós vamos concluir a terceira unidade e, para isso, serão investidos aproximadamente entre R$ 47 e R$ 50 milhões. Será a primeira penitenciária de segurança máxima de Pernambuco. Ela será construída nos moldes da chamada super max, que é um modelo americano de altíssima segurança. Assim teremos maiores garantias e condições de poder retirar os criminosos mais perigosos das ruas e colocá-los em um lugar adequado de segurança e ressocialização. Isso é uma conquista do nosso Estado que me deixa muito feliz”.

CAPACIDADE – A Unidade III terá capacidade para acolher cerca de 300 detentos do regime fechado. Já a Unidade I, entregue no último mês de janeiro, abrigará, gradativamente, um total de mil detentos também do regime fechado. A estrutura de 1 mil metros quadrados contou com investimentos na ordem de R$ 9,6 milhões do Tesouro Estadual. Tem celas de vários tamanhos, administração e recepção de visitantes, pavilhão destinado aos concessionados (presos que exercem atividades laborais), 12 salas de aula, áreas jurídica e de saúde, refeitório, três pavilhões de convivência coletiva, instalações para a Polícia Militar (vestiários e sanitários), oito guaritas e muros com alambrados.

Seguindo um novo conceito de arquitetura prisional, as paredes internas da administração são de gesso e toda a área externa e demais áreas são de concreto.

A Unidade II, que está em fase de finalização das obras, segue a mesma estrutura da Unidade I, inclusive com o mesmo número de vagas ofertadas (1 mil). Com um investimento total na ordem de R$ 10,6 milhões, a Unidade II será entregue no início de 2019.

Para o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, a ressocialização é o caminho mais efetivo para combater as chances de reincidência. “Esse ato é muito mais do que a doação de um patrimônio público. Muito mais do que isso, ele aponta no sentido de que nós temos que unir forças para buscar enfrentar a questão da criminalidade. Não vai ser só com a força da arma bruta que nós vamos enfrentar essa chaga nacional. Nós precisamos de equipamentos modernos que venham a melhorar as condições de ressocialização dos detentos, oferecendo a todos uma segunda chance e reintegração à sociedade, para que eles não voltem a cometer crimes”, salientou.

Fotos: Hélia Scheppa/SEI
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