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Italiano condenado por crimes era considerado foragido desde 14 de dezembro, quando o então presidente Michel Temer assinou o decreto de extradição

CESARE BATTISTI

Por Agência Brasil

Postada por Marcos Lima Mochila

 

O italiano Cesare Battisti, de 64 anos, cuja extradição foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 13 de dezembro do ano passado, foi capturado na Bolívia. De acordo com as autoridades da Itália, a detenção foi possível pela parceria entre investigadores italianos e bolivianos. Ele caminhava tranquilamente pela rua e usava uma barba falsa.

Battisti estava em Santa Cruz de La Sierra, uma das principais cidades da Bolívia, e foi capturado por volta das 17h deste sábado (12). Segundo relatos, ele não tentou escapar. Questionado pelos policiais, respondeu em português. O italiano usava calça azul e camiseta, óculos escuros e barba falsa.

As autoridades avaliam se a extradição para a Itália será feita diretamente da Bolívia ou se Battisti será enviado para o Brasil e, assim ser encaminhado para a Europa. Há uma aeronave do governo italiano com agentes da Aise, a agência de inteligência do país, aguardando orientações, em território boliviano.

Condenação

Condenado à prisão perpétua na Itália, Battisti foi sentenciado pelo assassinato de quatro pessoas, na década de 1970, quando integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo, um braço das Brigadas Vermelhas. Ele se diz inocente. Para as autoridades brasileiras, ele é considerado terrorista.

No Brasil desde 2004, o italiano foi preso três anos depois. O governo da Itália pediu sua extradição, aceita pelo STF. Contudo, no último dia de seu mandato, em dezembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que Battisti deveria ficar no Brasil, e o ato foi confirmado pela Suprema Corte.

O presidente Jair Bolsonaro, mesmo antes de empossado, defendia a extradição de Battisti. Nos últimos dias do governo Michel Temer, houve a decisão do STF. Após dias de buscas, a Polícia Federal divulgou 20 simulações sobre a possível aparência do italiano.

*Com informações da RAI, emissora pública de televisão da Itália.

Ator acusou a instituição privada de apoiar o ataque contra o presidente, durante a campanha eleitoral, como parte de um plano político

HOSPITAL ALBERTO EINSTEIN

 

Por Redação do blog Notícias Tudo Aqui

Postado por Marcos Lima Mochila

 

 

O Hospital Israelita Albert Einstein anunciou que vai recorrer à Justiça contra o ator José de Abreu, além de propor também uma ação civil de reparação de dano moral. Se ganharem, irão destinar o dinheiro para obras beneficentes.

A decisão foi tomada após o global publicar um tuíte acusando a instituição de apoiar o ataque contra Jair Bolsonaro, em setembro de 2018, para que este fosse eleito.

Conhecido por seu petismo sem limites, assim que o presidente Bolsonaro foi empossado, o ator da Globo publicou em seu Twitter:

O ator José de Abreu na estreia da novela 'Segundo Sol' (Artur Meninea/Gshow)
O ator José de Abreu na estreia da novela ‘Segundo Sol’ (Artur Meninea/Gshow)

“Teremos um governo repressor, cuja eleição foi decidida numa facada elaborada pelo Mossad, com apoio do Hospital Albert Einstein, comprovada pela vinda do PM israelense, o fascista matador e corrupto Bibi. A união entre a igreja evangélica e o governo israelense vai dar merda.”

O tweet foi deletado mais tarde, mas a Nossa Senhora dos Prints não perdoa e a publicação logo viralizou na internet.

Além de virar piada, Zé de Abreu também terá problemas na Justiça.

E agora, José?

MARCO AURÉLIO

Por Luiz Carlos Nemetz

 

O mundo jurídico, e a sociedade brasileira, estão estupefatos com a audaciosa e atrevida decisão do ministro Marco Aurélio Melo, proferida na última quarta-feira (19), permitindo e ordenando a liberdade imediata de réus em processos penais, após condenação em segunda instância.

A dita liminar é uma excrescência jurídica que nega efeito, contraria o sentido e a direção da posição adotada pelo plenário da Corte ao julgar o tema.

O que ocorreu foi gravíssimo. Uma ameaça real. Uma desobediência ao princípio da colegialidade. Daí o espanto de uma estrondosa maioria de juristas do Brasil (mesmo daqueles contrários à tese que permite a prisão enquanto não esgotados todos os recursos).

Num primeiro momento, ante o calor dos fatos, poder-se-ia pensar numa manifestação de rebeldia senil do ministro em questão – que costumeiramente se mostra contrário às maiorias, dando azo a teses que mais se parecem uma defecção intelectual do que argumento jurídico. Mas depois, refletindo melhor, percebe-se um ardil intelectual.

A decisão foi dada em sede de liminar, no último dia do ano judiciário, no meio da tarde. 48 minutos depois, a defesa de Lula já protocolou pedido de liberdade, com fundamento nas razões de decidir de Marco Aurélio. O ministro – que de anarquista só tem o olhar – e a fala cheia de bossa forçada, agiu de caso pensado. Expôs o “sistema” e a segurança jurídica ao risco de colapso real.

Alguns juízes mais afoitos (e/ou exibidos e/ou ideológicos) surfaram na onda – liberando presos. O ministro Toffoli ficou sem nenhuma saída: ou consolidava a ousadia maluca de Marco Aurélio e desmoralizava para sempre o Supremo; ou desautorizava a petulância da ordem liminar. Usou o bom senso.

O que sobra disso é uma profunda reflexão: esse tal de Marco Aurélio não pode e não deve passar impune. O que ele tentou fazer foi uma afronta à ordem. Uma manobra que revela um “golpe” e um embuste judiciário. Foi um abuso absolutamente soberbo, que foi lançado sob o pretexto de ser uma ordem abrangente, mas que teve como alvo unicamente o endereço carcerário do presidiário Lula.

Sob a toga suprema, e com base nos fundamentos enviesados do poder geral de cautela e do princípio do livre convencimento, sentou o pé pelas mãos, certo da impunidade. Pouco se importando em por a solto milhares de bandidos perigosos e em por sob risco real e iminente toda a nação.

Não há ameaça maior à ordem institucional do que a praticada sob o falso manto da legalidade.

Marco Aurélio Mello ultrapassou e usurpou todos os limites das prerrogativas que detém.

Deveria ser submetido, do mesmo modo súbito como decidiu, a um rigoroso e inflexível processo de impeachment constitucional. Ministros podem errar. Mas ministros não podem e não devem agir com má-fé intelectual e/ou processual.

Fora, Marco Aurélio Mello! Você definitivamente representa o que houve e ainda há de pior no Brasil.

Nosso país não te merece!

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