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A Revista TOTAL, em parceria com o Blog Revista TOTAL,  as previsões sobre os prováveis ganhores das eleições municipais de outubro em Pernambuco. Nosso trabalho foi iniciado há dez anos e tem um acerto superior a 90 por cento, conforme podemos verificar em nossos arquivos. O levantamento não é uma pesquisa de opinião, é feito por nossa equipe de repórteres, com a supervisão de Marcelo Mesquita, e se baseia em verificações sobre os apoios que os candidatos estão recebendo de lideranças políticas, empresariais e comunitárias, a popularidade deles junto ao eleitorado e também as coligações partidárias. Em relação aos atuais prefeitos que buscam a reeleição, levamos em consideração o desempenho de suas gestões e o cumprimento das promessas feitas durante as campanhas eleitorais passadas.
Devido à enorme repercussão dos primeiros nomes anunciados na semana passada e atendendo inúmeros pedidos dos leitores, estaremos a cada dia apontando os nomes favoritos em dez disputas municipais.
download (7)OLINDA – ANTÔNIO CAMPOS (PSB)
O advogado e empresário do setor cultural Antônio Campos teve seu nome cogitado para concorrer à Prefeitura de Olinda desde o início do ano e desde então, vem conseguindo o apoio de diversas lideranças. Com grande prestígio nos setores político, empresarial e político, vem ampliando seus contatos com os setores populares, que não demonstram desgosto com a atual gestão.
CARUARU – RAQUEL LYRA
O município de Caruaru deverá ir para o segundo turno por conta do número de pré-candidatos com grandes potenciais. Adownload (8) deputada Raquel Lyra aparece como a provável eleita, pois deverá contar com o apoio dos demais candidatos, o que será muito importante para conseguir a vitória na segunda votação.
download (12)GRAVATÁ – JOAQUIM NETO (PSDB)
O ex-prefeito Joaquim Neto aparece como o nome a ser escolhido pelo eleitorado, pois já contabiliza apoios dos mais influentes líderes da importante cidade do Agreste. Sua capacidade administrativa está sendo considerada como motivo da escolha, aliada aos apoios que vem recebendo.
CAMOCIM DE SÃO FÉLIX – UÍLSON DE TETÉ
Uílson de Teté deverá alcançar uma vitória clara em sua cidade, onde desponta como grande liderança sendo considerado uma das grandes revelações da política municipal nos últimos anos e conta com os votos na sede e nos distritos rurais.
VITÓdownload (14)RIA DE SANTO ANTÃO – AGLAILSON JUNIOR (PSB)
O deputado Aglaílson Junior vai enfrentar uma séria disputa eleitoral em dos mais importantes centros empresariais edownload (11) políticos do Estado. Mesmo assim, contando com a experiência do pai, o ex-deputado e ex prefeito José Aglaílson, e de todo grupo vermelhinho da terra das tabocas,terá a vitoria garantida.
SAIRÉ – FERNANDO PERGENTINO (PSB)
O prefeito Fernando Fergentino vem implementando uma administração que tornou o município de Sairé um polo de desenvolvimento. Aproveitando a proximidade com Gravatá, implantou várias ações na área turística, o que fez com que a cidade alcançasse download (13)grande movimentação, aumentando a renda da população.
SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE – EDSON VIEIRA (PSDB)
Com larga experiência política, Edson Vieira deverá conseguir a reeleição com grande facilidade por contar com o apoio da maioria dos líderes do município. Sua gestão, com obras de importância estrutural, vem sendo aprovada pela maioriadownload (9) da população.
TORITAMA – LUCINHA PEREIRA (PSDB)
A vice-prefeita Lucinha Pereira está sendo apontada como a virtual eleita por conta com o apoio das principais lideranças políticas do municipio e região, entre eles o deputado estadual Diogo Moraes (PSDB), images (5)ex-prefeitos, vereadores, além do prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira. Tem se destacado também pelo relacionamento com as comunidades,como fez no período junino.
VERTENTES – ROMERO LEAL
O ex-prefeito Romero Leal deverá conseguir importante vitória no próximo pleito, uma vez que a atual gestão vem sendo muito criticada pela população, inclusive sofrendo denúncias de mal versação do dinheiro público. Romero conta com o apoio do governador Paulo Câmara e a maioria das lideranças do município.images (6)
CHÃ DE ALEGRIA  – MARCOS DA ROÇA
O prefeito Marcos da Roça implantou um grande programa de obras na cidade, inclusive no setor de turismo, incentivando as diversas atividades culturais municipais. Obras no centro da cidade nas áreas de Educação e download (10)Saúde, além de Assistência Social, fizeram com que sua popularidade crescesse ainda mais.
Blog Revista Total
  download (6)O Tribunal de Contas do Estado (TCE) vai anunciar amanhã (5), os nomes dos prefeitos que estão com as fichas sujas por não terem cumprido nos últimos anos, o que estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os pontos mais importantes da legislação e que não podem ser desrespeitados pelos gestores públicos são os percentuais mínimos de investimento na Educação e Saúde e o máximo no pagamento do funcionalismo público.
O presidente do TCE, Carlos Porto, fez o anúncio da divulgação da relação mas não adiantou detalhes sobre os prefeitos que não cumpriram os percentuais, inclusive sobre os nomes ou mesmo a quantidade dos que poderão perder o direito de se candidatarem à reeleição. Brincando, ele adiantou que “são alguns”.
Há cerca de cinco anos, quando a presidenta afastada Dilma Rousseff (PT) assinou a Medida Provisória que isentou de pagamento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), os prefeitos pernambucanos, especialmente os dos menores municípios, começaram a reclamar por conta da diminuição dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Alguns prefeitos chegaram a dizer que perderam até 50 por cento de seus orçamentos com a decisão. No Estado, cerca de 70% das Prefeituras dependem exclusivamente do dinheiro oriundo do FPM.
Essa decisão de Dilma, que depois foi ampliada para as empresas da chamada “linha branca” (refrigerados, fogões, liquidificadores etc), foi muito criticada à época, pelo então governador Eduardo Campos (PSB). Segundo ele, a decisão tinha o intuito de garantir o emprego dos metalúrgicos de São Paulo, principalmente da região do ABC, mas prejudicou seriamente, os Municípios e os Estados de Pernambuco.
O ex-presidente da Amupe, José Patriota (PSB), também criticou severamente a medida e chegou a promover diversas reuniões para que os prefeitos protestassem contra a medida. Ele previa que muitos prefeitos iriam ser prejudicados porque tinham montado seus orçamentos e não podiam cumpri-los porque as receitas estavam diminuindo.
A prefeita de Floresta, Roró Maniçoba (PSB), também se manifestou contra a medida e disse ao Blog Revista TOTAL, que tem feito verdadeiros malabarismos para poder fechar as contas da Prefeitura sem desobedecer a legislação. Adiantou que muitas obras não foram iniciadas e algumas não foram concluídas por absoluta falta de recursos. “É uma situação muito complicada”, concluiu.
APOIO – A Revista TOTAL sempre se manteve ao lado dos prefeitos por entender que as reclamações têm sentido, porque desde a promulgação da Constituição de 1988, as Prefeituras receberam inúmeras atribuições e não tiveram as contrapartidas do Governo Federal. Entre as novas obrigações   dos Municípios estão as Guardas Municipais, o controle do trânsito, agentes comunitários de Saúde e de Meio Ambiente, pagamento de piso de professores etc.
Reconhecemos que alguns gestores podem ter perdido o controle de suas contas, mas temos certeza que a absoluta maioria por ter descumprido as leis por problemas estruturais.

4d7d356c445a28c54abad07e3fd79db022062015154956Os investigadores da Lava Jato afirmam que a propina com origem em uma obra da Petrobras no Rio financiou uma escola de samba, blog e familiares do ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira.

O petista, que está preso desde a semana passada, é o principal alvo da 31ª fase da operação, deflagrada nesta segunda-feira (4).

A informação sobre o destino do dinheiro pago, de acordo com a investigação, partiu do acordo de colaboração premiada do ex-vereador Alexandre Romano, que chegou a ser detido na Lava Jato no ano passado.

Ele afirmou que intermediou propina para Ferreira e que, para isso, usou suas empresas, a Oliveira Romano Sociedade de Advogados, a Link Consultoria Empresarial e a Avant Investimentos e Participações. Ainda segundo o delator, o dinheiro, estimado em R$ 1 milhão, veio de construtoras integrantes do consórcio Novo Cenpes, como a OAS e Carioca Engenharia. Romano afirmou que simulou contratos.

“A escola de samba era vinculada a ele [Ferreira]. Esses pagamentos foram indicados a Alexandre Romano”, disse em entrevista coletiva o procurador da República Roberson Pozzobon, que não revelou o nome da agremiação.

“Ele buscava apoio político nas mais variadas frentes”, comentou o procurador. “Não eram pagamentos que revertiam às contas do partido exclusivamente, mas havia benefícios pessoais.” Parentes e empresas ligadas ao ex-tesoureiro também receberam parte das transferências.

Esquema

Nesta fase da Lava jato, denominada “Abismo”, foi identificado o pagamento de R$ 39 milhões em propina entre 2007 e 2012 -sendo que R$ 1 milhão teria beneficiado diretamente Paulo Ferreira.

Os valores viriam de um esquema de fraude em licitação para reforma do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras), na Ilha do Fundão, zona norte do Rio de Janeiro.

As investigações, corroboradas pelo acordo de leniência e acordos de colaboração com a empresa Carioca Engenharia e seus executivos, indicaram a formação de um cartel na disputa por três obras da Petrobras em 2007: uma sede administrativa em Vitória, o CIPD (Centro Integrado de Processamento de Dados), no Rio, e o Cenpes.

Além da Carioca Engenharia, a OAS, a Construbase, a Construcap e a Schahin Engenharia ficaram com a última obra pelo Consórcio Novo Cenpes.

De acordo com o Ministério Público Federal, a construtora WTorre, que não havia participado dos ajustes, apresentou proposta de preço inferior. As empresas, então, teriam pagado R$ 18 milhões para que a empreiteira saísse do certame, permitindo que o consórcio renegociasse o preço com a Petrobras.

O contrato foi fechado em cerca de R$ 850 milhões.

Além dos ajustes e fraude na licitação, houve pagamento de propina a funcionários da diretoria de Serviços da Petrobras e a Paulo Ferreira.

Foram identificados pagamentos ilícitos a diversos operadores, sendo: R$ 16 milhões ao empresário Adir Assad, condenado na Lava Jato, investigado em CPI sobre o bicheiro Carlos Cachoeira e denunciado sob suspeita de lavagem em obra do governo de São Paulo; R$ 3 milhões para Roberto Trombeta e Rodrigo Morales, delatores na operação e ligados à empreiteira OAS; US$ 711 mil para Mario Goes, também delator; e R$ 1 milhão para Alexandre Romano, ex-vereador do PT cuja delação baseou a Operação Custo Brasil.

Na colaboração, dirigentes Carioca Engenharia reconheceram a fraude à licitação e o pagamentos de propinas, o que foi reforçado com a identificação de contratos fictícios e transferências bancárias pelos investigadores.

Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, afirmou que a obra ganhada pelo consórcio rendeu propinas de 2% do valor do contrato. Segundo ele, os recursos também foram destinados ao ex-diretor da estatal Renato Duque e a agentes do PT.

 

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Dos 81 senadores, Michel Temer precisa que 54 votem no impeachment de Dilma Rousseff em agosto. A ela bastam 27. Por isso, ambos já se reuniram com Cristovam Buarque, do Partido Popular Socialista, que não revela o voto. Em entrevista ao DN explica porquê

Nos placards do impeachment publicados na imprensa surge entre os seis senadores “indecisos”. Porque está indeciso?

Eu não estou indeciso, estou julgando. Num regime que não é parlamentarista, como em Portugal, e sim presidencialista, não há a figura do voto de desconfiança ao governo mas antes a da destituição de um presidente. Para uma ação tão grave é preciso o senador, que é o julgador, estar muito convencido dos eventuais crimes praticados. E como estamos a meio do julgamento – a presidente Dilma Rousseff ainda pode ir, se quiser, defender-se no Senado, há provas por surgir, testemunhas por ouvir – acho que um juiz, como eu sou, não deve divulgar a sua sentença. Mesmo que soubesse como votar, não o diria.

Em maio, votou pela admissibilidade do impeachment. Porquê?

Eu votei pela admissibilidade porque nós senadores não tinhamos o direito de esconder debaixo do tapete o voto de dois terços dos deputados e o parecer muito forte do relator do processo no Senado [Antonio Anastasia, do PSDB]. Mas disse no meu voto que, votando pela admissibilidade do julgamento, não garantia que o fizesse pelo afastamento.

Pelo meio, há um dado novo: o governo de Michel Temer. Como o avalia?

Sem dúvida. No primeiro momento votávamos pelo impeachment, agora estamos a eleger um presidente para os próximos dois anos e meio. Já não é só o “tira Dilma” mas também o “coloca Temer”. Por isso é necessário muito cuidado: verificar se houve crime dela ou não, analisar o conjunto da obra dela e analisar o conjunto da obra dele. Na economia, Temer está a fazer o que eu venho propondo há cinco anos: austeridade e rigor. Mas no plano social não está a dar recados corretos. Quem vai pagar a conta? Foi votado um aumento para os funcionários da justiça, que já são mais bem pagos aqui do que no resto do mundo, o Bolsa Família será aumentado… Sem falar dos recados do ponto de vista ético: o governo Temer, constituído por homens, brancos e a contas com a justiça, está contaminado pelas suspeitas da Operação Lava-Jato e o discurso do presidente [em exercício] não tem sido claro sobre o tema.

Tem falado com Michel Temer e Dilma Rousseff? Eles procuraram-no para pedir o seu voto?

Tive reuniões com ambos, a pedido deles. Mas não usamos a palavra impeachment em nenhum dos encontros. Com a Dilma falamos mais de literatura do que de política e um pouco das crises das esquerdas. Ela disse-me que talvez convocasse um plebiscito, uma ideia que me agrada muito.

Alinha com a tese do “golpe”?

Temer foi escolhido por ela para vice-presidente. Ela disse ao eleitorado algo como “se me acontecer qualquer coisa, o país fica em boas mãos com ele”. Agora ele é “golpista”? O PT esteve iludido nestes cinco anos e meio? Sem os 54 milhões de votos nela, Temer não seria vice–presidente, mas sem os votos que o PMDB arrasta, ela não chegaria a 54 milhões…

Foi candidato à presidência em 2006 e ficou em quarto lugar. Em 2018 equaciona candidatar-se?

No meu partido ainda não falamos disso. É tão angustiante ter de escolher, em nome de milhares de eleitores meus, entre um, Temer, ou outra, Dilma, quando preferiria um terceiro ou um quarto nome, que prefiro nem pensar já em 2018… Escolher entre destituir alguém eleito ou em trazer esse alguém de volta é uma angústia.

Foi ministro de Lula. Desiludiu-se com ele? Ou não se desiludiu porque nunca se iludiu?

Eu fui ministro dele um ano. Saí do PT em 2005 desiludido com o PT, não pelos indícios de corrupção, porque eles só surgiram depois, mas porque senti que o PT perdera a capacidade transformadora, tornara-se reacionário e conservador. A minha desilusão foi mais com o partido e menos com o Lula, embora ele, um líder tão carismático, me tenha desiludido por não ter conseguido criar um grande pacto nacional. Só arranjos. Este país vive de arranjos, com sindicatos, com grandes corporações, com interesses, e nunca teve um projeto nacional.

Presumo que esse projeto nacional passasse pela educação, à qual dedicou boa parte da sua vida.

Claro. Eu criei, como governador do Distrito Federal, o Bolsa Escola, que depois o Fernando Henrique Cardoso adotou no governo federal e o Lula deu continuidade. Com o Lula passamos de quatro para 12 milhões de beneficiários, mas piorou o conteúdo educacional. Lula viu o projeto como assistencialista e não como pacto de emancipação que daria educação de qualidade a todos.

Como viu a determinação, depois revogada, do Ministério de Educação de tornar facultativa a leitura dos clássicos portugueses?

A ideia era fomentar as culturas africana e indígena que, como a portuguesa, fazem parte das nossas raízes, mas o que se devia fazer era estudar todas. Só que isso obriga a mais horas de aulas e ninguém quer, de verdade, investir na educação. Aqui estuda-se três horas, três horas e meia por dia nas escolas e não as seis do resto do mundo. Com seis, dava para estudar cultura africana, indígena, portuguesa e todos os clássicos da cultura ocidental…

Em São Paulo

Fonte;Global midia

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