Deputados chamam tentativa de golpe de episódio hediondo após relatório da PF sobre


O relatório da Polícia Federal (PF), que aponta o ex-presidente Jair Bolsonaro como líder de um plano de golpe de Estado, gerou um intenso debate na Câmara dos Deputados. Parlamentares da base governista criticaram fortemente o conteúdo do documento, considerando o episódio como “hediondo”.
O deputado Bohn Gass (PT-RS) destacou a gravidade do uso de recursos públicos para financiar a ação golpista, enquanto a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) acusou Bolsonaro de ser o principal mentor do plano. Deputados como Maria do Rosário (PT-RS) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) reforçaram a gravidade das descobertas da PF e se opuseram à possibilidade de anistia para os envolvidos.
Do outro lado, deputados da oposição minimizaram as conclusões do relatório. O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) chamou o documento de “cortina de fumaça”, enquanto Carlos Jordy (PL-RJ) e Luiz Lima (PL-RJ) desqualificaram a investigação, tratando-a como uma “tentativa de golpe fake”. David Soares (União-SP) também criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes no inquérito, questionando sua imparcialidade.
O relatório da PF, com mais de 800 páginas, detalha o envolvimento de Bolsonaro e 36 outros indiciados, incluindo militares e ex-assessores. De acordo com a investigação, o ex-presidente teria planejado e executado atos relacionados ao golpe de Estado. O documento ainda revela um plano minucioso que incluía desde a preparação de armamentos até emboscadas, mas Bolsonaro nega envolvimento e afirma que apenas estudou alternativas dentro da legalidade.
Agora, o caso está com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se apresenta uma denúncia formal ou se solicita novas investigações. A acusação formal inclui crimes graves, como a abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. A decisão da PGR pode ter repercussões significativas para Bolsonaro e os demais envolvidos na tentativa de golpe.


