NESTE 10 DE AGOSTO EDUARDO CAMPOS ESTARIA COMPLETANDO 59 ANOS


Um dos maiores incentivadores da Revista Total, o ex-governador pernambucano morreu no dia 13 de agosto, vítima de um acidente aéreo
Por Marcos Lima
Se vivo fosse, Eduardo Henrique Accioly Campos estaria completando 59 anos neste dia 10 de agosto. Em campanha para as eleições de Presidente da República, em 2014 que, segundo os estudiosos de Política, tinha grandes chances de vencer, sua morte ocorreu na manhã de 13 de agosto daquele ano, quando o jato em que viajava, do Rio de Janeiro a Guarujá, caiu em um bairro residencial de Santos.
Eduardo foi um dos maiores incentivadores e um dos grandes responsáveis pelo sucesso da Revista Total, veículo de Comunicação que admirava, como também o seu criador, Marcelo Mesquita, que foi o primeiro a acreditar e prognosticar que ele venceria as eleições de 2006, para o Governo de Pernambuco, mesmo diante de resultados de pesquisas que apresentava baixíssimos índices de vitória.





E foi essa vitória, confirmando o acerto do prognóstico de Marcelo Mesquita, que alavancaram a revista pernambucana, levando-a a ser, hoje, um dos maiores veículos de Comunicação do País e Mesquita, seu diretor-presidente, ser considerado um dos maiores marqueteiros políticos, sempre requisitado para realizar seus estudos técnicos para aquilatar as possibilidades de vitórias de candidatos em todas as eleições, desde 2006.
Breve Histórico de Eduardo Campos
Eduardo Campos nasceu na capital pernambucana, no dia 10 de agosto de 1965. Filho do poeta e cronista Maximiano Accioly Campos com a ex-deputada federal e ex-ministra do Tribunal de Contas da União Ana Lúcia Arraes de Alencar, era neto de Miguel Arraes de Alencar, ex-governador de Pernambuco, cargo que exerceu por três mandatos, sendo considerado seu principal herdeiro político.
Casou-se com a economista e auditora do Tribunal de Contas de Pernambuco Renata de Andrade Lima, com quem teve cinco filhos: Maria Eduarda, João Campos – atual prefeito de Recife – Pedro Henrique – atualmente deputado federal por Pernambuco -, José Henrique e Miguel, que nasceu no dia 28 de janeiro, no ano do acidente que o vitimou.
Em fevereiro de 2022, sua filha, Maria Eduarda, deu à luz ao primeiro neto de Eduardo Campos, cujo nome escolhido para a criança foi Eduardo Andrade Lima Campos Alencar.
Vida Política
Eduardo Campos começou na política ainda na universidade, quando foi eleito presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia. Em 1986, trocou a oportunidade de fazer um mestrado nos Estados Unidos pela participação na campanha que elegeu o avô Miguel Arraes como governador de Pernambuco, passando a atuar como chefe de gabinete do governador.
Na época, foi o responsável pela criação da primeira Secretaria de Ciência e Tecnologia do Nordeste e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe).
Em 1990, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e, no mesmo ano, foi eleito deputado estadual e conquistou o Prêmio Leão do Norte concedido pela Assembleia Legislativa de Pernambuco aos parlamentares mais atuantes.
Em 1994, foi eleito deputado federal pelo PSB, porém, pediu licença do cargo para integrar o governo de Miguel Arraes como secretário de Governo e secretário da Fazenda, entre 1995 e 1998. Neste último ano, voltou a disputar um novo mandato de deputado federal e atingiu o número recorde de 173.657 votos, a maior votação no Estado.
Em 2002, pela terceira vez no Congresso Nacional, ganhou destaque e reconhecimento como articulador do governo Lula nas reformas da Previdência e Tributária. Por três anos consecutivos, esteve na lista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) entre os cem parlamentares mais influentes do Congresso.
No decorrer de sua vida pública no Congresso Nacional, Eduardo Campos participou de várias CPIs, como a de Roubo de Cargas e a do Futebol Brasileiro (Nike/CBF). Nesta última, atuou como sub-relator, onde denunciou o tráfico de crianças brasileiras para o exterior, fato que teve ampla repercussão na imprensa nacional e internacional.
Como deputado federal, Eduardo foi ainda presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural Brasileiro, criada por sua iniciativa em 13 de junho de 2000. A Frente tem natureza suprapartidária e representa, em toda a história do Brasil, a primeira intervenção do Parlamento Nacional no setor.
Eduardo também foi autor de vários projetos de lei. Entre eles, o que prevê um diferencial no FPM para as cidades brasileiras que possuam acervo tombado pelo IPHAN; o do uso dos recursos do FGTS para pagamento de curso superior do trabalhador e seus dependentes; o que tipifica o sequestro-relâmpago como crime no código penal; e o da Responsabilidade Social, que exige do Governo a publicação do mapa de exclusão social, afirmando seu compromisso com os mais carentes.
Em 2004, a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Eduardo Campos assumiu o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), tornando-se o mais jovem dos ministros nomeados. Em sua gestão, o MCT reelaborou o planejamento estratégico, revisou o programa espacial brasileiro e o programa nuclear, atualizando a atuação do órgão de modo a assegurar os interesses do país no contexto global. Em abril do mesmo ano, Eduardo Campos foi admitido por Lula à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial especial.
Como ministro, Eduardo Campos também tomou iniciativas que repercutiram internacionalmente, como a articulação e aprovação do programa de biossegurança, que permite a utilização de células-tronco embrionárias para fins de pesquisa e de transgênicos. Também conseguiu unanimidade no Congresso para aprovar a Lei de Inovação Tecnológica, resultando no marco regulatório entre empresas, universidades e instituições de pesquisa. Outra ação importante à frente da pasta foi a criação da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, considerada a maior olimpíada de matemática do mundo em número de participantes.
Eduardo Campos assumiu a presidência nacional do PSB no ano de 2005. No início de 2006, licenciou-se da presidência do partido para concorrer ao governo de Pernambuco, pela Frente Popular. Em 2011 foi reeleito presidente do partido, com mandato até 2014, tendo sido reconduzido ao cargo por aclamação e sem concorrentes.
Homenagem
A direção da Revista Total não poderia deixar passar em branco uma data tão significativa para o Grupo Total. Assim, além de matérias publicadas no Blog da Revista Total, no Instagram e no Facebook, Eduardo Campos será matéria de capa da próxima edição da Revista Total.
“Tudo que fizermos para lembrar e honrar o nome do saudoso Eduardo Campos é muito pouco para o muito que ele nos proporcionou, enquanto admirador e parceiro da Revista Total”, afirma Marcelo Mesquita.


