Geovani Oliveira*

De maneira inteligente e fazendo jus a dois vetores, um refere-se à inovação política ao lançar novos nomes que no futuro poderão mudar de balcão, indo do técnico para a política e o outro não menos importante vetor, representado pela regra de que ninguém governa o governante. Com base nessa última premissa, a governadora eleita chamou para si o resultado futuro que o seu governo apresentará.

NOVA ERA

Ela iniciou a era Raquel Lyra. Uma era, já demostrada de saída com o anúncio de um desconhecido leque de secretários, formado em maioria por mulheres de alto gabarito técnico. Raquel mandou um grande recado implícito também. Ela quis dizer que, se houve a era de Eduardo Campos, agora inicia-se a era de Raquel Lyra. Vai imprimir novos paradigmas na arte de governar e vai testar novas metodologias.

RESPOSTAS

Com relação à classe política, em sua maioria adepta da barganha de cargos e benesses, há um segundo recado, de que o governo é constituído para dar resposta a população pernambucana. O foco é melhorar todos os índices que medem o desenvolvimento estadual, lançando-os para o alto. Alguns podem achar uma tarefa arriscada. Há quem diga que ela quer “inventar a roda”, mas ocorre que após 16 anos de um eterno governo socialista em nosso estado, já estávamos num ponto em que os detentores de cargos comissionados estavam se sentindo donos perpétuos das funções e muitos, já cansados de não fazer nada, diga-se de passagem, estavam simplesmente atrapalhando o caminho do desenvolvimento. Claro que é aquela coisa conhecida em que o cara nem faz nem deixa ninguém fazer.

NOVO ESTILO

É dessa forma que uma gestão caminha para o fracasso, quando há fadiga de material, no caso diversos cargos ocupados por políticos e seus asseclas já não serviam de nada na estrutura governamental, sem falar que com o tempo o salário dessas pessoas foi sendo corroído pela inflação, crises e outros fatores, e daí pra frente já não havia estímulo para fazer nada.
Ao determinar um novo estilo, e sobretudo, desde já, mostrar quem manda, quem decide e quem apita nesse jogo, a governadora Raquel Lyra mostra que tem pulso, decisão e comando. Diferenciais muito importantes na época que vivemos.

CIRCUNSTÂNCIAS

Muitos políticos que abraçaram de última hora o nome de Raquel Lyra o fizeram não pelo estado de Pernambuco e sim, pela sua sobrevivência política nos arredores do poder. Alguns com a mente na teses Franciscana do “é dando que se recebe” e outros simplesmente querendo ascender na mesma prática por cima de outros políticos, como se houvesse uma competição para ver quem interfere no governo e o “coloca de joelhos”, que é uma prática comum no Brasil.

PERSONALIDADE

Enganaram-se ao cubo ao não enxergarem que Raquel Lyra sabe o que faz, como faz e de que maneira faz.
Sua trajetória política fala por si mesmo. Ela apesar de família tradicional na política, ascendeu pelo seu esforço pessoal e não foi alçada aos cargos que exerceu por influência familiar e sim pela sua determinação e capacidade de enfrentamento, mesmo nos casos de alto risco. Sua história é de superação pessoal e de muita disciplina na busca dos seus objetivos.
Essa é a nossa governadora. E a partir de agora, teremos uma nova modalidade de governo, porém um governo com o corpo, a mente e a cara de Raquel Lyra.

EM TEMPO

Votei em Marília Arraes nos dois turnos da eleição.

NR – A Foto que Ilustra a matéria é de 2011 quando o autor e a governadora eleita foram agraciados com a medalha do “Mérito Penitenciário”.

*Foi gestor dos servidores na Secretaria de Administração de Pernambuco e Prefeito duas vezes de Itaquitinga/PE.

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