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O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, anunciou, nesta quinta-feira (23/7), que está adotando medidas finais, sob orientação do presidente norte-americano Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, ao impor tarifas a 60 economias, incluindo o Brasil, por não terem instituído e aplicado efetivamente a proibição da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Conforme o comunicado do Gabinete do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), a medida ocorreu após as investigações do órgão que incluíram duas rodadas de audiências públicas, mais de 2.100 comentários públicos e diálogo com nossos parceiros comerciais para sanar essas preocupações de longa data. Com isso, o Brasil passará a ser taxado em mais 12,5% pelos EUA, além dos 25% que entraram em vigor ontem, totalizando 37,5% no novo tarifaço norte-americano contra o Brasil.

“O Presidente Trump reconhece que décadas de persuasão moral não erradicaram o trabalho forçado das cadeias de suprimentos globais. Os Estados Unidos mantêm uma proibição de importação de produtos feitos com trabalho forçado há quase um século e a aplicam rigorosamente; já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo”, disse o embaixador Greer, no comunicado.

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