O ego está destruindo a política e fazendo o Brasil sangrar


Por Marcelo Mesquita
É revoltante ver até onde vai a vaidade de quem foi eleito para servir. A frase “o ego é uma das coisas que mais acaba com político” deveria estar escrita nas portas do Congresso, das Assembleias, das prefeituras e dos palácios. Porque é exatamente isso que está matando a política brasileira. E o pior: arrastando junto o futuro de milhões.
O ego de certos políticos é um monstro faminto. Eles preferem ver o país em ruínas a admitir que o outro lado tem razão. Preferem fazer uma coletiva de imprensa do que uma reunião de trabalho. Estão mais preocupados com o número de seguidores do que com o número de crianças sem merenda. Enquanto o povo sofre, eles disputam quem aparece mais, quem fala mais alto, quem impõe mais medo. É nojento. É criminoso.
Onde foi parar o compromisso com o povo? Foi engolido pelo ego inflado de autoridades que se acham celebridades. Eles se esquecem de que foram eleitos para representar a população, não para fazer carreira solo. O ego transformou a política em um circo, onde o espetáculo vale mais do que o resultado. Enquanto isso, a educação apodrece, a saúde entra em colapso e a segurança pública vive acuada.
É indignante ver parlamentares que não aceitam críticas, que reagem com ódio a qualquer questionamento, que fazem birra em vez de buscar soluções. Estão dispostos a tudo para proteger suas vaidades: compram apoios, mentem descaradamente, humilham adversários, alimentam a polarização como estratégia de autopromoção. Fazem da política um campo de guerra movido por vaidade e orgulho.
E quem paga essa conta? O povo. O povo que pega ônibus lotado, que espera meses por uma consulta, que assiste ao filho largar a escola por falta de estrutura. Tudo isso enquanto os donos do poder jogam xadrez com os interesses da nação como se o país fosse brinquedo. A frieza com que ignoram os problemas reais é revoltante. A sede por prestígio já ultrapassou todos os limites do aceitável.
O ego na política é mais do que um defeito. É uma praga institucional. Impede o diálogo, sufoca qualquer iniciativa coletiva, bloqueia reformas urgentes. O país precisa avançar, mas está amarrado à vaidade de gente que não tem compromisso com nada além do próprio nome.
Chega. Basta de políticos que só pensam em si. O Brasil não aguenta mais tanta arrogância no lugar onde deveria existir humildade, escuta, empatia. A política não foi feita para alimentar egos doentios. Foi feita para transformar vidas. Mas, do jeito que está, só transforma uma coisa: a paciência do povo em revolta. E com toda razão.


