Alta do lOF pode interromper elevação dos juros,diz CEO do Bradesco


O aumento de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), motivo de mais uma crise envolvendo a equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode acabar levando o Banco Central (BC) a interromper o ciclo de elevação da taxa básica de juros (Selic) mais cedo do que o esperado.
A avaliação é do presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, que admitiu ter trocado mensagens com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o alertado sobre a repercussão negativa da medida sobre os mercados.
O IOF é um tributo federal que alcança pessoas físicas e empresas e incide sobre operações que envolvem crédito, câmbio, seguros e títulos mobiliários.
As medidas anunciadas pelo Ministério da Fazenda na última quinta-feira (22) visavam ao aumento da arrecadação. No entanto, a reação negativa do mercado financeiro fez com que a pasta voltasse atrás em alguns pontos, horas depois. O desgaste nas redes sociais, porém, prossegue.
Um dos trechos revogados diz respeito às aplicações de investimentos de fundos nacionais no exterior. Originalmente, a alíquota para tal movimentação era zero. Com as mudanças anunciadas pela Fazenda, foi implementada a taxação equivalente a 3,5%. Horas depois, o governo recuou e voltou a zerar o IOF para esse tipo de transação.


