Após receber um recado duro dos empregados, a direção dos Correios enviou uma nova circular nesta terça-feira (13) para dizer que não vai retirar “nenhum direito” dos trabalhadores. Depois de determinar a suspensão das férias e do trabalho remoto dos funcionários, a empresa estatal elencou medidas de modernização, de corte de gastos operacionais e para geração de novas receitas.

A empresa disse que as medidas visam garantir a sustentabilidade econômico-financeira da empresa, após um prejuízo bilionário registrado em 2024. “É importante destacar que o plano de reestruturação da empresa está em andamento desde 2023 e, ao contrário da gestão anterior, que excluiu 40 itens do acordo coletivo, nenhum direito dos trabalhadores será retirado”, diz o texto, ao qual o Metrópoles teve acesso.

A ideia, afirma a empresa, é focar na redução de despesas e na modernização e retomar as receitas e, assim, fortalecer o fluxo de caixa da estatal.

Entre as medidas de redução de despesas, estão:

  • compartilhamento de unidades operacionais;
  • venda de imóveis ociosos;
  • redução de custos com manutenção;
  • otimização da malha operacional e logística;
    revisão de contratos nas 10 maiores superintendências estaduais (SES);
  • reestruturação da rede tratamento e de atendimento; e
  • otimização da malha de transporte aéreo e terrestre.

Também é citada a captação internacional de R$ 3,8 bilhões com o New Development Bank (NDB), o Banco dos Brics, até o fim deste ano, para financiar projetos “estratégicos”.

A direção ainda afirma que está modernizando a rede de atendimento e distribuição e a aquisição de máquinas de triagem e fala em investimento em novas tecnologias, com a implantação de inteligência de dados, inteligência artificial (IA) e sistemas de gestão automatizada de transporte (TMS), planejamento de recursos (ERP) e relacionamento com o cliente (CRM).

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