Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negaram por unanimidade, nesta terça (25), uma das preliminares levantadas pelas defesas dos denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposta tentativa de golpe de Estado, a de que o ministro Alexandre de Moraes deveria ser afastado do julgamento da denúncia.

Os ministros também analisaram o questionamento sobre a competência do STF em julgar a denúncia e a de levar o processo ao plenário em vez de manter na Segunda Turma relativa ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados envolvidos no chamado “núcleo crucial”.

Por 5 votos a 0, os magistrados negaram a ação de que Moraes seria suspeito de participar do julgamento por ter sido um dos citados no suposto plano. O magistrado, que é relator do caso na Corte, foi o primeiro a votar e lembrou que o pedido já foi julgado pelo plenário do STF e negado por 9 votos a 1.

Ele ainda lembrou que, pelo mesmo placar, o impedimento de Flávio Dino também foi negado e por 10 a 0 houve a rejeição no recurso contra Cristiano Zanin, que preside a Primeira Turma. “Em razão da decisão, afasto a preliminar”, votou sem se alongar no voto.

Na sequência, Flávio Dino também votou contra a preliminar embasando o voto em jurisprudência afirmando que “não há lastro nem constitucional nem infraconstitucional para o acolhimento, por isso acompanho o relator”.

Fux seguiu na decisão elogiando Moraes e afirmando que ele atuou “com tanta exação e competência”.

“Não há possibilidade de a gente permitir o raciocínio de que alguém seria parcial pelo fato de ter sido mencionado. Até porque, em outros documentos, neste caso específico, mencionam outros ministros […] e nem por isso deixaria de comparecer e julgar. Há, portanto, todos os elementos suficientes para dizer uqe os juízes são imparciais e que, a menos que se comprove comportamento contrário, que não tem neste caso, não há porque afastar em nome de possível desconfiança de alguém”, emendou Cármen Lúcia.

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