Conservadores vencem eleição alemã e encerram era Scholz


Em meio a um cenário de crise econômica e tensões geopolíticas, os alemães foram às urnas neste domingo (23) em eleições legislativas antecipadas para definir os novos membros do Parlamento (Bundestag).
As primeiras pesquisas de boca de urna apontam que a conservadora União Democrata Cristã (CDU) combinada com seu parceiro bávaro, a União Social Cristã (CSU), foi a legenda mais votada do pleito, com cerca de 29% dos votos, cacifando o líder conservador Friedrich Merz a ocupar o posto de chanceler federal e substituir o impopular social-democrata Olaf Scholz na chefia do governo alemão.
“A esquerda acabou. Não há mais maioria de esquerda e não há mais política de esquerda na Alemanha“, disse Merz nesse sábado (22) em uma cervejaria em Munique, durante o comício que fechou sua campanha.
Apesar de ter superado o Partido Social-Democrata (SPD) de Scholz, a CDU/CSU não assegurou maioria entre as 630 cadeiras no Bundestag. Assim, a legenda ainda terá que costurar alianças com outras siglas para solidificar a ascensão de Merz ao posto e garantir a formação de um governo estável, um processo que pode se arrastar por semanas. Até lá, Scholz deve permanecer no posto interinamente.
Mas é considerado certo que os dias de Scholz à frente do governo parecem contados. Castigado por desaprovação recorde, o atual chanceler federal e o SPD devem obter apenas 16% dos votos – o pior resultado da legenda em mais de um século -, levando o partido a cair para a terceira posição entre as maiores bancadas do Bundestag, algo que também não era observado desde o fim do século 19.


