A reforma ministerial planejada pelo presidente Lula enfrenta obstáculos devido à falta de consenso entre PSD, União Brasil e PP, que buscam ampliar sua influência na Esplanada dos Ministérios. As siglas, que já possuem três pastas cada, reivindicam maior protagonismo, enquanto integrantes do PT e do PCdoB resistem a mudanças que possam afetar seus espaços.

O PSD, que controla Agricultura, Pesca e Minas e Energia, pressiona por ministérios mais influentes. Uma solução discutida seria substituir o Ministério da Pesca pelo Turismo, que possui maior orçamento e capacidade de entrega. Por outro lado, o União Brasil, que comanda Turismo, Comunicações e controla indiretamente Integração Regional, também deseja mais espaço.

Entre as possíveis soluções está a entrega do Ministério de Ciência e Tecnologia ao União Brasil, o que custaria ao PCdoB sua única pasta no governo. O Ministério da Saúde, liderado por Nísia Trindade, também é alvo de disputas, sendo cobiçado pelo PP de Arthur Lira, que já aceita Agricultura como alternativa.

A Secretaria de Relações Institucionais, atualmente com Alexandre Padilha (PT), também entrou nas negociações e poderia ser cedida ao PSD caso o partido perca Agricultura.

Lula adiou a reforma para depois das eleições das mesas diretoras da Câmara e do Senado, previstas para o início de fevereiro, enquanto mantém diálogos com lideranças políticas para destravar o impasse.

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