O presidente da Itália, Sergio Mattarella, chegou ao Brasil neste domingo (14) para uma visita de cinco dias, marcando a primeira viagem de um chefe de Estado italiano ao país em 24 anos. A visita celebra os 150 anos da imigração italiana no Brasil e foca no diálogo entre o G20, presidido pelo Brasil, e o G7, presidido pela Itália.

Durante a visita, serão discutidos temas como o acordo Mercosul-União Europeia, mudanças climáticas, transição energética, combate à fome e desigualdade, e a taxação de super-ricos, proposta pelo Brasil no G20. Em junho, o presidente Lula visitou a Itália, participando da reunião do G7.

Mattarella também assinará a renovação do acordo de reconhecimento recíproco de carteiras de habilitação e memorandos de entendimento entre a Universidade de Turim e a Embrapa. Além de Brasília, ele visitará o Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

A visita sinaliza uma reaproximação entre os dois países, apesar de tensões passadas, como o processo de extradição de Cesare Battisti e divergências sobre conflitos na Ucrânia e Gaza. Também existem tensões sobre o reconhecimento da cidadania italiana de brasileiros.

A programação inclui reuniões e visitas a locais de importância histórica e social para a comunidade italiana no Brasil. No Rio Grande do Sul, Mattarella levará uma mensagem de solidariedade às vítimas das enchentes, e em São Paulo, ele visitará o Museu da Imigração e a organização Arsenal da Esperança.

A Itália tem cerca de mil empresas operando no Brasil, gerando 150 mil empregos diretos. Em 2023, foi o 18º maior investidor estrangeiro no país. As relações comerciais têm potencial de crescimento, com o Brasil importando mais da Itália do que exportando.

A visita de Mattarella reforça os laços diplomáticos e econômicos entre Brasil e Itália, buscando expandir a cooperação e o comércio entre os dois países.

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