O Projeto de Lei 1.904/2024 tem gerado intensos debates e preocupações entre movimentos sociais e instituições no Brasil. Entre janeiro e maio deste ano, o Disque 100 registrou 7.887 denúncias de estupro de vulnerável, aproximadamente dois casos por hora. A proposta, se aprovada, equipara o aborto a homicídio e impõe penas severas, inclusive para vítimas de estupro que buscarem o procedimento após 22 semanas de gestação. Organizações como o Conanda e a ministra Cida Gonçalves alertam para os graves impactos, especialmente entre meninas e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A iniciativa é vista como um retrocesso aos direitos reprodutivos e à proteção das vítimas de violência sexual, enfrentando críticas por ser inconstitucional e violar normas internacionais. Movimentos como o protesto na Cinelândia refletem a resistência contra essa medida, considerada uma “tragédia” por seus opositores.

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