1. Natureza
    O ano começou com um grande terremoto, em parte, do Japão com risco de tsunami. Mais uma vez a natureza dá severos sinais, logo na abertura do ano.
    Em todos os lugares, a natureza vem mostrando seus sinais com efeitos climáticos extremos, fruto da ação humana predatória na natureza e do efeito estufa.
    O Brasil tem um papel estratégico nessa batalha e não pode perder o foco de ser a maior potência ambiental do mundo. Isso tem um valor agregado inestimável, nesse momento e no futuro próximo.
    Infelizmente, a COP 28 foi uma oportunidade , em parte, perdida. No lugar de entrar na OPEP, o Brasil deveria radicalizar o caminho da preservação da Amazônia brasileira, de energias renováveis. Dar o exemplo e não ceder a força do cartel do petróleo.
  2. Fome e as desigualdades
    A realidade da fome no Brasil e das profundas desigualdades é algo alarmante.
    Somos um dos países mais desiguais do mundo.
    O Brasil não pode conviver de braços cruzados com o nível de insegurança alimentar e de fome que se convive hoje.
    O Bolsa Família e outros programas sociais precisam ser ainda mais fortalecidos. O Bolsa Família, como uma forma de programa de renda mínima, deve ser um projeto exportado para outros países.
  3. A revolução da educação
    Precisamos ter um programa mais ousado para os jovens. Um programa profissionalizante, com esportes, valorizando valores humanos.
    A verdadeira revolução que transforma passa pela educação.
    Precisamos salvar a juventude da hiperconectividade, extremamente interligada ao hiperconsumo.
    A internet é uma lógica de vendas e de criar necessidades.
  4. Intolerância e as fake News
    A batalha contra as intolerâncias, em grande parte, incentivadas nas redes sociais, como também a batalha contra as fake News é algo extremamente atual e urgente.
    Vivemos uma guerra de narrativas. As redes sociais necessitam de uma regulamentação mínima e não pode ser terra sem lei.
    Vejamos o caso recente da postagem do site Choquei. Uma jovem não resistiu a uma fake News e fez um gesto extremo, acabando com sua própria vida.
    As mortes dos imigrantes na travessia do Mar Mediterrâneo, que se tornou um grande cemitério e que é algo que o mundo infelizmente se acostumou e quase nada faz.
    A questão da imigração, por exemplo, entre o Texas, nos Estados Unidos e o México é um outro problema, entre vários, que demonstra a atualidade da questão da imigração, como um problema político e social.
    O radicalismo religioso e político é outro reflexo das intolerâncias, alimentadas pelos ódios que alimentam ódios e não esperança. Não se combate apenas terroristas com armas, mas também com ideias.
    Um dos valores inegociáveis é a democracia. É necessário preservá-la nesses tempos de extremos e de turbulências.
  5. Inteligência Artificial
    Além da batalha urgente para salvar o planeta das questões climáticas, é também de grande importância a regulamentação da Inteligência Artificial. Ela pode colocar também em risco a humanidade.
  6. A pandemia dos problemas mentais, drogas e opioides.
    O mundo acelerou, após a pandemia da COVID 19, uma pandemia de problemas mentais com depressão, solidão, suicídios, entre outros fenômenos.
    O mundo vem perdendo a guerra contra as drogas e opioides.
    É preciso uma nova lógica de combate. É um grande desafio que precisa de um grande fórum mundial.
    Recomendo assistir o filme A Máfia da Dor sobre o surgimento da pandemia do opioide fentanil, remédio feito originariamente para dor oncológica, que virou uma febre nos Estados Unidos, ceifando muitas vidas diariamente.
    É preciso estudar a causa do que leva a compulsão pelas drogas e a dependência química. Na regra dos doze passos dos alcóolicos anônimos e narcóticos anônimos, o decimo segundo passo é o despertar espiritual. Uma vida sem sentido, sem Deus, certamente é uma vida mais suscetível as dependências do contemporâneo. O consumo não pode ser o que nos define.
  7. A nova guerra fria entre os Estados Unidos e a China/Rússia
    A Guerra da Ucrânia é um dos reflexos da nova guerra fria entre os Estados Unidos e a China, pois a Rússia é um satélite político da China.
    Uma das questões principais da tensão entre os Estados Unidos e a China quanto a Taiwan é uma fábrica em Taiwan de semicondutores, de grande importância estratégica mundial.
    O mundo precisa entender que é um só e precisa conter a escalada da guerra, que gera riscos diários para a humanidade.
    O mundo precisa recriar a ONU, que tem se mostrado insuficiente e quase de valor simbólico na era atual. Como fazer isso? Criando um novo eixo de forças, unindo o terceiro mundo para conter o grande avanço da China e dos Estados Unidos, em uma grande escalada armamentista.
  8. Uma bomba da paz: mais igualdade e mais sustentabilidade, com mais tolerância e diálogo
    Continuo acreditando que a tolerância e o diálogo são as armas para se vencer os grandes desafios do contemporâneo.
    Vamos criar uma bomba atômica da paz: mais igualdade e mais sustentabilidade. Essa é a batalha que vale a pena no contemporâneo. Por ela luto e tenho esperança!

Olinda/Recife, Janeiro de 2024.

Antônio Campos.
Advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras.

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