Em entrevista exclusiva concedida ao Blog do Alberes Xavier e à Rede Pernambuco de Rádios, nesta sexta-feira (18), o deputado federal Pastor Eurico (PL) trouxe à tona a crescente preocupação acerca da queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para as cidades pernambucanas. Em um contexto onde 7 a cada 10 cidades do estado dependem significativamente do FPM como principal fonte de recursos, o parlamentar fez questão de enfatizar as implicações desse cenário para a gestão municipal e, por consequência, para a qualidade de vida da população.

“Cada governo faz o seu trabalho e eu respeito a posição de cada um. O grande problema é que as coisas estão se acumulando, se avolumando e se continuar como está, não adianta fazer propaganda dizendo que estamos bem e que agora o Brasil está no eixo. Não está não. Se as coisas não mudarem, a gente vai ter muita dificuldade daqui pra frente”, afirmou o deputado, sinalizando a necessidade de ações efetivas para reverter o atual quadro de declínio nos repasses.

O parlamentar enfatizou ainda que a situação poderá se agravar e tomar proporções alarmantes caso não haja uma intervenção adequada e urgente. “Daqui a pouco isso vai virar uma bola de neve. Uma bomba. Os prefeitos não vão ter como trabalhar. Eu estou dizendo isso para que a população escute: não é culpa dos prefeitos. Eu não estou defendendo prefeito de partido A, B ou C, de esquerda ou de direita, eu estou falando de gestão municipal. Os prefeitos não terão condições de cumprir com as responsabilidades financeiras dos municípios”, destacou Pastor Eurico.

A preocupação do deputado ressoa com a realidade enfrentada por muitos municípios pernambucanos, que dependem significativamente dos recursos provenientes do FPM para a manutenção de serviços básicos, como saúde, educação e infraestrutura. A redução desses repasses impacta diretamente a capacidade dos gestores municipais de atender às necessidades da população de forma adequada.

O deputado encerrou a entrevista conclamando por uma ação coordenada entre os diversos níveis de governo para garantir a sustentabilidade financeira dos municípios. “É preciso uma análise conjunta, uma abordagem integrada, para que possamos encontrar soluções que permitam a retomada do crescimento dos repasses e a manutenção dos serviços essenciais à população”, ressaltou.

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