A bolsa brasileira teve o quarto dia consecutivo de alta e atingiu o maior nível em quase dois anos, impulsionada por estímulos na China e pela queda na prévia da inflação oficial.


O índice Ibovespa fechou em 122.008 pontos, influenciado por setores que exportam para a China, como petroleiras, mineradoras e siderúrgicas.
Após uma forte queda na segunda-feira, o dólar subiu, com investidores aproveitando os preços baixos para comprar a moeda. O dólar comercial fechou em R$ 4,75, com alta de 0,36%, atraindo interesse dos compradores após ter chegado ao menor nível em 15 meses.
Tanto fatores internos como externos contribuíram para o desempenho do dólar e da bolsa. A divulgação da prévia da inflação (IPCA-15) aumentou as expectativas de corte de juros básicos pelo Banco Central na próxima semana, o que pode atrair fluxos externos para o Brasil. Além disso, a notícia de estímulos na China beneficiou países produtores de commodities, pois o país asiático é o maior consumidor mundial de matérias-primas.
O mercado internacional também aguarda a reunião do Federal Reserve dos Estados Unidos, que deve aumentar os juros básicos em 0,25 ponto percentual e encerrar o ciclo de aperto monetário, estimulando a queda do dólar globalmente.


