Até julho deste ano, foram mais de R$ 140 milhões em contratações na região

Laboratório Clínico Mulier usou financiamento do FCO para compra de equipamentos. Foto divulgação: João Américo M. Filippi. – Foto: João Américo M. Filippi


Até julho deste ano, R$ 141,7 milhões foram contratados no Distrito Federal e Ride, por meio do Fundo Constitucional de Financiamento (FCO), totalizando 358 contratações pelo programa empresarial. Deste valor 93% foram destinados ao setor de Comércio e Serviços, 5% para a Indústria e 2% para o turismo.

Por meio da linha de financiamento do FCO Empresarial, espera-se gerar e manter mais de 5.420 empregos diretos e 9.285 empregos indiretos no DF. Os dados levantados são referentes ao último balanço do FCO na região, disponibilizados pela Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19, muitos setores estão retomando as suas atividades, entre elas o setor de comércio e serviços, um dos segmentos mais impactados desde o início da pandemia. Nesse sentido, o FCO tem sido um grande aliado para a retomada econômica da regional.

Os principais tomadores do FCO Empresarial no DF são empreendimentos de micro, pequeno e pequeno-médio porte. Somando um total de R$ 386,4 milhões em financiamentos. Já empresas de grande a médio porte chegam a um valor global de R$ 105, 8 milhões para o mesmo período. 

O segmento de Comércio e Serviços foi o que mais contratou, um total de R$ 141,7 milhões. Deste valor, cerca de R$ 94 milhões foram em financiamentos para negócios de micro a pequeno-médio porte.

Para o empresário Alcides Bolgue, sócio proprietário do Laboratório Clínico Mulier, o financiamento do FCO proporcionou a melhoria da estrutura da clínica e a expansão do negócio, além de permitir o aumento das contratações de pessoal. Hoje o empreendimento emprega 50 profissionais.

“O financiamento do FCO nos possibilitou a compra de equipamentos para exames de teste da Covid-19 e de biologia molecular. Contratarmos o FCO foi fundamental para deixarmos de terceirizar os testes de PCR e processá-los em nossa sede. Para isso, já aumentamos a nossa equipe de profissionais”, ressaltou Bolgue.   

Para o setor da Indústria, o FCO contratou na região um total de R$ 8,6 milhões, sendo o segundo segmento com o maior número de financiamentos. Mais de 94% foram destinados para apoiar empresas de pequeno porte.

A indústria Victtorem, especializada na produção de embalagens de papel para produtos alimentícios, conseguiu o financiamento este ano, com o objetivo de aumentar a sua produção e expandir o serviço da fábrica. Por meio do FCO, a empresa comprou maquinário para fabricação de embalagens de papel que atenderá ao segmento de delivery, área que cresce devido ao aumento de pedidos durante a pandemia. 

Segundo o administrador da empresa, Bruno Vitorino, se não fosse o financiamento do FCO, seria impossível a fábrica adquirir o novo bem com recursos próprios.

“Para uma empresa de pequeno porte, adquirir uma máquina dessas, com recursos próprios, é impossível. O FCO é de grande importância para a região, devido às facilidades e vantagens do empréstimo, como juros baixos e longo prazo para pagamento”, enfatizou.

O FCO é administrado pela Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e Banco do Brasil (BB) que, além de um dos gestores do Fundo, é responsável pela operacionalização das contratações e pelo repasse dos recursos aos demais agentes operadores.

Gov.br

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