Para além de um pacto de não-agressão e uma união no segundo turno contra Jair Bolsonaro, em 2022, PT e PSDB podem se juntar, oficialmente, bem antes disso, chegando a formar uma chapa presidencial com, pasmem, Lula na cabeça e um tucano na vice. Nada está cravado ainda, isso é uma possibilidade. Mas as conversas nesse sentido existem e contam com entusiastas dos dois lados. Mais uma proeza que o atual presidente pode conseguir realizar: juntar arqui-inimigos históricos da política brasileira.
E esse inesperado casamento, se ocorrer, deve reproduzir a aliança nos estados. Pernambuco é uma prioridade de Lula, como ele não esconde ninguém. A necessidade de um palanque para o ex-presidente no estado, somada à eventual aliança nacional com os tucanos, pode fazer o PT lançar a deputada federal Marília Arraes ao Palácio do Campo das Princesas justamente com um nome do PSDB na vice.
O quadro do PSDB mais falado para a disputa majoritária do ano que vem é a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, lembrada sempre como pré-candidata a governadora, mesmo sem, publicamente, demonstrar muita vontade de entrar na disputa. Na possibilidade de vingar a aliança PT/PSDB, dizem fontes ouvidas pela coluna, Raquel, então, será convidada a abrir mão de concorrer à governadora para compor a chapa na vice de Marília, mais bem colocada nas pesquisas de intenção de voto.
Pontos positivos esse palanque feminino teria de sobra: duas mulheres, jovens, aguerridas, bem avaliadas e representando a novidade. Uma com base da Região Metropolitana, maior colégio eleitoral do estado, outra com domínio no Agreste, segundo maior colégio eleitoral de Pernambuco. Uma bela (sem trocadilhos!!!) de uma chapa para contrapor o candidato oficial do governo, o ex-prefeito Geraldo Júlio, e o representante do bolsonarismo, o gestor de Petrolina, Miguel Coelho.

OPÇÕES – No caso de firmada a aliança PT/PSDB e Raquel Lyra recusar compor a chapa na vice e ainda permanecer na Prefeitura de Caruaru, outros nomes tucanos podem ser lembrados para formar uma eventual chapa com a deputada federal Marília Arraes. O mais representativo é o do ex-senador Armando Monteiro Neto, que balancearia o palanque oposicionista com sua experiência política aliada à juventude de Marília e sua característica de ser o “novo” na eleição para o Palácio do Campo das Princesas. Armando, contudo, mesmo que negue publicamente, tem se organizado para concorrer à Câmara dos Deputados.

OPÇÕES 2 – Fora a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, e o ex-senador Armando Monteiro Neto, o único tucano com envergadura para ocupar uma vaga de vice-governador em uma chapa da oposição seria o ex-deputado federal e presidente nacional da legenda, Bruno Araújo. Mas isso é praticamente impossível. O pernambucano, vale ressaltar, é um crítico feroz do PT. Foi dele, todos lembram, o voto derradeiro no Impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff na Câmara Federal, em 2016. Bruno também é tido como um dos quadros do PSDB mais próximos ao governador de São Paulo, João Dória, que quer, ele mesmo, ser o candidato do PSDB a presidente no ano que vem.

FalaPE

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