Não fosse a pandemia e a comunidade católica da cidade estaria realizando grandes comemorações

Por Marcos Lima Mochila

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Igreja de São José, no Centro de Abreu e Lima

Uma das maiores cidades da Região Metropolitana do Recife, Abreu e Lima está localizada na zona norte de Pernambuco, distante a apenas 18 km da capital.

Sua história começou no ano de 1540, início da povoação da Sesmaria de Jaguaribe, embrião que deu origem à cidade, antes denominada “Maricota”. Segundo historiadores, existem registros de que nestas terras, precisamente no Engenho Jaguaribe, teria sido travado o primeiro combate da Revolução Praieira, em 1848.

No ano de 1982 aconteceu seu desmembramento de Paulista, tornando-se Abreu e Lima uma cidade autônoma. Antes da emancipação, Abreu e Lima viveu 47 anos sob o domínio político e administrativo de Paulista e outros 400 anos de Igarassu.

O nome da cidade é uma homenagem ao general José Ignácio de Abreu e Lima, filho de um dos principais líderes da Revolução Praieira, o padre Roma.

Uma característica que chama a atenção de quem visita a cidade é sua extensão territorial, sendo mais de 75% da área de zona rural. Hoje a população, segundo estimativa IBGE, em 2020, é de 100.346 habitantes.

Abreu e Lima tem um variado comércio e um crescente parque industrial, abrigando até empresas multinacionais como Fastfoold (ração), Quartizolit (argamassa) e Bombril (limpeza e alimentícios). E nacionais a exemplo da Venozan, Hair Fly e Zeca´s.

Hoje, se não estivéssemos enfrentando uma pandemia, que tem ceifado vidas no mundo todo, a comunidade católica da cidade estaria realizando grandes comemorações.

O prefeito Flávio Gadelha (PSL), pelas redes sociais e pelo site da Prefeitura, lembrou o dia do padroeiro do município abreu-limense:

“Hoje é uma data muito especial em nossa cidade. Comemoramos o Dia de São José, nosso padroeiro, um exemplo de fé, comprometimento e amor. No mundo, o ano de 2021, aliás, é dedicado a ele, em memória aos 150 anos de sua declaração como padroeiro universal da Igreja.

Seria um dia de celebrações nas ruas e na paróquia que leva o nome do nosso padroeiro. Infelizmente, o momento de enfrentamento à pandemia não nos permite realizar essas atividades tão tradicionais sem promover aglomerações. Mas, ficam aqui as nossas homenagens e o sentimento de respeito e comunhão com todos os devotos e fiéis de nossa cidade.

Que seja a fé, inclusive, um dos alicerces para enfrentarmos e vencermos os desafios dos nossos tempos. Um dia de paz para todos!”

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