Que Brasil teremos quando a epidemia passar?

Talvez beire a unanimidade que o Brasil será outro tão logo a epidemia pelo coronavírus se encerre. Talvez antes mesmo. Mas é fato que a relação do país mudará. Não cabe avaliar se melhor ou pior. Mas muito será diferente quando o vendaval passar.

O governo federal sinalizou para cortes salariais de até 70% como forma de preservar empregos. No mesmo dia em que circulou nas redes sociais a demissão em massa de funcionários ligados a uma empresa de viagens, em Porto Seguro, na Bahia. Procedimento que tem ocorrido em várias áreas, principalmente aquelas vinculadas ao turismo. Num país onde quase ninguém pode sair à rua, quem irá turistar?

A conta chegará infelizmente para todos. Estudos de Harvard estimaram uma queda de 26% na arrecadação do País. Não é pouca coisa. Isso mexerá com serviços, servidores e agregados. Teoricamente, de todas as estaturas. Dia após dia, no isolamento das casas, não tem quem não esteja “matutando” sobre isso.

A bolha do custo de vida brasileiro, com altíssimos impostos que regulamentam tudo, vai estourar. Ou deveria. Nos acostumamos a achar normal que o custo de qualquer item seja três vezes mais do que há cinco anos, quando o salário não cresce nem perto disso. E que a inflação oficial não condiz com a conta de um supermercado. Seria muito bom que tais reflexões passassem pela mente de autoridades, que preferem se preocupar em discutir o adiamento da eleição, a antecipação de um imposto ou a perda de uma verba indenizatória. O Brasil que teremos quando a epidemia passar merece mais que isso.

GOIANA – Goiana voltou ao foco político do estado, com a notícia da possível intervenção no município. O município vive a peculiaridade de ter um prefeito, Osvaldinho, e um candidato dito de oposição, Bruno Lisboa, que são do mesmíssimo partido, o MDB.

IPTU – Indagamos anteontem neste espaço se a antecipação do IPTU por parte da Prefeitura do Recife compensaria o desgaste desse debate. Ontem, o Tribunal de Contas do Estado suspendeu a medida da prefeitura, que atribuiu a ideia a grandes empresários e já prometeu recorrer. Reiterando: compensa o desgaste?

ATÉ SÁBADO – Prefeitos correm contra o tempo para montar e equacionar suas chapas proporcionais. Até sábado, todos os pré-candidatos devem estar filiados. O prefeito de Vitória de Santo Antão, José Aglailson Júnior, é um desses, que seguem a todo vapor.

Coluna diária da Revista Total – Política Total
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