Edital será divulgado em março, com vagas para administrativo, agente censitário municipal, recenseador e supervisor
Em março, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará um novo edital de processo seletivo para contratação de pessoal para realização do Censo Demográfico 2020. Serão mais de 225 mil vagas temporárias em todo o país, sendo 148 delas, para o município de Camaragibe.
“É com muita satisfação que damos a boa nova ao munícipe, que terá a oportunidade de fazer parte do quadro de agentes do Censo 2020 do IBGE”, comentou a prefeita de Camaragibe, Doutora Nadegi Queiroz.
De acordo com o coordenador Geral da Área do Censo em Jaboatão dos Guararapes, William Paterson, trata-se de uma oportunidade rápida e bem remunerada de emprego. “Os aprovados no processo seletivo atuarão no Censo 2020 com uma boa remuneração, e o trabalho é imediato. Tudo será devidamente especificado no edital a ser divulgando ainda no início do mês de março”, explicou.
Seleção do IBGE para o Censo 2020 (vagas para Camaragibe):
TABELA
*O recenseador receberá por produção, já os demais cargos terão salários fixos.
O Diário Oficial do Estado, de 03/02/2020, publicou um documento administrativo que tem em seu bojo as instruções para o credenciamento e a adequação de empresas Estampadoras de Placas de Identificação Veicular (PIV). Assim, a partir do dia 17 do mesmo mês, um novo modelo de placa automobilística será introduzido em Alagoas. A extensa papelada exigida para o procedimento de credenciamento das empresas é fundamental para o andamento do processo. O Departamento Estadual de Trânsito – DETRAN – também informou que para os atuais proprietários de veículos a mudança não é imediata, pois a nova placa passa a ser obrigatória apenas em casos de primeiro emplacamento e para os veículos transferidos de outros municípios ou Estados da federação. A troca também é necessária em caso de furto ou dano extenso à placa, que dificulte a leitura. Assim, proprietários de veículos já emplacados não precisam se preocupar: carros com a atual placa cinza podem continuar circulando até o fim da vida útil do veículo.
A delegada Patrícia Domingos, grande sensação da pré-campanha para a prefeitura do Recife, encontra-se na capital federal juntamente com o deputado federal Ricardo Teobaldo.
Apesar de não ter nas definido sobre a sua filiação, a presença ao lado do presidente estadual do Podemos indica que ela deverá escolher o partido caso seja mesmo candidata à prefeitura do Recife em outubro.
Prefeituras que têm bandas municipais podem participar de edital do Prêmio Funarte de Apoio a Bandas de Música 2020 lançado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte). A Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca o edital como a primeira oportunidade do ano, no âmbito da Cultura, que possibilita a participação direta da gestão local.
Na oportunidade serão distribuídos 790 instrumentos de sopro para 158 conjuntos musicais a fim de garantir a ampliação ou reposição instrumental desses grupos. Podem participar do edital as bandas de música constituídas sob a forma de instituição pública ou privada sem fins lucrativos, cadastradas na Receita Federal há, pelo menos, seis meses, e em efetivo funcionamento por igual período.
Os Municípios que tiverem bandas municipais podem se inscrever preenchendo o formulário de apresentação de projeto e a declaração de cumprimento do edital. No ato da inscrição, devem enviar por correio esses documentos junto com dvd da banda, até o dia 9 de março. Os contemplados deverão realizar o projeto em até 180 dias a partir da data da entrega do prêmio.
As bandas selecionadas poderão escolher até cinco instrumentos, entre um bombardino em sib, um bombardão tuba ¾ em sib, uma clarineta 17 chaves em sib, um saxofone alto em mib, um saxofone tenor em sib, um trompete em sib, um trombone de vara em sib, uma flauta transversa em dó e uma trompa cromática em fá/sib.
Dúvidas? Entre em contato com a área técnica de Cultura por meio do e-mail cultura@cnm.org.br ou pelo telefone: (61) 2101-6053.
Da Agência CNM de Notícias com informações da Funarte
Foto: Raquel Laks/Divulgação
O apetite do investidor levou nada menos que dez governadores do País a procurarem Dubois para apresentarem propostas de concessão de espaços públicos
Em 2014, durante a Copa do Mundo, o empresário Richard Jean Marie Dubois trabalhava como auditor da PwC Brasil, em um prédio que ficava em frente ao estádio de Brasília, o Mané Garrincha. Da janela, via o símbolo maior dos “elefantes brancos” erguidos para o torneio, com custo de R$ 1,7 bilhão aos cofres públicos. “Eu sabia que havia um potencial de negócios muito grande aqui.”
Quase seis anos depois, na semana passada, a arena passou a ser administrada integralmente pelo grupo de Dubois, que tem dominado as privatizações de diversos espaços da capital federal. Além do estádio, ele arrematou o autódromo de Brasília e apresentou propostas para levar a Torre de TV Digital, a rodoviária e o metrô da cidade. O apetite do “homem que está comprando Brasília” levou nada menos que dez governadores do País a procurarem Dubois para apresentarem propostas de concessão de espaços públicos. O empresário avaliou e já descartou negócios como o estádio do Pacaembu e o autódromo de Interlagos, em São Paulo, mas se mostrou interessado na administração do Maracanã, no Rio.
Com mais de dez anos de trabalho em consultorias que ajudaram a formatar concessões do governo federal em diversas áreas, Dubois abriu uma empresa própria – a RNGD Consultoria de Negócios – no fim de 2015. O capital inicial, diz ele, veio do que ganhou no mercado financeiro. “Já tinha ajudado muita gente a ganhar dinheiro, e resolvi correr um pouco mais de risco.” Ele bateu à porta do então governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), para sugerir um programa amplo de concessões. Mesmo assim, o processo levou mais de quatro anos para ser concluído e o contrato só foi assinado na gestão do atual governador, Ibaneis Rocha (MDB). “Vi que Brasília era a cidade com mais oportunidades de negócios. Há empresários brilhantes aqui, mas eles são poucos. São Paulo e Rio de Janeiro têm uma competição maior.”
Além de um projeto de R$ 22 milhões para recuperar o estádio – já sucateado após seis anos de uso público -, a concessão de 35 anos do Mané Garrincha prevê investimentos de mais de R$ 300 milhões em seu entorno, com a construção de um “boulevard” de compras e lazer. O empreendimento é a maior aposta para retorno financeiro com a operação da arena.
A empresa de Dubois também faz parte do consórcio que chegou a vencer a disputa pela Parceria Público-Privada (PPP) para reconstruir o autódromo internacional Nelson Piquet, localizado ao lado do estádio e fechado desde 2015. A parceria de 35 anos previa investimentos de mais R$ 73 milhões, com aportes de R$ 14 milhões pelo governo distrital, mas o Tribunal de Contas do DF impediu a assinatura do contrato, alegando falhas na modelagem do processo. Na última quinta-feira, 30,Dubois foi surpreendido por uma decisão do governador Ibaneis, que inabilitou o consórcio, suspendendo a PPP. Dubois diz que o episódio “causou estranheza” e que está analisando como recorrer da decisão.
O empresário não se contenta apenas em gerir os dois principais equipamentos esportivos da cidade. A RNGD apresentou proposta pela concessão da Torre de TV Digital e seu entorno. Pretende explorar a área para promover eventos com a mesma empresa do estádio a um “custo marginal”. Também entregou ao governo estudos técnicos para a concessão da rodoviária do Plano Piloto e para assumir a gestão do metrô de Brasília, sem incluir no projeto a expansão das linhas existentes.
A RNGD disputa ainda a operação de um aeroporto executivo na capital federal. Essa PPP, porém, tem andado a passos mais lentos. “Não somos tímidos e encabulados, mas também não fazemos loucura nenhuma. Sempre tomamos as decisões olhando as planilhas. A decisão é baseada em grana. Se o negócio não for bom, não entramos”, completa.
Outsider
Fontes da área de infraestrutura chamam a atenção para algumas características da atuação de Dubois. Em primeiro lugar, o fato de as concessões disputadas por ele não serem realizadas no ambiente da B3, vista como referência para esse tipo de processo. Todas as licitações do governo do Distrito Federal são tocadas pela Terracap, companhia imobiliária estatal que já esteve envolvida em diversos casos de corrupção no passado. Além disso, em muitos processos a RNGD acabou como única interessada ou única habilitada para a licitação.
Para esses especialistas, também é de se notar a ausência de um grande capital por trás dos negócios do empresário. Normalmente, os grupos que disputam esse tipo de concessão partem de patrimônios na casa das dezenas de milhões de reais. Somado a isso, as fontes apontam a falta de grandes bancos como garantidores dessas operações. Dubois preferiu não comentar esses questionamentos.
Visto como um outsider no setor, Dubois também não é conhecido dentro do Ministério da Infraestrutura – seja pelos secretários ou pelo ministro Tarcísio de Freitas.
Apesar do apetite crescente pelas concessões de governos estaduais, ele diz não ter no radar os projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) de Jair Bolsonaro. “Há muitas ideias maravilhosas, mas faltam pedaços: modelagem, risco, engenharia, exigências. É difícil encontrar um projeto que pare de pé”, critica.
Justamente pelo histórico conturbado de algumas concessões no passado que foram irrigadas com recursos de instituições oficiais, Dubois afirma que os consórcios formados para as disputas não são financiados com recursos de bancos públicos. A montagem da empresa e os primeiros anos do negócio foram bancados com capital próprio, diz.
“Recusei diversas propostas de sociedade. Coloquei o meu pescoço a prêmio e mantive o time nesses primeiros anos com dinheiro do meu bolso”, diz. “O mercado privado está buscando projetos consistentes e bem desenhados. Não estamos inovando em nada. Estamos fazendo o que os Estados Unidos e a Europa já fazem há 20 anos, que é apresentar projetos com bom retorno sobre o capital investido. Os bancos de investimento enxergam um alto potencial nesse mercado.”
Na visão dele, com a derrocada de grandes empreiteiras pegas na Operação Lava Jato, abriu-se espaço para novas empresas entrarem nesses negócios. “Os dinossauros morreram. Agora, os pequenos mamíferos estão tomando conta do ecossistema.”
O deputado estadual Antonio Coelho (DEM) dedicou o último final de semana a visitar trabalhadores rurais em Petrolina. O parlamentar esteve nos distritos de Rajada e Uruás, onde ouviu demandas e pode conferir que alguns poços perfurados pela prefeitura se transformaram em pequenos sistemas de irrigação, contribuindo para o desenvolvimento das comunidades rurais. Na volta dos trabalhos da Assembleia Legislativa, que ocorre nesta segunda-feira (3), Coelho pretende trabalhar para ampliar esses sistemas e beneficiar a agricultura familiar, através de articulações e emendas parlamentares.
“Pude acompanhar de perto a criatividade e a dedicação que o homem do campo tem com a sua terra. É preciso investir e destinar emendas e recursos para a agricultura familiar, seja através da perfuração de poços, da implantação de sistemas simplificados de irrigação ou mesmo nas hortas comunitárias, que já tem sido feitas. O homem do campo também começou a plantar milho, feijão, entre outros itens, e há uma animação do povo sertanejo com as chuvas, que vão ajudar e muito na produção”, destacou Antonio Coelho.
Evento
realizado em Recife, neste sábado (01/01) recolheu mais de 3 mil fichas de
apoiamento
Por Marcos Lima Mochila
O II Encontro de apoiadores à criação do partido Aliança pelo Brasil, que tem como principal criador o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), realizado neste sábado (01), no Centro de Convenções, foi considerado um sucesso de público e de coleta de assinaturas, tendo inclusive, segundo os coordenadores do evento, ultrapassado as expectativas estabelecidas.
A Justiça de
Pernambuco havia proibido a participação de cartórios de Recife e Olinda mas,
no sábado pela manhã, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), através do Corregedor
Geral de Justiça, ministro Humberto Martins, autorizou a participação dos
cartórios no evento. Segundo o magistrado, os cartórios poderão atuar “em prol
da democracia e da cidadania, trazendo inestimável proveito a toda a sociedade
brasileira”.
“Os funcionários
dos cartórios não irão participar do evento como apoiadores, mas atuarão, de
forma excepcional, praticando atos que lhes são propícios”, completou o
ministro.
Mesmo diante de
todas as dificuldades, o encontro, que já estava forte, ganhou mais força após
a autorização do CNJ e, sem intimidação, o público bolsonarista respondeu (à
altura) às convocações feitas por Gilson Machado Neto e pelo Coronel Meira –
comparecendo em grande quantidade ao Centro de Convenções de Pernambuco que
estava lotado dentro e fora.
“Nossa
expectativa era atingirmos a casa das duas mil fichas de apoiamento. No
entanto, coletamos mais de 3 mil delas, enquanto que o público presente girou
em torno de 4 mil pessoas”, informou o Coronel Meira, coordenador geral do
Aliança Pelo Brasil em Pernambuco.
Quando o
pernambucano Gilson Machado, presidente do Instituto Nacional de Turismo
(Embratur), futuro presidente do Aliança pelo Brasil em Pernambuco, foi chamado
para compor a mesa, ele foi bastante ovacionado pelo público que lotou o Teatro
Guararapes, que o recebeu aos gritos de “Prefeito! Prefeito!”
“Todo poder que se
repete por vários anos cansa. E vemos isso acontecer no Brasil há mais de cem
anos. Mas agora temos um novo partido fundamentado pelo nosso presidente, um
homem honesto, o outsider de tudo isso que vemos até hoje em nosso País. Por
isso temos tanta força”, afirmou.
Em diversos discursos
feitos durante o encontro foi expressada intenção do grupo em lançar candidatos
a vereadores e prefeitos em todo o país. Gilson Neto foi bastante enfático
sobre essa intenção.
Gilson Neto conversa com o redator deste blog, após receber um exemplar da Revista Total, que cobriu a viagem do presidente Bolsonaro aos EUA
“Se o nosso partido
estiver pronto, montado, aprovado, nós teremos candidatos a prefeitos e
vereadores nas mais importantes cidades do Brasil. E teremos um candidato puro
sangue em Pernambuco. Esta é a nossa vontade. E se tivermos um candidato a
prefeito no Recife, iremos ganhar de lapada. Temos certeza disso”, afirmou aos
jornalistas e, em seguida, ao público.
Para participar das
eleições municipais de 2020, o Aliança pelo Brasil precisa estar criado e
homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral(TSE) até o próximo mês de abril e são
necessárias 500 mil assinaturas em nove estados brasileiros. Pernambuco deve
apresentar cinco mil assinaturas e já teria recolhido duas mil somente ontem,
segundo os organizadores do evento.
Às 17h em ponto,
conforme prometido pelos organizadores, o presente Bolsonaro apareceu no telão,
recebendo muitos e calorosos aplausos dos presentes, que em coro gritavam “Mito!
Mito!”. Na live que, inclusive, foi a grande atração do encontro, o presidente falou
e respondeu a perguntas do público e convidados.
“Estou muito feliz
neste momento. São muitos problemas, mas estamos vencendo-os e estamos
trabalhando para o Aliança pelo Brasil ficar pronto em marco. Se não
conseguirmos, em 2022 com certeza ele estará pronto”, afirmou o presidente na
live.
“Eu quero, sim,
cada vez mais ajudar o nosso Brasil e vou me empenhar muito, colaborando com a
formação desse partido, pra chamar de nosso”, encerrou o presidente enquanto os
presentes ao evento gritavam “Mito!, Mito!”.
O público também,
em vários momentos, gritou em alto e bom som: “Eu vim de graça, sem dinheiro e
sem mortadela!”.
O II encontro do
Aliança Pelo Brasil em Pernambuco contou com a participação dos deputados estaduais
Cabo Bebeto (AL), Cabo Gilberto (PB), Delegado Cavalcante (CE), além de Sílvio
Nascimento e Osvaldo Matos (Embratur), Sérgio Lima (publicitário do Aliança),
Manoel Linhares (presidente da Abih), além de Antônio Campos (presidente da
Fundação Joaquim Nabuco) – que mereceu elogios de Gilson Neto -, a policial
civil Sandra Queiroz e dos empresários Robson Ferreira e Gedeão Pontes,
O ato também contou
com orquestra de frevo e bonecos gigantes de Olinda (Jair Bolsonaro, Michele
Bolsonaro e Donald Trump). Show da Banda Brucelose, com a participação de Gilson
Machado Neto, na sanfona, encerrou o encontro no Teatro Guararapes, por volta das
19h e, lá fora, ainda era muito grande a fila de apoiadores que esperavam a sua
vez de entregar a ficha de apoiamento.
Com informações de Bruno Cantarelli – Assessor de Imprensa do Aliança Pelo Brasil/PE
A sociedade brasileira vem sendo bombardeada por propaganda subliminar de diversas naturezas desde há muito, notadamente em razão do seu estágio de desenvolvimento cultural. Diversos fatores conduzem a mídia e seus múltiplos veículos de difusão, orientados por interesses econômicos, políticos e até ideológicos, na direção de um só propósito: a manipulação das massas. Os objetivos dessa prática estão quase sempre associadas ao entretenimento pacificador de um auditório multifacetado, em si mesmo potencialmente explosivo, mas pouco reflexivo e menos ainda crítico. Por isso suas finalidades nem sempre representam propósitos nobres que trabalham pela elevação da população brasileira. Tudo isso se passa, além do mais, mediante concessão pública, a qual, julga-se, deveria ser bem mais criteriosa na distribuição dos permissivos do Estado.
Sobre isto, com ou sem cena polêmica, os folhetins televisivos no Brasil (novelas), por exemplo, são comumente veneno letal à formação do povo, pois o seu princípio ativo segue sempre ocultado, omitem-se as suas razões expressas na liberdade da trama bem desenhada pelos seus autores e demais protagonistas sem ao menos um alerta sensível sobre tratar-se de obra de ficção, capítulo após capítulo, novela após novela, aliás, repetidamente. Tudo isso que ingressa como elemento lúdico no seio das famílias nos horários mais nobres diz com a manipulação dos auditórios e gira, muito marcantemente, em torno da quebra dos valores tradicionais (sob escólio do cotidiano) e também de uma verossímil “revolução cultural” que atenda aos interesses de grupos hegemônicos, produza moda e riqueza de alguns, e nada diga com emancipação popular e liberdade. Em síntese: entretenimento fora da curva pedagógica.
Os noticiários, outrossim, seguem pela mesma trilha, refletindo os interesses dos donos da mídia, em consórcio ou não com diversos outros segmentos sociais. Resulta que a produção da informação tende ao corporativismo e não exatamente à verdade. A notícia acaba prestigiando uma militância de matiz diversificado e diversificável (pelos interesses envolvidos a cada cenário) em lugar da informação. Desse modo, os meios de comunicação tradicional perderam em grande medida o seu papel social e essa é a melhor explicação para o advento das redes sociais, sobretudo no Brasil. A comunicação em tempo real passou a exercer um fascínio muito grande entre as pessoas ávidas por conhecimento, ainda que sofram riscos como os que resultam de uma impropriedade que se convencionou denominar mundo afora de “fake news”. Na relação custo-benefício, esse risco não é mais deletério do que estar submetido aos enlatados televisivos que desinformam, agridem e ofendem, manipulando a tudo e a todos em detrimento da construção do povo e do seu crescente aprimoramento sóciocultural.
A pretexto da liberdade de expressão, aliás, alguns produtos, autoproclamados artísticos e por esses meios divulgados publicamente, podem ser tomados como criminosos, como quando se viola o sentimento religioso da cristandade, fundamento formativo da sociedade brasileira, um de nossos mais sagrados pilares. Ora, não há licença poética para se cometer crimes. Isto é elementar numa sociedade tipicamente civilizada. Todavia, a mídia insiste em ultrajar esses valores, ora expressa ora subliminarmente.
Além do mais, diante de uma consistente tecnologia empregada, da instrumentalização e da banalização das artes, por forma a estandardizar idéias, sentimentos e vontades, bem como a competência de seus operadores bem pagos, os auditórios vão sendo forjados ao ponto de misturarem ficção com realidade, verdade com narrativa, o tempo inteiro.
Com isso, desgraçadamente, as possibilidades de cristalização de uma identidade nacional vão se diluindo no éter das virtualidades puramente imaginárias, das dissertações canhestras e dos subterfúgios, das ilusões, da quimera e da perfídia, mas que são capazes de operar, entre nós, repercussão inapelável, dolorosamente maquinada com o fim manipulador, no cenário social efetivo, à falta de um sistema formativo de qualidade para as massas, sobretudo nas primeiras fases da escolarização.
Só para se ter uma ideia do absurdo a que estamos todos submetidos no Brasil, a programação lúdica da TV aberta na Finlândia, onde morei, por exemplo e salvo engano, não é transmitida nos horários regulares da escola de tempo integral para todos. O povo finlandês constitui uma das sociedades mais cultas e menos corruptas do planeta!
Os brasileiros merecemos mais do que temos à nossa disposição, porque olhamos para os que não são em potência e vemos o tanto que não temos. Chega a ser trágico que a maioria de nossa gente não se dê conta disso… A circunstância pode refletir parte do efeito que resulta da vertiginosa diluição da identidade nacional, trocada, amiúde, por futilidades, frugalidades e uma vida banal, quer no coletivo quer no individual. A cretinice se tornou, por isso, uma instituição abaixo do equador, a que muitos denominam de “Lei de Gerson” (levar vantagem em tudo, nada obstante a ética).
Esta reflexão, é evidente, não aponta para uma resposta exata e definitiva, mas permite sonhar. Sonhar em ver menos famílias sucumbirem ao império dos meios de comunicação de massa, de seus produtos, que degradam e expandem o sofrimento humano pela insubmissão descerimoniosa da verdade e, mais, sonhar que as pessoas não transformem capítulos pouco edificantes de novelas em pauta para o próprio comportamento ou máscara para a própria existência. Sonhar que a produção artística e cultural veiculada pela grande mídia seja somente uma expressão genuína de brasilidade para que as pessoas, ao fim e ao cabo, se entreguem à dinâmica do próprio crescimento identitário, sem reduzi-la a capítulos de novelas ou a noticiários de duvidosa veracidade.
A reflexão é provocante sem dúvida, mas é muito sonhar?
Dr. Roberto Wanderley Nogueira Juiz Federal Professor de Direito da UFPE
Se as eleições para prefeito de Trindade, no Sertão do Araripe, fossem, hoje, a pré-candidata do PSL, Helbinha de Rodrigues, seria eleita com uma folga bem ampla em relação ao principal adversário, Zé Capacete (sem partido). De acordo com pesquisa do Instituto Opinião, ela teria 59,9% dos votos contra 15,8% de Capacete. O professor Divaldo, do PSB, teria apenas 3%. Brancos e nulos somariam 7% e 14,3% representariam os indecisos.
Na espontânea, modelo pelo qual o eleitor entrevistado é forçado a lembrar o nome do candidato sem o auxílio dos nomes na cartela, Helbinha também aparece numa posição bastante confortável, com 31,5% das intenções de voto, enquanto Zé Capacete tem apenas 5,8%. Foram citados ainda o prefeito Everton Costa, com 2%, e o professor Divaldo, com 0,3%. Neste cenário, os indecisos sobem para 55,6% e os brancos e nulos ficam em 4,8%.
No quesito rejeição, o professor Divaldo aparece na dianteira. Entre os entrevistados, 23% disseram que não votariam nele de jeito nenhum, seguido de Zé Capacete, com 18,3% e Helbinha, com apenas 8,3%. Dos que foram ouvidos pelo levantamento, 42,4% disseram que não rejeitam nenhum dos candidatos e 8% afirmaram que rejeitam todos.
A pesquisa foi a campo entre os dias 9, 10 e 11 últimos, sendo aplicados 400 questionários, com margem de erro de 4,9 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação. Foram realizadas entrevistas pessoais e domiciliares.
Na estratificação do levantamento, a candidata favorita tem seus melhores percentuais entre os eleitores jovens, na faixa etária entre 16 e 24 anos (69%), entre os eleitores com grau de instrução até a 9ª série (61,1%) e entre os eleitores com renda familiar até dois salários mínimos (60,6%). Por sexo, 62,7% dos seus eleitores são mulheres e 57,2%, homens.
Já o pré-candidato Zé Capacete aparece melhor situado entre os eleitores com grau de instrução superior (21,1%), entre os eleitores com renda familiar acima de cinco salários (18%) e entre os eleitores na faixa etária entre 35 e 44 anos (19,2%). Por sexo, 18,8% dos seus eleitores são homens e 12,9% são mulheres.
PREFEITO REJEITADO
O levantamento apontou também o nível de satisfação do eleitorado com a gestão do prefeito Everton Costa. Entre os entrevistados, quase 60% se apresentaram descontentes com o seu Governo, sendo 42,9% de péssimo e 17,5% de ruim. Entre os que aprovam, apenas 2,3% acham ótimo e 6,3% bom, enquanto 27% julgam regular. Quando a pergunta é mais direta, com aprova ou desaprova, o prefeito fica mais em baixa ainda: tem 70,4% de desaprovação e 16,3% de aprovação.
Desde que Irmão Lailton (PSDB), foi capa na Revista Total e confirmou sua pré candidatura ele vem sendo cotado como o próximo prefeito de Escada e, volta a ter seu nome em destaque no município, causando assim uma grande preocupação e dor de cabeça aos seus adversários políticos nas eleições desse ano.
De acordo com informações dos blogs, até agora 5 nomes aparecem em destaque para uma possível disputa para o executivo, Jadson Caetano (Cidadania), Piedade Buarque (PSD), Mary Gouveia (PL), Irmão Lailton (PSDB) e Klaus Lima (PSB), esse último provavelmente seja o candidato do atual Prefeito Lucrécio Gomes (PSB), que não vem fazendo um bom mandato, esquecendo praticamente o município de Escada.
Mas de acordo com pesquisas realizadas, desses 5 nomes apenas dois se destacam Irmão Lailton ( PSDB) e Mary Gouveia (PL), Irmão Lailton aparece com uma grande vantagem a frente da Ex-Deputada Estadual que perdeu a última eleição para Prefeito(a), por 200 votos.
O que pesa a favor do Irmão Lailton, é a rejeição que Mary Gouveia tem em Escada que passam dos 36% já a do Irmão Lailton não chega a 2%. Nos resta aguardar o resultado das eleições que será no dia 04/10.