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No dia 7 de agosto de 1636, foi criado o primeiro sistema de combate a incêndio das Américas chamado de Brantemeesters.

O serviço foi instalado pelo Conde João Maurício de Nassau, da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, com o objetivo de prevenir e combater incêndios no porto e nas casas da área central da cidade Maurícia, onde hoje existe o bairro de Santo Antônio, onde hoje existe o bairro de Santo Antônio, no centro do Recife.

A coordenação era feita por Joan Scaep, responsável pelo distrito Norte, e Cristoffel Eyersschettel, pelo distrito Sul.

O serviço era realizado por quatro vigias ou alertadores (Clappermans). Os primeiros foram Doborch, Jan Carninael Van Hassel, Campen e Philip Oudijn, que recebiam a quantia de 18 florins por mês.

A criação do Brentemeesters está comprovada através de documentos originais, Dag Notule, de 7 de agosto e 28 de agosto de 1636.

No livro “Tempos dos Flamengos”, escrito pelo historiador José Antônio Gonsalves de Mello, que narra os mais importantes acontecimentos durante o período holandês, consta o seguinte trecho.

“Outro serviço público importante foi o que criou o serviço de extinção de incêndios no Recife, Vê-se, também, que nessa ocasião o Recife já devia contar com um número relativamente grande de construções, pois a cidade foi dividida, para o referido fim, em dois distritos: o do Norte e o do Sul. Encarregados dele (na qualidade de brantemeesters) foram inicialmente Johan Scaep, do primeiro e do segundo Cristoffel Eyersschettel, aos quais foi incumbido: devem exercer a fiscalização segundo as instruções e fazer uma relação do que cada casa deve dar para mantença dos vigias”

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