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Por Marcio Maia

Os dirigentes da Petrobras deram uma grande demonstração de que não têm compromisso e respeito aos contratos que assinam. Demonstraram uma enorme covardia ao negarem o abastecimento de combustível ao navio Bavand, de bandeira iraniana, que estava ancorado no Porto de Paranaguá, no Paraná, depois de receber em seus porões 48 mil toneladas de milho compradas aos produtores brasileiros.
A alegação dos diretores da Petrobras era de que se o abastecimento fosse efetuado, a empresa poderia ser retaliada pelo governo dos Estados Unidos, porque o presidente Donald Trump havia ameaçado os países e empresas que não cumprissem a ordem (?) de bloqueio àquele país.
Os senhores dirigentes da empresa brasileira esqueceram que existe um contrato assinado pela própria Petrobras se obrigando a abastecer os navios que ancoram nos portos brasileiros. Esqueceram também que o contrato para compra e transporte do milho para o Iran estava assinado e tem a obrigação de ser cumprido na íntegra.
Eles também não se lembraram que o Irã é o maior comprador de milho do Brasil. Se esse negócio se acabar, onde os produtores de milho vão vender sua produção?
Será que eles iriam imaginar que o navio iria ficar fundeado eternamente no porto?
Felizmente, apareceu o Superior Tribunal Federal (STF) que teve a coragem e o discernimento de determinar o abastecimento da embarcação.

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