_Em sua 22ª edição, evento acontecerá de oito a 11 de abril_
A partir de uma articulação intensa da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), o estado ampliará a participação de prefeitos na Marcha à Brasília. Até esta segunda (1º), mais de 100 gestores municipais já haviam garantido presença no evento, cuja 22ª edição acontecerá na próxima semana, de oito a 11 de abril, no Centro Internacional de Convenções do Brasil. Esse número certamente aumentará já que as inscrições poderão ser feitas ao longo desta semana e no início da próxima. No ano passado, 96 prefeitos compareceram, número já superado em 2019.
O formulário para participar encontra-se no site da Confederação Nacional de Municípios (http://marcha.cnm.org.br/inscreva-se), organizadora da marcha. Todo movimento municipalista brasileiro está mobilizado para a marcha.
Presidente da Amupe, José Patriota acredita que até lá os 184 municípios pernambucanos serão representados na Marcha. “Trata-se do momento mais importante do ano para os prefeitos. A Marcha tem uma importância muito grande para os avanços dos pleitos e fortalecimento do movimento nas conquistas municipalistas”, pontuou Patriota, que reforçou o convite a todos os prefeitos, secretários, vereadores e profissionais ligados à administração municipal.
Com uma programação bem variada, a Marcha contará no primeiro dia (08/04), a partir das 14h, com a exposição de produtos, serviços e tecnologias; abertura dos espaços do Museu Municipalista e Atendimento Técnico-Institucional.
O segundo dia (09/04) será marcado pela presença dos presidentes da República da República, Jair Bolsonaro; do Senado, Davi Alcolumbre; da Câmara, Rodrigo Maia; do STF, Dias Toffoli; e do TCU, José Múcio Monteiro. Além de ministros, parlamentares, gestores públicos municipais, técnicos e secretários. O presidente da CNM, Glademir Aroldi, fará a abertura solene do evento, às 8h.
O governo brasileiro anunciou, nesse domingo (31/3), a abertura de um escritório de negócios em Jerusalém
Guilherme Waltenberg
Postado por Marcos Lima Mochila
Enviado especial a Jerusalém (Israel) – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) respondeu há pouco, em Jerusalém, a decisão do governo palestino de chamar de volta o embaixador ao país. A medida foi tomada após o governo anunciar a abertura de um escritório de negócios do Brasil em Jerusalém. Segundo o chefe do Executivo, o governo não abre mão de ter autonomia nas decisões externas. “É direito deles reclamar”, afirmou.
Sobre os comentários de que a abertura da representação comercial significaria o rompimento de acordos assinados no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), ele limitou-se a dizer: “Não tem nada a ver”.
Na sequência, ele garantiu que o governo ainda tem planos de transferir a embaixada da capital internacional do país, Tel Aviv, para a capital política, Jerusalém. Questionado se a mudança seria concretizada até o fim do mandato dele, em 2022, Bolsonaro foi incisivo: “[A decisão sai] bem antes disso”.
“Se eu fosse, hoje, abrir negociações com Israel, eu colocaria nossa embaixada onde? Seria em Jerusalém, tá certo?”, finalizou.
A Autoridade do Estado da Palestina condenou o anúncio do governo brasileiro, feito nesse domingo (31/3), de abrir escritório de negócios do Brasil em Jerusalém. Por meio de nota, foi informada decisão de chamar de volta o embaixador em solo brasileiro, além de estudar uma resposta a essa medida.
O presidente Bolsonaro chegou a Jersualém nesse domingo (31/3) e segue uma intensa agenda de compromissos presidenciais com o objetivo de estreitar os laços entre o Brasil e Israel. No mesmo dia do desembargado no território israelense, cinco acordos de cooperação foram assinados por representantes dos dois governos.
Sem conclusão da rede de captação de águas pluviais e pavimentação em Vicente Pires, problemas devem persistir. Trechos prontos, como na Vila São José, estão se desfazendo pela demora
Trabalhos de construção interrompidos têm gerado mais transtornos no asfalto, que cede com a passagem de água e buracos que fazem os carros atolarem. (Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Bruna Lima / Correio Braziliense
Postado por Marcos Lima Mochila
Quando chove, alaga e ainda há uma enxurrada de lama. Se faz sol, sobe a poeira. Esse é o cotidiano da Vila São José, em Vicente Pires. Mesmo com a rede de drenagem praticamente concluída e parte das ruas pavimentadas, moradores reclamam que a situação piorou. Na principal via que corta a região, o asfalto cede com a passagem da água, que chega com força das ruas de cima e inunda casas e comércios. Os buracos, tapados provisoriamente com terra vermelha, reaparecem com o passar da correnteza e dos carros. Enquanto isso, construções em outros trechos diretamente ligados à vila podem prolongar a continuidade dos problemas.
Moradora da área há 19 anos, a empresária e cozinheira Nair Dias, 66 anos, acredita que as obras trouxeram mais transtornos do que resultados. “O asfalto era grosso, parecia um tapete. Substituíram por esse, fininho, que não aguenta água”, diz.
Parte da correnteza e o que ela arrasta vai diretamente para as casas, que foram construídas em uma espécie de vale. O lote do chacareiro Osias Andrade, 59, serve como entrada para esse problema. “Toda a água que desce da rua vem para cá, por ser o lote mais baixo”, conta. Para tentar resolver o problema, Osias comprou manilhas que pretendia instalar na chácara, mas, com o início das obras do GDF, interrompeu o processo por acreditar que, com elas, a questão seria solucionada. “Por mais que, por enquanto, seja só transtorno, sei que o serviço não é fácil e está sendo bem-feito”.
A Secretaria de Obras e Infraestrutura do DF confirma o estágio avançado das intervenções na Vila São José, o que não se traduz em efetividade imediata do sistema, como observa o subsecretário de Acompanhamento e Fiscalização de Obras (Suaf), Marcelo Galimberti. “Mesmo que as instalações das manilhas estejam prontas, ainda não há funcionalidade, já que o sistema precisa estar interligado e isso requer a conclusão das construções de drenagem, pavimentação e abertura das bocas de lobo nas demais áreas”, explica. Ele explica, ainda, que a manta asfáltica aplicada é provisória e serve para dar mais conforto à população.
Para resolver o problema das águas que vêm do Pistão Norte, em Taguatinga, entram na Vila São José e ganham força ao longo da Rua 8 de Vicente Pires, é preciso, primeiramente, concluir toda a obra ao longo da via, que tem mais de 4,6 quilômetros de extensão. Por causa da declividade da rua, que tem uma diferença de 125 metros — o equivalente a um prédio de 41 andares —, a força do acumulado de chuvas chega a atingir 60 metros por segundo. O canal da Rua 8 deverá se encontrar com o da Rua 3. A coleta das tubulações desse trecho vai ser lançada em uma das 22 bacias de contenção que estão sendo construídas na cidade. Com tudo pronto, a expectativa é de que a velocidade com que a água desce seja reduzida para dois metros por segundo.
Desistência
O governo espera entregar as obras da Rua 8 em outubro. No entanto, um entrave fez com que parte das obras parasse há mais de três meses. A construtora vencedora da licitação do lote 8, um dos quatro trechos que parcelam a Rua 8, rompeu o contrato com o GDF. A segunda colocada, a GAE Construtora, chegou a se instalar para assumir os trabalhos, mas, alegando falta de rentabilidade, também está passando o serviço adiante. A Secretaria de Obras tem de chamar, agora, a empresa que ficou em terceiro lugar. O trâmite deve demorar, no mínimo, um mês. Caso nenhuma das selecionadas queira concluir a obra, a alternativa é fazer uma nova licitação, o que pode levar mais de um ano de processo.
Enquanto isso, moradores da região arcam com falta de estrutura e custos para consertar veículos. É o que afirma a atendente Larissa Machado, 22. “Os carros ficam atolados”, reclama. Grandes buracos abertos para instalar as tubulações tomaram uma das faixas da pista, que é de mão dupla, por isso, os veículos precisam se revezar na travessia. Por falta de calçadas e rampas, quem também divide o espaço com os carros são as rodas do cadeirante Marcos Rabelo, 30. “São muitos buracos e nenhuma acessibilidade. Na hora de pedir um Uber, é outra complicação, porque muitos rejeitam ao saberem que a corrida sairá de Vicente Pires”, lamenta.
O motivo que leva à desistência por parte das empresas construtoras seria a existência de uma pedra encontrada no local onde deveriam passar as tubulações. Como o contrato firmado segue o regime de empreitada por preço unitário, ou seja, por serviço executado, interferências como essa não estão previstas na licitação — já que deveriam ter sido detectadas pela análise geotécnica antes do início das obras. Nesse caso, a alternativa das empresas é solicitar um valor adicional ao contrato. Para o especialista na área Dickran Berberian, engenheiro geotécnico e professor da Universidade de Brasília (UnB), apesar da limitação, o problema pode ser facilmente contornado com sondagens feitas pelas próprias empresas. “Não há razão para paralisar, já que a cidade carece das melhorias. No entanto, a solicitação de um aditivo para solucionar o problema precisa ser rigorosamente fiscalizada”, pondera.
O subsecretário Marcelo Galimberti afirma que essa análise exige pelo menos três meses. “Há um esforço muito grande para dar celeridade ao processo, respeitando a legalidade. Mas é necessário que a população entenda que o que está sendo feito agora é o processo inverso. Vicente Pires nasce de cima para baixo, quando deveria ter sido o contrário”, diz Galimberti, se referindo à construção sem planejamento da cidade.
Com uma antecedência de mais de dois meses, Serrita já começa a se preparar para a realização de seus dois maiores eventos anuais: a Fenese – Feira de Negócios de Serrita, que acontece no mês de junho, em sua 8ª edição e a 49ª Missa do Vaqueiro, que se realiza em julho.
A Prefeitura de Serrita espera um número recorde de participantes e de turistas neste ano. Isso é o que esperam também os comerciantes, principalmente os proprietários de pousadas e restaurantes.
A Fenese conta com criadores de ovinos e caprinos de PE, CE, BA, PI e PB e se realiza no Centro de Atividades Econômicas (CAE), localizado às margens da PE-507.
Além das negociações principais, na Feira também se realizam palestras, cursos, seminários e shows musicais.
A grande atração turística de Serrita, no entanto, é a Missa do Vaqueiro que, no próximo ano, completará 50 anos. O evento acontece no Parque Estadual João Câncio, durante quatro dias e, no domingo, é celebrada a tradicional missa.
A expectativa da organização é de que, este ano, o evento alcance o número de 100 mil pessoas.
“A Missa do Vaqueiro é um evento que tem que ser visto por todos os pernambucanos, todos os nordestinos, todos os brasileiros. Ele mostra porque o homem do Sertão ‘é antes de tudo um forte’. É por causa da sua fé, que é muito bem demonstrada na missa que fecha esse grande evento do Sertão”, ressalta João da Água, que viveu e trabalhou durante muitos anos naquela região.
O prefeito Erivaldo Oliveira, falando sobre o evento, disse que este ano vai fazer o que for possível para ter a presença do governador Paulo Câmara no dia da missa. Segundo ele, “será um bom momento para eu mostrar para o nosso governador o quanto ele é querido pelos serritenses. Para mim, será uma oportunidade de mostrar que, quando eu recebi adversários políticos durante a campanha das eleições passadas estava no papel de um bom anfitrião, mas nosso lado é o lado do governador”.