Arquivos do mês março 2019

MARCELO MARANHÃO

Postado por Marcos Lima Mochila

 

 

Sempre atento às demandas das cidades de Pernambuco, depois de um fim de semana cheio de encontros com prefeitos de várias cidades do Estado, o deputado federal Fernando Monteiro intermediou, nesta segunda-feira (25), conversa entre o prefeito de Ribeirão, Marcello Maranhão, e o secretário de Educação do Estado, Fred Amâncio. Na pauta, a necessidade de melhorias em escolas da cidade da Zona da Mata Sul.

Entre os pleitos estão as reformas do Erem João Lopes de Siqueira Santos (Ceru), a Escola Padre Américo Novais (Epan) e a Escola Joaquim Nabuco. Como resultado, o secretário garantiu o envio de equipe técnica de engenharia à cidade para verificar as instalações e as necessidades de melhorias a serem garantidas pelo Governo do Estado.

Ainda no encontro, o prefeito Marcello Maranhão solicitou o apoio do deputado federal Fernando Monteiro junto à Superintendência da Caixa Econômica Federal para a liberação de recursos para a continuidade das obras de construção de 200 casas pelo programa Minha Casa Minha Vida, já iniciadas em Ribeirão.

A continuidade das obras é apontada como de extrema importância para a manutenção dos empregos de todos os envolvidos nas construções e para a manutenção do calendário de entrega das casas, já que as primeiras 100 unidades podem ser entregues em agosto próximo. O segundo lote deverá ser concluído no segundo semestre de 2020.  “Fernando Monteiro é uma pessoa comprometida com a nossa cidade e não mede esforços para que as benfeitorias cheguem”, afirma Marcello Maranhão.

O deputado federal lembra que o empenho para que os avanços ocorram contam com o comprometimento do governador Paulo Câmara e que continuará levando as demandas de Pernambuco para Brasília. “Esta é uma obrigação minha. Justo por isso, não canso de percorrer as cidades do meu Estado, presenciando a realidade de cada uma. Quem trabalha no gabinete não tem noção do que acontece fora dele. Tem que estar perto, conversando olho no olho, ouvindo mais que falando”, garante o deputado federal.

‘Israel Filho & Forró Beatles’, projeto do cantor pernambucano com o grupo ‘Hey John Beatles Cover’, mescla os ritmos para agradar aos fãs do rock e do forró

ISRAEL FILHO SHOW 1

Por: Germana Macambira / Folha PE

Postado por Marcos Lima Mochila

 

 

O rock que vira xote, que vira baião e que continua preservado por vocais, guitarras, baixos e baterias. Tal qual o forró que não se desprende do triângulo, da zabumba e da sanfona e permanece fiel às suas origens. Premissas idealizadas pelo cantor pernambucano Israel Filho, que tem 35 anos de trajetória artística, que se juntou ao grupo caruaruense “Hey John Beatles Cover” e colocou em prática o projeto “Israel Filho & Forró Beatles”, lançado no início deste ano.

São onze faixas que misturam em uma mesma sonoridade, por exemplo, a clássica composição de John Lennon, “Help” em meio à “Vida de Viajante”, de Luiz Gonzaga, o mesmo “Velho Lua” que lá pela década de 1970, com assinatura de Raul Seixas (“Raul Rock Seixas”, 1977), emprestou “Asa Branca” para ser alternada com “Blue Moon of Kentucky”, cantada por Elvis Presley, entre outros intérpretes.

“Há algum tempo guardo comigo esse desejo de trazer a mistura do forró ao rock, em especial o dos Beatles sem, no entanto, deixar de lado a originalidade dos dois ritmos. Encontramos os meninos do Hey John, que toparam o desafio e hoje estamos felizes com a receptividade do trabalho que, inicialmente, pode até causar estranheza, para logo depois unir fãs dos dois movimentos”, contou Israel, em conversa com a Folha de Pernambuco.

Formado por Helder Alcântara (Ringo Star/bateria), Roberto Liberato Filho (John Lennon/guitarra), Lucas Rezende (George Harrison/guitarra) e Jarbas Aquino (Paul McCartney/baixo), o grupo está na estrada há pelo menos oito anos e recebeu bem a ideia de fomentar o forró com a reprodução das músicas do quarteto de Liverpool.

“É um projeto novo, aceito pelo grupo e, principalmente, pelo público, surpreendido em pleno período junino de Caruaru, quando subimos ao palco com o Israel ano passado”, contou Helder. “Diretamente de Liverpool para Caruaru”, esbraveja o também caruarense Israel que, com o projeto, em paralelo à sua carreira de forrozeiro já consagrado, assume a responsabilidade de eternizar o ritmo nordestino ao rock emblemático dos Beatles, e vice-versa, é claro, com “Hey Jude” e “Esperando na Janela”; “Let It Be” e “Não Chore Mais”; “Imagine” e “Só o Amor Constroi”, entre as faixas do disco “Israel Filho & Forró Beatles”.

ISRAEL FILHO SHOW 2Na próxima semana tem show “Israel Filho & Forró Beatles”, em Piedade, Jaboatão dos Guararapes

Assista ao clipe do trabalho do músico pernambucano:

https://www.folhape.com.br/diversao/diversao/musica/2019/03/16/NWS,99054,71,581,DIVERSAO,2330-FORRO-ROCK-UNEM-CARUARU-LIVERPOOL-DISCO-ISRAEL-FILHO.aspx?utm_campaign=sprout&utm_content=1552740260&utm_medium=social&utm_source=facebook&fbclid=IwAR0OLMLaC_ikmcvhPp52iqbnsmZUHeHADjPF410HxNS7hJQUskc3OK1aXDA

Governo do Distrito Federal diz que despesas da Novacap se devem principalmente à prestação de serviços à comunidade, como o SOS-DF, um programa emergencial para recuperar as cidades, que estavam com sérios problemas de infraestrutura

Tratores expostos no lançamento do SOS DF: programa visa fazer reparos emergenciais, como recapeamento asfáltico (Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Tratores expostos no lançamento do SOS DF: programa visa fazer reparos emergenciais, como recapeamento asfáltico (Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Correio Braziliense

Postado por Marcos Lima Mochila

 

 

 

Dos R$ 8,2 milhões empenhados pelo GDF no primeiro trimestre de 2018 para o pagamento de passagens, diárias e gastos com locomoção, mais da metade (R$ 4,8 milhões) foram destinados a bancar fretes, locação de veículos e transportes de servidores para obras e projetos do governo, como o SOS DF. Os dados são do Portal da Transparência, que une sob o mesmo guarda-chuva tanto os valores despendidos para custear viagens quanto os destinados para a prestação de serviços.

Do valor total destinado a fretes, locação e transportes de servidores, apenas R$ 1,3 milhão foi efetivamente pago até agora. Isso porque os R$ 4,8 milhões se referem a valores empenhados, ou seja, podem ser previsão do que órgãos pretendem gastar com determinados setores ou se referir a contratos cuja efetivação dos serviços ainda está em andamento.

Órgão com maior valor na lista de despesas do tipo, de acordo com o Portal da Transparência, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) é um dos casos em que os gastos foram destinados primordialmente para o pagamento de fretes, locação de veículos e transporte dos servidores.

Em resposta à reportagem do Correio, o Palácio do Buriti destacou “o estado de abandono de todas as cidades do Distrito Federal que o atual governo encontrou foi o principal responsável pelas despesas de R$ 8,2 milhões, devidamente registradas no Portal da Transparência do GDF e que foram expostas em matéria deste jornal, na edição de ontem”. O programa de recuperação de equipamentos públicos e de ações emergenciais – o SOS-DF — realizou mais de 42 mil intervenções em todo o DF nos três primeiros meses da atual gestão.

Para o secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki, os dados que constam da reportagem apresentam uma leitura superficial dos dados do Portal da Transparência. “A Novacap lidera o volume de gastos exatamente pelo trabalho emergencial que estamos fazendo, recuperando uma cidade que estava inteiramente abandonada”, afirma.

Recuperação

Mesmo com toda dificuldade financeira — o governo passado deixou um passivo que supera os R$ 8 bilhões, segundo o Palácio do Buriti —, o GDF entendeu que era necessária uma ação de recuperação imediata das cidades. “Quando assumimos a cidade estava mergulhada no caos. Havia áreas impróprias para que as famílias pudessem ter um mínimo de dignidade. Só de lixo e entulho recolhemos o equivalente a 15 mil caminhões cheios”, diz o secretário.

O presidente da Novacap, Daclimar Castro, afirma que os R$ 2.428.635,00 investidos nestes dois primeiros meses de governo podem ser aferidos nas planilhas de custo da empresa. Foram usados nas obras que estão sendo feitas em toda a cidade e foram fundamentais para que o Distrito Federal batesse o recorde de produção de massa asfáltica usada para recuperar pistas e para asfaltar trechos em praticamente todo o DF, afirma no do GDF.

Somente em janeiro, foram produzidas mais de 5 mil toneladas do produto nas usinas da Novacap e do DER. “A Novacap é o órgão executor de praticamente todas as ações do Governo do Distrito Federal. Em paralelo às atividades realizadas de forma rotineira, a Novacap tem participação em mais de 70% das mais de 42 mil intervenções já efetuadas pelo Programa SOS DF. Para atender todo o Distrito Federal, a companhia contratou, nos três primeiros meses de 2019, 60 equipamentos (caminhões e máquinas) para atendimento das necessidades mais urgentes da população”, afirma o presidente.

Segundo Daclimar Castro, os veículos ficam à disposição das administrações regionais para operações de limpeza, remoção de entulhos, podas de árvores, operação tapa-buraco, remoção de invasões, além de apoio a órgãos do GDF. “Os valores empenhados e executado dizem respeito exclusivamente a atividades realizadas no Distrito Federal, não havendo despesas de viagens”.

Locação

Os contratos de locação englobam mão de obra, manutenção corretiva e preventiva, e nos contratos da patrulha mecanizada, o combustível também é por conta da contratada. “A locação representa uma grande economia em manutenção, tributos trabalhistas e previdenciários e na própria disponibilização do equipamento, pois em caso de quebra, a contratada tem que substituir em 24h, o que é impossível com a frota própria”, afirma.

De acordo com o GDF, a Novacap dispõe de 118 veículos, 35 máquinas e equipamentos, e 18 carros leves, com uma idade média da frota de caminhões e máquinas superior a 20 anos de uso. Ainda assim, os veículos fazem os mais variados serviços. Desde a desobstrução de redes de águas pluviais, tapa-buracos, jardinagem, recuperação de estradas rurais, podas e cortes de árvores, recuperação de estruturas prediais, transportes de materiais diversos, suporte em ações da Agefis, Seops, Adasa e outros.

Estadias

Os números também revelam que foram gastos R$ 7.737,03 em uma viagem da secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, a Portugal. Foi uma viagem de trabalho, ressalta Novacki, e que rendeu frutos à sociedade não apenas de Brasília, mas de todos os estados do Centro-Oeste, uma vez que os destinos do sistema stopover, que oferece uma estada maior ao turista, vai alcançar o Pantanal, o Jalapão, em Tocantins, e cidades históricas de Goiás, por exemplo.

“Em momento nenhum foi informado que o governador Ibaneis Rocha arcou com as próprias despesas e de seu pessoal de gabinete. Não houve qualquer custo para o erário, embora ele estivesse trabalhando pela economia do DF e da região”, reagiu o chefe da Casa Civil.

A secretária Vanessa Mendonça afirma que o acordo fechado com a empresa aérea TAP vai beneficiar muitos destinos próximos. “Queremos que os turistas de Brasília também visitem as belezas naturais de outras cidades próximas. Além das atrações arquitetônicas, cívicas, gastronômicas e ecológicas que oferecemos, a nossa capital está rodeada de lugares históricos e com belezas naturais que encantam os europeus que têm, por característica, viajar para vivenciar novas experiências e culturas”, afirmou, depois de se reunir com prefeitos de cidades vizinhas.

Eumar Novacki, secretário
Eumar Novacki, chefe da Casa Civil (DF)

Novacki destaca que não há espaço para desperdício no governo. “O exemplo vem do governador, que usa o próprio carro, paga o combustível e continua morando em sua casa, dispensando o aparato e as mordomias palacianas. Tudo é feito para ter mais eficiência, este é o espírito do governo nesses primeiros dias e que será mantido em todo o mandato”, afirma.

O chefe da Casa Civil ainda lembra que há uma redução de 30% no número de cargos comissionados, além de contratos que estão sendo revistos para otimizar os gastos e “evitar desperdícios e do esforço que estamos fazendo para incrementar a economia da cidade, trazendo novas empresas, ampliando a participação de outras e criando áreas de desenvolvimento”, acrescenta o secretário.

Eumar Novacki, secretário-chefe da Casa Civil DF

Resumo

Quantidade de intervenções efetuadas pelo Programa SOS DF: 42 mil

Número de equipamentos (caminhões e máquinas) locados pela Novacap para atendimentos urgentes: 60

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O presidente da Amupe e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, participa em Santiago, capital do Chile, do Congresso Latino Americano de Autoridades Locais, nos dias 26 a 29/0. Com ele vai também um grupo de prefeitos pernambucanos: Débora Almeida, de São Bento do Uma; João Batista, de Triunfo – diretores da Amupe – ; Edison Tavares, de Toritama; João Tenório, de São Joaquim do Monte; e Emmanuel Fernandes de Custódia, além dos assessores José Mário de Barros Falcão e Ana Nery dos Santos. Ao mesmo tempo, os prefeitos irão defender a realização do próximo Congresso em 2020, para que ele seja no Brasil e mais precisamente no Recife.

José Patriota e Débora Almeida serão palestrantes em duas mesas de debates. Eles irão mostrar as suas experiências e boas práticas realizadas em seus municípios, que são fundamentais para que sejam socializadas e ultrapassem as fronteiras.

O Congresso do Chile tem por objetivo o Desenvolvimento Sustentável ( ODS). O propósito é construir uma agenda de trabalho dos governos locais para os próximos 10 anos. A coordenação do encontro visa orientar e disseminar entre os prefeitos a cuidar da sustentabilidade do planeta no combate aos efeitos do câmbio climático.

Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) propõe uma ação mundial coordenada entre os governos, as empresas, a academia e a sociedade civil para alcançar os 17 ODS e suas 169 metas, de forma a erradicar a pobreza e promover vida digna para todos dentro dos limites do planeta. O presidente da Amupe, José Patriota é coordenador nacional dos ODS, no trabalho que a CNM e Amupe vem realizando.

Tiro de misericórdia
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Por Arthur Cunha
Em governo, nada não está tão ruim que não possa piorar. Depois de ver sua popularidade derreter em tempo recorde – é o presidente com aprovação mais baixa no início do primeiro mandato -, Jair Bolsonaro pode levar um tiro de misericórdia já no próximo dia ‪30 de março‬, caso estoure outra greve dos caminhoneiros. Isso mesmo, meus amigos. Chamem do que quiserem: inferno astral, karma, Lei de Murphy ou macumba. O fato é que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, que tem, entre outras missões, a de antecipar crises, está monitorando uma articulação via WhatsApp que pode culminar em uma nova paralisação, segundo relatou o Estadão.

Os líderes do movimento argumentam que os principais pontos do acordo que o Governo Temer assumiu com a categoria no ano passado não foram cumpridos. O que ensejaria uma nova greve, daquelas capazes de parar o País e levar o caos novamente aos brasileiros. O que Bolsonaro tem a ver com isso? Tudo! Mesmo não tendo criado o problema – está no cargo há apenas três meses -, o presidente terá de administrá-lo. Mais uma crise pode cair no colo do mandatário cujo desgaste só aumenta.

Como ponto positivo, o Estadão informa que os primeiros relatórios dão conta de que o movimento não tem a mesma força do ocorrido em 2018. Mas há sempre o temor de que os caminhoneiros possam se fortalecer, fazendo a eventual greve ganhar corpo ao ponto de tornar-se irreversível. E a oposição ao presidente (leia-se, sobretudo, PT e os movimentos sociais ligados ao petismo), em uma postura antidemocrática, certamente, vai estimular a paralisação nos bastidores, acirrando ainda mais os ânimos. É, inclusive, parte da estratégia deles.

Junte-se a esse cenário a incapacidade do atual governo de negociar em situações tensas, como temos visto diariamente nas polêmicas envolvendo a reforma da Previdência e o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Com habilidade zero para defender seus pontos de vista, e a disposição gigantesca para brigar e destratar os outros que Bolsonaro e seus filhos apresentam, não precisa ser médium para antever o desastre que esse episódio pode gerar. Vamos torcer para que Deus ilumine a consciência dos caminhoneiros e se chegue a um posicionamento favorável a todos. Se depender das nossas autoridades, já era!
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Carluxo desmascarado – Alguém, por favor, interdite o 02 do presidente. Carluxo desmascarado no Twitter ao postar, no perfil do pai, uma foto e um texto que deveriam ir para o seu próprio perfil. Logo depois de fazer a besteira, o vereador apagou a postagem e a publicou no seu perfil. Tarde demais, já tinham dado print – a internet não perdoa! Esse jovem merece um estudo. É um descontrolado que não faz ideia do mal que está causando ao governo. Vou lançar a campanha aqui: interditem o Carluxo!

Melhor para Maia – Na guerra contra Sérgio Moro, Rodrigo Maia parece estar levando a melhor. Depois de brigar com o ministro da Justiça, que queria velocidade na tramitação do seu pacote anticrime, o presidente da Câmara fez beicinho e ameaçou abandonar a articulação para aprovar a reforma da Previdência na Casa. A turma do deixa disso entrou em cena. Maia já recebeu apoio somente de Paulo Guedes, Flávio Bolsonaro e Janaina Paschoal. Só falta, agora, o guru Olavo de Carvalho sair em defesa do democrata.

João, Marília e Humberto – Humberto Costa e Marília Arraes são alguns dos nomes confirmados na audiência pública a ser comandada pelo vereador João da Costa, marcada para hoje, às 9h, com o objetivo de discutir a Reforma da Previdência. O senador e a deputada aceitaram o convite para participar do evento, que será no Plenarinho da Câmara do Recife. O presidente da CUT-PE, Paulo Rocha, e o especialista em Previdência Social, Francisco Alexandre, também marcarão presenças.
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Pague meu dinheiro! – Vamos torcer para que o prefeito de Camaragibe, Demóstenes Meira, pelo menos mande pagar o salário atrasado dos contratados da prefeitura que estão sem receber, segundo eles, há dois meses – médicos, enfermeiros, dentistas e técnicos de enfermagem. Este blog antecipou que Meira estava em uma temporada de férias com a noiva, Taty Dantas, e outros familiares-secretários nos Estados Unidos. Enquanto o prefeito curte um descanso, os profissionais atrasam os boletos porque estão trabalhando sem receber.

Drops

VOTO DE APLAUSO – O Plenário da Alepe aprovou, por unanimidade, voto de aplauso formulado pelo deputado Sivaldo Albino ao prefeito do Recife, Geraldo Julio, pela implantação do terceiro Laboratório de Ciência e Tecnologia do projeto Escola do Futuro, na unidade de ensino Doutor Rodolfo Aureliano, na Várzea – a iniciativa tornou-se uma referência nacional no segmento.

REIVINDICAÇÕES – A deputada estadual Fabíola Cabral esteve no Cabo para participar da entrega de algumas ruas e repassar novidades ao povo. Por meio de duas Indicações já publicadas no DO, a parlamentar enviou apelos ao governo: um para providenciar iluminação na PE–60, em determinado trecho; e outro para realizar a manutenção da passarela sob a mesma rodovia.

APOIO – O prefeito de Aliança, Xisto Freitas, anunciou o seu apoio ao presidente da Alepe, Eriberto Medeiros, para deputado estadual. Xisto esteve reunido com o parlamentar e o ex-deputado estadual José Humberto Cavalcanti (presidente estadual do PTB). Na ocasião, declarou que, a partir de agora, integra o grupo político de Eriberto.

Uma dúvida: E Aécio?

 

INICIATIVA – Deputados Wanderson Florêncio e Sivaldo Albino participaram de passeio que marcou encerramento de comemorações pelo Dia Mundial da Água. Foto: Sabrina Nóbrega
INICIATIVA – Deputados Wanderson Florêncio e Sivaldo Albino participaram de passeio que marcou encerramento de comemorações pelo Dia Mundial da Água (Foto: Sabrina Nóbrega)

Postado por Marcos Lima Mochila

 

 

Na manhã de sexta (22), parlamentares da Comissão de Meio Ambiente, ativistas, pescadores e estudantes participaram de uma travessia pelo Rio Capibaribe, no Recife. A iniciativa, promovida pelo colegiado em parceria com a ONG Recapibaribe, ocorreu na data em que se comemora o Dia Mundial da Água (22 de março). A iniciativa marcou o encerramento das atividades realizadas pela Comissão, durante toda a semana, com o objetivo de chamar atenção das pessoas sobre o uso consciente do recurso natural.

A bordo de barcos de pescadores voluntários, alunos e professores da Escola Municipal Elizabeth Sales Coutinho Barros, representantes da ONG e os deputados Wanderson Florêncio (PSC) e Sivaldo Albino (PSB) puderam observar o acúmulo de lixo nas margens e nas águas do Capibaribe, a poluição causada por esgotos irregulares e a situação precária dos moradores de palafitas. A travessia, que começou na sede da Recapibaribe, em Casa Forte, terminou na Rua da Aurora, bairro da Boa Vista, em frente à Assembleia Legislativa.

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De acordo com a fundadora e coordenadora da ONG que atua nas áreas de preservação e educação ambiental, Socorro Cantanhede, o objetivo é alertar os gestores públicos para a necessidade de cuidar melhor do rio. “Hoje a gente está encerrando a ação no Dia Mundial da Água, despertando a cidade e os gestores municipais e estaduais para a questão do meio ambiente e, principalmente, para a situação em que se encontra o Capibaribe, que corta todo o município. O rio pernambucano nasce em Poção e passa por 42 cidades até chegar ao Oceano Atlântico.”

Para a estudante Miliane Araújo, de 11 anos, a poluição pode ser reduzida desde que as pessoas se mobilizem para isso. “Eu acredito que a água poderia ser mais clara, poderia ser mais limpa, e só depende de nós mesmos. Precisamos comunicar isso a todo o mundo.”

PROBLEMAS – Lixo e poluição causada por esgotos irregulares foram observados ao longo do percurso (Foto: Sabrina Nóbrega)
PROBLEMAS – Lixo e poluição causada por esgotos irregulares foram observados ao longo do percurso (Foto: Sabrina Nóbrega)

De acordo com o presidente da Comissão de Meio Ambiente, Wanderson Florêncio, a iniciativa simboliza o encontro dos parlamentares com a população. “Esse é o trabalho do Legislativo. Atuamos durante toda a semana com o objetivo de debater os problemas e procurar soluções para melhor preservar o ambiente em que vivemos. Finalizamos com a Assembleia saindo da Casa, do Palácio Joaquim Nabuco, e indo ao encontro das pessoas.” A programação, realizada pelo colegiado, também contou com exposição fotográfica, palestra educativa e audiência pública sobre o acesso à água e a situação das barragens em Pernambuco.

IBANEIS SOS SAÚDE 1

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, criticou a decisão de Sergio Moro de transferir Marcola para um presídio de segurança máxima de Brasília.

“Já pedi à procuradoria para preparar uma ação judicial, com base na lei de segurança nacional. Essa atitude do ministro Moro demonstra que ele não conhece nada de segurança, realmente”, afirmou neste sábado, durante visita ao evento “SOS DF Justiça”.

“Você não pode trazer um criminoso desse quilate, um criminoso que arrasta com ele todo crime organizado. E olha que nós estamos fazendo nossa parte. Vocês viram ontem pela manhã. Nós prendemos sete integrantes do PCC aqui no Distrito Federal”.

O prefeito betaniense fez jus à premiação pela excelente gestão que empreende no município do sertão pernambucano

MÁRIO FLOR PREF DE BETÂNIA 1

Por Marcos Lima Mochila

 

 

Mário Gomes Flôr Filho (PTB), 53 anos, prefeito de Betânia, é mais um prefeito pernambucano indicado para receber o Prêmio Destaque TOTAL 2015. A equipe da Revista TOTAL, que já está ultimando a relação dos agraciados, incluiu Mário Flôr pela excelente administração que ele vem realizando em Betânia.

Os critérios usados para essas indicações são o somatório dos pontos de vários itens analisados pela equipe, tais como, Educação, Saúde, Segurança, Realização de Obras e outros, num total de 10.

O prefeito de Betânia conseguiu se sobressair em todos eles.

Para quem conhecia o município antes de Mário ser eleito e assumir a prefeitura, fica realmente surpreso com a grande mudança conseguida em pouco mais de dois anos. Afinal de contas, o prefeito conseguiu, nesse período, equilibrar as finanças públicas, realizar diversas obras importantes e realizar ações de grande importância para a população.

MÁRIO FLOR PREF DE BETÂNIA REUNIÃO XI GERESAo assumir a Prefeitura, em janeiro de 2017, o novo gestor firmou o compromisso, para si mesmo, de mudar a situação do município. Com coragem e determinação, começando a trabalhar bem cedo, sem estipular horário de parar, o prefeito montou uma equipe também capacitada, em todos os setores,  colocou a casa em ordem, solucionando problemas de salários do funcionalismo atrasados, vários débitos com fornecedores, inclusive a Celpe e a Compesa, além de iniciar a realização de obras por toda a cidade.

“O pior momento, que foi quando assumimos e encontramos a cidade com diversos problemas, nós conseguimos transpor e já deu para fazer alguma coisa. O próximo passo, nesses dois anos vindouros, é investir na reestruturação da cidade, com obras importantes e necessárias, voltando o foco também para a Saúde e a Educação, para que a população betaniense tenha uma melhor qualidade de vida”, promete o prefeito Mário Flôr.

No próximo dia 10/4, portanto, o prefeito de Betânia estará recebendo, juntamente com outras personalidades de diversos segmentos e estados, o merecido Prêmio Destaque TOTAL, em evento que será realizado em Brasília (DF).

RAIMUNDO

ENTREVISTA

Por Christiane Brito

Postado por Marcos Lima Mochila

 

 

“Costumo dizer que o regime militar não fez nada de bom para o Brasil, mas me pôs em outro rumo” – foi com este comentário que o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira resumiu a trajetória que, nos anos 1960, fez dele o decano do jornalismo político e da imprensa alternativa no Brasil. Em 1968 ele trabalhou na primeira edição da revista Veja e, apesar da censura, com apoio de colegas como Mino Carta, escreveu matérias de denúncia histórica. Com isto deu vazão a uma ousadia que até hoje define o seu jornalismo. Aos 78 anos há idealismo de sobra!

Nesta conversa franca e bem-humorada, Raimundo fez um mergulho nesse passado que já se mede em cinco décadas. Contou suas primeiras ações, que podem ser entendidas como de enfrentamento à “autoridade” – e aos que a encarnam mais visivelmente: os militares.

Leia aqui os principais trechos de suas falas.

Em janeiro de 1965 trabalhei na revista Médico Moderno como jornalista profissional e, depois, na revista Máquinas e Metais, da Editora Abril. Em Máquinas e Metais tinha um sujeito do Partidão, que estava com o controle de O Dia, um jornal do Adhemar de Barros que o Chagas Freitas acabou tomando um pedaço. Só sei que estava abandonado. Íamos, o Paulo Canabrava e eu, para o Bom Retiro e fazíamos o jornal, que era diário, com um bando de telegramas. Aí fui começando a achar que o jornalismo podia ser minha profissão. Tanto Médico Moderno quanto Máquinas e Metais pagavam bem, e logo em seguida me registrei como jornalista profissional. Fui me dando bem, mas ainda meio fora desse trilho da esquerda.

Numa certa altura, com o Zé Arantes, pela influência que tinha com o Zé Dirceu, no movimento estudantil, fizemos um semanário para a Filosofia, um semanário popular, acho que foram só sete números, chamado O Amanhã. Fui o chefe de redação, tinha uma equipe de pesquisa que era o hoje historiador Ricardo Maranhão e seus maranhetes, que faziam suplementos dizendo assim: a Bolívia mostra o caminho; tinha matérias sobre luta armada na América Latina ou os golpes no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Tínhamos um repórter que cobria o movimento sindical e nos fazia matérias meio clandestinamente. O Amanhã foi um jornal de sucesso, vendia em bancas de São Paulo sete mil exemplares. Foi um jornal de estudantes feito para o grande público. A Carta Capital não vende isso hoje.

O jornal durou até que a repressão caiu em cima. Foram na gráfica, fizeram ameaças e o pessoal suspendeu o jornal. Nessa turma tinha – a gente fazia junto com o pessoal do Tusp, na rua Hadock Lobo – o Tonico Ferreira (Antonio Carlos Ferreira), que depois foi secretário do Opinião e do Movimento, ficou com a gente durante muitos anos; o Bernardo Kucinski, que fazia Física comigo, também foi escrever nesse jornal, tinha um bando de gente… nunca acompanhei muito bem, mas tinha uma polêmica entre AP (Ação Popular), PCB, esses dissidentes tinham uma briga entre eles.

Em 1967 fui para a Folha da Tarde. Havia um ascenso no movimento estudantil e no movimento de massas contra a ditadura – têm até livros sobre o que foi a Folha da Tarde, que formou uma redação de esquerda, trouxe para dirigir o Miranda Jordão, que tinha sido diretor da Última Hora no Rio, com um redator chefe da turma dele. Eu era o editor de texto. Estavam também o Chico Caruso, o Paulo Caruso, o Tonico Ferreira e o Frei Betto, que era o chefe de reportagem. Foi um jornal que, naquelas brigas estudantis, estava do lado do povo da Maria Antônia. Não me lembro quanto durou, mas não foi muito, foi um período curto. O quadro estava se aproximando de 1968 e, em certa altura, o Frias (empresário Octávio Frias de Oliveira, dono da Folha de S.Paulo) entregou o jornal para a repressão. Toda a redação, e o jornal passou ser o jornal que prende um cara, tortura e publica o depoimento dele. Realmente um horror. Tive amigos que ficaram no jornal, e disseram que os caras entravam armados na redação, punham o revólver na gaveta… o Frias se mudou para um bunker dentro da Folha, com medo, e aí entregou o jornal para aplacar a repressão.

Me aproximei do pessoal da revista Realidade por causa do trabalho junto ao movimento estudantil. Alguém mostrou para o Paulo Patarra, que era o diretor de redação da Realidade. Fiz dois textos como freelancer, um em que me saí mal. O Miltainho (Milton Severiano da Silva) leu o texto e disse: “Que pena, você é tão amigo nosso!”. Foi um fracasso! O Miltainho foi um dos grandes copidesques. Ele, o Sergio de Souza e o Otoniel (dos Santos Pereira) foram os três maiores copidesques que já conheci na história do Brasil.

Fiz um segundo freelancer com o (Carlos Alberto) Azevedo. Ele chefiou uma equipe de reportagem para documentar a prostituição no Brasil. E fui para a zona de Bauru, que era famosa, frequentada inclusive pelo Adhemar de Barros. Fui o repórter e a Cláudia Andujar a fotógrafa. Fizemos uma boa matéria, recebida com aplausos, e eu achei um caminho para entrar naquela turma.

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1968, revista Veja: denúncia da tortura

Com meu currículo – tinha quinto ano de Engenharia e diploma de Física –, entrei na primeira equipe da revista Veja para fazer Ciências. E tive sorte. Virei um jornalista profissional e político por acidente, um conjunto de acidentes.

A revista Veja saiu vendendo setecentos mil no primeiro número, e menos de um ano depois vendia apenas quinze mil por semana. Foi um fracasso rotundo. E, buscando fórmulas na editoria de Ciências, com o Roberto Pereira, inventamos um fascículo para sair em dez semanas e o último ser a descida do homem na Lua. Fomos contando a história, resultou num livro, bem ilustrado, bonito, bem feito, que conta a disputa entre russos e americanos, os foguetes etc. O povo esperava o negócio da Lua, e foi crescendo, ajudou a revista a vender, sair do buraco. E me deu certa fama. Sempre ali com o Mino (Carta) fechando. Acabou que fui, não para a Lua, mas para os EUA. No Cabo Canaveral, entrevistei o (Werner) Von Braun no Alabama, fui ver os astronautas que ficaram por aqui.

Ao voltar o (presidente general Artur da) Costa e Silva tinha tido um derrame cerebral, isso já em agosto de 1969, e não tinha sucessor – quem escolhia era quem saía e ele saiu por um derrame cerebral. E aí foi uma quizumba. Os milicos sem saber o que fazer. Surgiram três candidaturas. O Mino me chamou e disse: monta uma equipe de reportagem e vai cobrir. A gente não tinha percebido, mas não tinha censura, os milicos estavam brigando entre si. Então fizemos três grupos. Um para acompanhar a candidatura do (general) Albuquerque Lima, outro que acompanhava a candidatura do (general) Médici, que era o Dirceu Brizola, e outro que acompanhava a candidatura do (general) Geisel, que era o Élio Gaspari. Todos excelentes repórteres. A gente ia segunda-feira para o Rio, voltava na sexta e fazíamos uma reunião. Eu distribuía os ganchos, escrevia. Foi uma cobertura melhor do que as coberturas de Veja recentes sobre sucessão presidencial porque foi sem censura. A venda da revista começou a subir em banca e nossa fama aumentando. Para se ter uma ideia, o Élio, do conhecimento da turma do Golbery (do Couto e Silva), acabou herdando seus arquivos, e fez sua fantástica história da ditadura, com documentos – e agora vai divulgar os áudios nas edições futuras. Foi uma coisa espetacular.

RAIMUNDO 2

Mais espetacular ainda foi o episódio seguinte. As pessoas não acreditam! A grande matéria sobre torturas no regime militar foi feita no governo Médici, em dezembro de 1969. Ele tomou posse e, logo nas primeiras semanas, o Dirceu, que tinha coberto aquilo, se tornou pessoa completamente grata dentro do Palácio, onde ouviu de um assessor: “O Médici disse que não vai admitir tortura”. Ele me ligou, eu falei para o Mino, que disse: “Vamos fazer uma capa”, que teve como manchete aquela frase: “O presidente não admite torturas”. A imagem usada foi uma foto da Praça dos Três Poderes (Veja, 3 de dezembro de 1969). Com aquela revista, um dos nossos repórteres chegou para o ministro da Justiça e disse: “Olha, o presidente disse que não admite tortura. O que o senhor vai fazer?”. Ele respondeu “vou apurar”. O ministro da Justiça disse que vai apurar as torturas. Então saímos para apurar. A Veja fez um dossiê de todo o Brasil com casos de tortura. Eu peguei um texto do Raymundo Faoro para abrir a matéria, ficou uma maravilha. Essa edição tem na capa a imagem da tortura medieval. E conta grandes histórias de tortura (Veja, 10 de dezembro de 1969). O presidente da Editora Abril, Victor Civita, mandou-a para o governo para mostrar que nosso empenho era ajudar a apurar a tortura. E para livrar o dele também…

A censura era feita por meio de avisos, o censor ligava para a redação da Folha, O Globo, para os grandes jornais… a história de que a Veja ia apurar a tortura correu ao longo da semana. Quando chegou sexta-feira o censor ainda não tinha avisado a Veja. O Mino mandou desligar os telefones da redação. Você vê, você luta com todos os recursos – o Mino desligou os telefones da redação, que trabalhou todo o fechamento sem ouvir… porque se ouve, avisam a redação, avisam a empresa, e você não podia fazer… Foi nosso momento de glória.

Mas existiam outros problemas também. O repórter dessas grandes revistas sempre adquire uma relação de proximidade com essas grandes figuras, e eu tinha uma relação com o João Paulo dos Reis Veloso (ministro do Planejamento) que, não sei o porquê, me considerava amigo dele, e fiz uma falseta com ele, das piores. Eu o entrevistava no Rio. Tinha uma briga de foice no governo entre ele e o Delfim (Netto). Ele tinha feito o II PND, e tinha saído uns números do IBGE que divergiam dos números que tinham lá e, na minha frente, com a caneta, corrigiu aquilo. Eu traiçoeiramente fiz uma ilustração que dizia: o PIB foi de tanto a tanto em 5 minutos. E o Mino fez uma capa detonando com ele. Era um shazam, por baixo do pano tinha uma grande briga. Ele ia se lascar… e a matéria contava. Na redação, um dos editores de economia era o Aloizio Biondi, uma pessoa do bem, era um “anti-delfim”, e ele não gostou: a matéria do jeito que estava era “anti-veloso”. Ele ficou puto e exigiu que a revista publicasse sua carta abrindo a seção de Brasil. Isso deu fofocas. Tinha uma turma que achava que eu era muito esquerdista, chegaram até a inventar que eu tramava contra o Mino para pegar o lugar dele. Tudo sem o menor fundamento.

Minha saída se deu pela seguinte razão – e não pelas fofocas: na biografia do Mino, chamada Castelo de Âmbar, que é um roman à clef, os personagens estão disfarçados; nele apareço como Severino, com a história de que tinha uma trama, feita pelo Severino (o Mino diz que não acreditava que eu estivesse na trama, mas nessa turma de amigos dele tinha um secretário de redação que era de uma corrente muito reformista, não gostava de mim, acho que foi ele que plantou essa história contra mim). O fato é que teve uma discussão entre nós, o Mino e eu, e eu disse: “Posso fazer várias autocríticas, vou lá e o entrevisto, ele diz o que quiser, e publico, sem problemas. Mas abrir minha seção com a carta dele não pode, desmoraliza a revista e a mim”. Fui então transferido para a editoria de Cultura, fizemos algumas edições, fizemos umas coisas até boas, fiquei amigo de alguns caras dessa área – o Tárik de Souza, o Leo Gilson Ribeiro. E aí houve uma condição para eu ser demitido, pedi para o Mino me demitir, me deu uma bolada, comprei a casa da Freguesia do Ó…

Cobrir a inauguração da Transamazônica

Saí da Veja, mas continuei fazendo algumas matérias para a revista, fui à inauguração da Transamazônica, mantive o diálogo com o Mino, apesar das nossas diferenças. Dizem que o Roberto Civita, em sua biografia, fala bem de mim (não tem por que falar mal, fui um bom funcionário). O Mino me mandou cobrir para a Veja a inauguração da Transamazônica. Andei por lá, fiz uma matéria grande sobre a Amazônia, o Hamiltinho estava por lá, e nos reunimos para propor uma pauta especial para a Realidade sobre a Amazônia. Um projeto incrível, conseguimos grande apoio da editora, ficamos meio ano, seis repórteres, na Amazônia, quatro ou cinco grandes fotógrafos, a Cláudia Andujar, que descobriu os ianomâmi (a foto de capa é um ianomâmi), tem belíssimas fotos. O Azevedo, que já estava na clandestinidade, fez um ensaio sobre os índios nessa edição e nós fizemos uma investigação sobre os estrangeiros na Amazônia. Era meio irônica, mas muito interessante. Fomos a todos os lugares, à Serra dos Carajás, onde a US Stell teve uma enorme concessão, e depois teve de negociar com o governo, tinha a bauxita do Pará, fomos nos tais missionários, fizemos uma reportagem belíssima.

Entre os fotógrafos estavam a Cláudia Andujar, o Jorge Love, que fez imagens da Amazônia de cima, aquelas fotos grandes, de árvores, uma trepadeira gigante, uma coisa muito bonita mesmo. A revista foi para as bancas em outubro de 1971 e vendeu, em uma semana, trezentos mil exemplares. Foi uma coisa impressionante. A partir dela surgiu a edição Nossas Cidades, também da Realidade, que foi para as bancas em março de 1972. Também muito bonita, e que muita gente tem até hoje.

RAIMUNDO 3Anos 1970 – Reflexões que desbravam outros caminhos

Com a reflexão sobre as contradições da história do Brasil, Raimundo começa a contar o início de sua própria história – de como começou a ser construído seu legado como decano da imprensa alternativa, democrática e de esquerda no Brasil. É a história dos jornais Opinião (1972) e Movimento (1975) que, fora do foco de interesse deste perfil (o ano de 1968), deixa duas grandes lições, aprendidas com certeza nas lutas democráticas dos anos 1960, acentuadas sobretudo desde 1968.

A primeira lição é a da tolerância – O Opinião, do qual foi editor, tinha um dono, o empresário e político nacionalista Fernando Gasparian (1930-2006), com o qual se desentendeu sobre a maneira de avaliar a política de abertura “lenta, gradual e segura” do general Ernesto Geisel na Presidência da República e, por isto, acabou sendo demitido do Opinião. Mesmo assim manteve relações cordiais com Gasparian, que contribuiu para o próximo projeto de Raimundo, o jornal Movimento, que partilhou em seu conselho editorial muitos dos nomes que figuravam em igual conselho em Opinião.

RAIMUNDO 4A outra lição é o empreendedorismo que mobiliza, entre jornalistas, intelectuais e democratas, os recursos para levar adiante projetos como o do jornal Movimento, um jornal de jornalistas, mantido por uma verdadeira cooperativa formada por cotistas, em todo o Brasil, convencidos da necessidade de um jornal independente que, mesmo submetido à censura desde seu número zero, fosse o altivo e indomado veículo da resistência democrática contra a ditadura.

Receita que hoje, 2018, quase cinquenta anos depois, Raimundo põe mais uma vez em prática para, com o mesmo programa democrático, patriótico e de defesa da elevação do padrão de vida dos trabalhadores, relança a ideia de uma nova publicação em defesa da democracia e por um mundo mais justo. Trajetória que teve início na já distante década de 1960, mas que ele não parou; continua adiante sonhando o mesmo sonho nascido em 1968.

Durante o encontro, realizado nesta sexta (22), no Palácio do Campo das Princesas, foram discutidas atuais e futuras parcerias

PC RECEBE PRES DA CAIXA 2

Postado por Marcos Lima Mochila

 

 

PC RECEBE PRES DA CAIXAO governador Paulo Câmara recebeu, nesta sexta-feira (22.03), o presidente nacional da Caixa Econômica Federal, Pedro Duarte Guimarães, no Palácio do Campo das Princesas. Na visita, de caráter institucional, eles discutiram parcerias vigentes e futuras.

Atualmente, a Caixa atua junto com o Governo do Estado nas áreas de Habitação e Mobilidade, além de questões de abastecimento de água e obras de saneamento.

“A Caixa é, há muito tempo, um grande parceiro do Estado de Pernambuco. Nós temos obras importantes em áreas necessárias e fundamentais para a melhoria de qualidade de vida do povo. Então, essa aproximação cada vez maior, em um período em que precisamos gerar emprego e fazer o investimento acontecer, é fundamental”, avaliou Paulo Câmara, afirmando que pretende continuar contando com o apoio da entidade como indutora do desenvolvimento do Estado.

“Sabemos que com essa afinidade na busca de geração de emprego e renda e do destravamento da burocracia, que é tão importante para PC RECEBE PRES DA CAIXA 1que o investimento aconteça, vamos conseguir ajudar o Brasil a crescer e fazer Pernambuco melhor, mais inclusivo e menos desigual, para que as oportunidades cheguem a todos”, completou o governador.

O presidente da Caixa considerou o encontro positivo e adiantou que a relação com o Governo de Pernambuco seguirá adiante. “A reunião foi excelente. Já somos parceiros, por exemplo, em infraestrutura e em questões de habitação. Mas vamos estar juntos em muitas outras operações estratégicas”, concluiu Pedro Guimarães.

Fotos: Heudes Régis/SEI

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