Arquivos do mês novembro 2018

Antes dele, uma comitiva chinesa – composta pelo embaixador Li Jinzhang e pelo ministro Song Yang -, também visitou o presidente eleito
O embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini na saída do condomínio após encontro com o presidente eleito, Jaír Bolsonaro.
O embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini na saída do condomínio após encontro com o presidente eleito, Jaír Bolsonaro.
Por Estadão Conteúdo

O embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, visitou o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) na manhã desta segunda-feira, 5, para tratar do futuro da relação entre os dois países e discutir a situação do ativista italiano Cesare Battisti, condenado no país europeu por terrorismo. Bernardini deixou o condomínio onde Bolsonaro mora, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, demonstrando satisfação pelo encontro.

“O caso Battisti é muito claro. A Itália está pedindo a extradição do Battisti, o caso agora está sendo discutindo no Supremo Tribunal Federal e esperamos que o Supremo tome uma decisão no tempo mais curto possível”, disse Bernardini.

 

O embaixador não quis antecipar se Bolsonaro fez alguma promessa sobre o caso, mas destacou que o presidente eleito “tem ideias muito claras sobre Battisti”. Bolsonaro já declarou que pretende autorizar a extradição do italiano.

Segundo Antonio Bernardini, o encontro também serviu para reafirmar as boas relações entre os dois países. “Temos uma presença no Brasil que é histórica. É claro que estamos olhando para o futuro para aumentar a presença italiana no Brasil”, afirmou o embaixador.EMBAIXADOR LI

Antes dele, uma comitiva chinesa – composta pelo embaixador Li Jinzhang, pelo ministro Song Yang, pelo ministro conselheiro Qu Yuhui e pela tradutora Liu Xiyuan -, também visitou Bolsonaro. O grupo saiu sem dar declarações.

Li Jinzhang, inclusive, já expôs que as autoridades chinesas “têm toda a vontade” de buscar com as autoridades brasileiras uma solução para diminuir ou eliminar as sobretaxas a produtos brasileiros, como a carne de frango e o açúcar. “Essa é uma questão técnica. Precisa de negociação conjunta entre os órgãos relacionados e especialistas para encontrar uma solução adequada”, acrescentou Li.

 

Chamado ‘Muda de Verdade’, o portal está no ar, mas ainda não tem publicações
Novo site trará informações oficiais da transição Foto: PSL/Reprodução
Novo site trará informações oficiais da transição Foto: PSL/Reprodução

 

 

O PSL criou um site para informar sobre as decisões oficiais que serão tomadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro durante o governo de transição. Intitulado “Muda de Verdade”, o portal está no ar, mas ainda não tem publicações. As decisões de Bolsonaro começarão a ser veiculadas no site a partir da próxima semana, quando a equipe de transição for oficialmente anunciada e iniciar os trabalhos.

Foto: Genival Paparazzi
Foto: Genival Paparazzi

Por Assessoria FPF

 

Em um jogo bastante emocionante e com a presença maciça da torcida do Petrolina no Estádio Paulo Coelho, a Fera Sertaneja venceu o Centro Limoeirense por 3 x 0 neste domingo (04/11).

O primeiro gol saiu aos 16 minutos do primeiro tempo. Naldo abriu o placar para os donos da casa. Pouco tempo depois, Jeferson ampliou. Petrolina 2 x 0 Centro Limoeirense. Precisando buscar o resultado, o Centro foi para cima da Fera Sertaneja em busca do empate, mas acabou sendo paralisado pela defesa dos sertanejos.

Na volta do intervalo, o Centro continuou buscando o gol, mas o Petrolina soube administrar a partida e não deixou o Dragão chegar na área. No finalzinho da segunda etapa, Eduardo marcou mais um para a Fera Sertaneja. Petrolina 3 x 0 Central Limoeirense.

Com o resultado, o Petrolina garantiu o título do Pernambucano Série A2 de forma invicta e, consequentemente, o acesso para a primeira divisão do Campeonato Pernambucano A1.

Brasília(DF), 08/03/2018 Solenidade de Filiac?a?o do Deputado Jair Bolsonaro ao PSL. Local: Câmara dos Deputas - Brasília DF. Igo Estrela/Metrópoles
(Foto:Igo Estrela/Metrópoles)
Denise Rothenburg / Brasília-DF

A fórmula Bolsonaro

 

Nas conversas com aqueles que deseja levar para o governo, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, tem feito a seguinte afirmação aos mais reticentes: “Olha: depois, se der errado, você vai ficar com dor na consciência por não ter feito a sua parte pelo Brasil. É a chance que temos, com carta branca para trabalhar”. Assim, quem conversa com ele fica sem jeito de recusar. Quem for para a Saúde, por exemplo, terá o poder de indicar a Fundação Nacional de Saúde, os secretários, os diretores da Agência Nacional de Saúde e da Vigilância Sanitária, sem precisar dar satisfações aos partidos políticos.

Foi essa a conversa que funcionou com Sérgio Moro, que terá ainda um braço do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sob sua jurisdição para ajudar no combate à corrupção e ao crime organizado. Isso dá ao juiz o poder de avaliar as movimentações financeiras suspeitas. Outros nomes desse porte virão.

SENADORA ANA AMÉLIAToque feminino no governo

Jair Bolsonaro foi aconselhado a levar a senadora Ana Amélia Lemos, candidata a vice na chapa de Geraldo Alckmin, para compor o seu governo. Ana Amélia, que ficará sem mandato a partir de fevereiro, é da bancada do agronegócio e surge agora como cotada para a Agricultura. Outro nome, também da bancada feminina, é o da deputada Tereza Cristina, atual presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA). Ele ainda não bateu o martelo, mas já foi avisado por aliados de que é bom ter alguma mulher no primeiro escalão. Ambas estão no radar.

A janela da Previdência

Se for para aprovar alguma coisa dentro da reforma da Previdência, terá que ser antes de 12 de dezembro. Essa é a data marcada para a cirurgia em que o presidente eleito vai recompor o intestino, para que possa estar em condições de tomar posse em 1º de janeiro.

Orçamento em revisão

Paralelamente à reforma previdenciária, os responsáveis pela transição de governo começaram a rever o Orçamento. Estão convencidos de que ou se parte para as parcerias público-privadas, ou não haverá recursos para investimentos.

PT na lida

Os petistas vão colocar todo o seu pessoal se revezando, no plenário da Câmara e em entrevistas àsLULA NAS GRADES agências internacionais, para passar a ideia de que o convite ao juiz Sérgio Moro foi um “pagamento” pela condenação de Lula. Em tempo: não foi o juiz que prendeu Lula e, sim, o Tribunal Regional Federal (TRF) d 4ª Região.

CURTIDAS

A cotação de Moro I/ O fato de as casas de câmbio em Brasília terem zerado seus estoques de dólares, ontem, conforme noticiou o Blog do Vicente, passou a impressão de algo diretamente relacionado ao anúncio de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça. A  princípio, não há relação entre esses dois temas.

Sérgio Moro e Paulo Guedes. Foto: Wilton Júnior/Estadão
Sérgio Moro e Paulo Guedes (Foto: Wilton Júnior/Estadão)

MORO BONECO 1A cotação de Moro II/ Na porta da casa de Bolsonaro, uma senhora desfilava ontem com um boneco Super Moro, nos mesmos moldes do famoso Pixuleco. Era um tal de “nosso herói” para cá, “lindão” para lá. O juiz pensou inclusive em dar entrevista ao lado de Paulo Guedes (foto). Porém, desistiu. Aliás, a presença de Paulo Guedes seria para explicar a parte relativa ao Coaf dentro do Superministério da Justiça e da Segurança Pública.

Por enquanto, eles aguentam/ Parte da vizinhança do presidente eleito, Jair Bolsonaro, está contando os dias para que ele fique definitivamente em Brasília. Nada contra o vizinho ilustre. É que já tem gente cansada da parafernália eletrônica da imprensa na porta do condomínio.

Depois, arranja outro lugar/ Um vizinho que chegava de bicicleta foi direto, quando um jornalista comentou que ele podia se acostumar com aquela movimentação todas as vezes que o presidente estivesse no Rio: “Ele que vá para a base da Marinha, como os outros”.  O problema é que se tem algo que Bolsonaro pretende ser nesse governo é diferente dos antecessores.

SISTEMA S

 

Até hoje ninguém teve coragem de mexer na dinheirama que inunda os cofres do malfadado Sistema “S”.

São recursos oriundos da cobrança de contribuições das empresas, de 0,2% a 2,5% das folhas de pagamentos.

Em tese, a função é o financiamento de iniciativas no sentido da qualificação profissional, educação, cultura, serviços de saúde e lazer para os trabalhadores.

No entanto, o que se tem é uma intocável caixa preta, por onde passam alguns bilhões de reais por ano.

Não são raros os exemplos de dirigentes de entidades componentes do sistema que se enriqueceram rapidamente.

A recente revelação de que os advogados do ex-presidente Lula receberam R$ 68 milhões de honorários de entidades regadas por estes recursos, novamente despertou a atenção para a picaretagem que ronda o esquema.

Há fundado receio de que escritórios de advocacia sejam uma das maneiras utilizadas para o desvio de recursos dessas entidades.

SISTEMA S2

O Sistema “S” é uma abastada incógnita, que precisa ser decifrada. Chegou a hora de acabar de vez com esta fonte incomensurável de falcatrua.

Mudança nos relógios começa neste domingo em 10 estados e no DF e vai vai até 17 de fevereiro de 2019
 Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife — Foto: Prefeitura do Recife/Arquivo
Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife (Foto: Prefeitura do Recife/Arquivo)
Por G1 PE

 

O horário de verão de 2018 começou na primeira hora deste domingo (4), mas Pernambuco não adota o horário e, com isso, fica com uma hora a menos que Brasília. No estado, a mudança impacta na programação da TV Globo. O horário de verão vai até o dia 17 de fevereiro de 2019.

Para os pernambucanos, há mudanças em alguns horários da TV Globo. O Bom Dia Pernambuco e o NE1 seguem no mesmo horário. A mudança fica com o Jornal Nacional, que passa a ser exibido às 19h30, logo após o NE2. Com isso, a novela O Tempo Não Para é exibida, durante esse período, logo após o Jornal Nacional.

Os bancos na Região Metropolitana do Recife funcionam de 10h às 16h. O Sindicato dos Bancários alerta, entretanto, que as transações eletrônicas, como transferências, seguem o horário de Brasília e, com isso, o encerramento é uma hora mais cedo.

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) aponta que os horários das passagens são impressos em hora local, por isso, mesmo que as companhias adiantem a partida das viagens saindo do Nordeste do país, o passageiro deve ficar atento ao que está impresso.

Pessoas inscritas em provas e concursos federais devem ficar atentas aos certames que seguem o horário de Brasília. Em Pernambuco, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por exemplo, será aplicado neste domingo (4) e 11 de novembro uma hora a menos do que a impressa no cartão.

Horário de verão começa neste final de semana — Foto: Karina Almeida/G1 
Horário de verão começa neste final de semana (Foto: Karina Almeida/G1)

Horário de verão

02/11/2018 - Cidades -  Detalhe do por do sol em dias de verão . FOTO: LEANDRO FERREIRA/AAN
02/11/2018 – Cidades – Detalhe do por do sol em dias de verão .
FOTO: LEANDRO FERREIRA/AAN

O ajuste dos relógios em uma hora vale para as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal) e irá vigorar até o terceiro domingo de fevereiro de 2019.

O horário de verão neste ano é mais curto, devido ao pedido do Tribunal Superior eleitoral para que o mesmo começasse após o 2º turno. Até o ano passado, ele se iniciava no terceiro domingo de outubro. Em dezembro de 2017, o presidente Michel Temer assinou decreto que encurtou a duração.

As mudanças na data de início do horário de verão chegaram a causar confusão. No dia 15 de outubro, usuários de telefone celular reclamaram da mudança automática do horário em seus aparelhos para o horário de verão.

Fim do horário de verão

O fim do horário de verão chegou a ser analisado pelo governo. Um estudo do Ministério de Minas VERÃO FIM DO HORÁRIOEnergia apontou queda na efetividade da iniciativa, já que o perfil do consumo de eletricidade não estava mais ligado diretamente ao horário, mas sim à temperatura. Os picos de consumo foram registrados nas horas mais quentes do dia.

O Horário Brasileiro de Verão foi instituído pelo então presidente Getúlio Vargas, pela primeira vez, entre 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932. Sua adoção foi posteriormente revogada em 1933, tendo sido sucedida por períodos de alternância entre sua aplicação ou não, e também por alterações entre os Estados e as regiões que o adotaram ao longo do tempo.

O horário de verão também é adotado em países como Canadá, Austrália, Groelândia, México, Nova Zelândia, Chile, Paraguai e Uruguai. Por outro lado, Rússia, China e Japão, por exemplo, não implementam esta medida.

BOLSONARO EM BRASÍLIA

Rodrigo Constantino – Isto É

 

Não adianta mais chorar, espernear, gritar “ele não”: Bolsonaro será o próximo presidente do Brasil. A esquerda terá que aprender a conviver com isso. Mas, se a experiência com Trump serve de aprendizado, podemos esperar uma postura infantil, contraproducente e desonesta de boa parte dessa turma.

Fernando Haddad, presidential candidate for the Workers' Party, speaks during a press conference in Sao Paulo, Brazil, on Thursday, Sept. 13, 2018. Financial markets are just as spooked that former Sao Paulo Mayor Haddad could become Brazil's president as they were when his mentor Luiz Inacio Lula da Silva was elected 16 years ago.  Photographer: Patricia Monteiro/Bloomberg

O primeiro discurso de Fernando Haddad após a derrota deu o tom: incapaz de uma reflexão sincera sobre o que aconteceu, o petista preferiu a ameaça, a deselegância e a campanha política. Mano Brown e Cid Gomes entenderam melhor o que se passou. O PT perdeu o contato com o povo, e se nega a fazer uma autocrítica sincera.

A imprensa, em sua bolha “progressista”, também deveria escutar o recado das urnas. O Brasil não quer ser vermelho. Optou por uma guinada conservadora, e em qualquer democracia é legítimo e saudável alternância de poder com viés ideológico. Após anos de hegemonia esquerdista, o povo clamou por mudanças. Isso deve ser respeitado.

Bolsonaro, em seu primeiro discurso como eleito, adotou um tom conciliatório, de união, apesar de alfinetar a mídia, que tem sido mesmo desleal com ele. O papel dos jornalistas é ser crítico, mas o duplo padrão é que mata. Nunca usaram o mesmo rigor contra os petistas, e exageram na dose com Bolsonaro, com rótulos absurdos.

Tudo isso, porém, deve ficar para trás. O fato é que Bolsonaro foi eleito, apesar do esforço contrário do establishment. E tem muito trabalho pela frente, para reconstruir o país, colocar a economia no trilho novamente, resgatar valores morais perdidos. Para tanto, terá de buscar alianças, engolir alguns sapos, contemporizar. Claro, com firmeza e lembrando de qual agenda foi a vencedora. A direita agora está no poder.

Mas o foco deve estar no futuro, não no passado. “Quem se vinga depois da vitória é indigno de vencer”, disse Voltaire. O povo não quer vingança contra os petistas; quer Justiça, claro, mas quer, acima de tudo, mudar o rumo, produzir empregos, diminuir a criminalidade, recuperar a decência.

Bolsonaro precisa fazer um chamado à nação, convocando todas as pessoas de bem, incluindo aquelas que, por vários motivos, decidiram não votar nele, a arregaçar as mangas e trabalhar pelas mudanças de que o Brasil necessita. Reformas duras terão de ser aprovadas, grupos de interesse serão enfrentados no combate pelo fim de privilégios e os obstáculos serão imensos.

Sem união não há como avançar. Nesse aspecto, Bolsonaro não pode ser comparado a Trump, pois o sistema americano é bipartidário. Já o capitão terá de negociar com vários partidos. Que ele tenha muito jogo de cintura, humildade e firmeza ao mesmo tempo, para que sua agenda vencedora possa vingar. Os patriotas estão na torcida, e também prontos para sua cota de contribuição nessa luta por um Brasil melhor.

Céu de brigadeiro

BOLSONARO SHOW DE BOLA

Por Ricardo Noblat

 

Os políticos que não gostam do presidente eleito Jair Bolsonaro, e até mesmo os que se escalam para lhe fazer dura oposição, admitem contrariados e em voz baixa: o capitão está dando um show de bola até aqui, deixando parte da direita perplexa e a esquerda sem saber o que fazer.

Bolsonaro disse que não haveria toma-lá-dá-cá quando tivesse que escolher seus ministros – e cumpre a palavra. Ignora os partidos e os grupos de pressão. Se os ministros escolhidos não derem conta do recado, o problema será seu. Mas trocar ministro é como trocar uma lâmpada.

BOLSONARO E ASTRONAUTABolsonaro disse que a escolha dos ministros se basearia antes de tudo em critérios técnicos – e cumpre a palavra. Quer escolha mais técnica do que a do astronauta indicado para o Ministério da Ciência e Tecnologia? Pelo menos ele já viu o planeta à distância.

Bolsonaro disse que governará com menos auxiliares e cortando gastos – e parece disposto a cumprir a palavra. Haverá fusão de ministérios e extinção de órgãos desnecessários. Cargos comissionados serão suprimidos. E empresas estatais privatizadas. Não há por que duvidar de que será assim.

Bolsonaro disse que o combate à corrupção e ao crime organizado será prioridade do seu governo. E para provar que falava sério, foi buscar o juiz Sérgio Moro para cuidar das duas coisas. Seu BOLSONARO E MOROeleitor comemora a compra do passe de Moro à justiça. Seu não eleitor estrebucha na maca irritado.

Se o combate à corrupção e ao crime for um fiasco, jogará a culpa em Moro. Se a reativação da economia se frustrar ou se ficar aquém do esperado, jogará a culpa no seu Posto Ipiranga que não terá sido a Brastemp que ele tanto desejava.

A dois meses de assumir o cargo, Bolsonaro já tem desenhada sua sucessão. Ou será candidato outra vez se o Congresso não acabar com a reeleição ou terá em Moro um candidato forte. Precisará combinar com os eleitores, mas haverá tempo para isso.

“Vaquinhas” para campanhas podem ser feitas por pessoas físicas, por meio de plataformas online
Manuela D'Ávila, Fernando Pimentel e Fernando Haddad durante campanha em BH (Washington Alves/Reuters)
Manuela D’Ávila, Fernando Pimentel e Fernando Haddad durante campanha em BH (Washington Alves/Reuters)
Por Estadão Conteúdo

 

O Partido dos Trabalhadores (PT) está pedindo, em seu perfil oficial no Twitter, ajuda dos eleitores para fechar as contas da campanha à presidência de Fernando Haddad e de sua vice Manuela D’Ávila (PCdoB), derrotados na eleição por Jair Bolsonaro (PSL). “Ajude a encerrar nossas contas e fortaleça a resistência”, diz a publicação.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as doações para campanhas podem ser feitas por pessoas físicas, por meio de plataformas online. As “vaquinhas” virtuais foram implementadas pela primeira vez nesta eleição. O PT recolherá doações até o dia 15 de novembro.

Esta será a primeira eleição geral no Brasil desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em 2015, proibir as doações de empresas privadas para partidos e candidatos. Este ano, as campanhas serão financiadas principalmente com dinheiro do Fundo Especial – R$ 1,71 bilhão, no total. As maiores fatias serão as de MDB (R$ 230 milhões), PT (R$ 212 milhões), PSDB (R$ 185 milhões) e PP (R$ 131 milhões). Pelo menos 30% do valor do Fundo precisa ir para candidaturas de mulheres, conforme decidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Veja a seguir como ficou a divisão do fundo eleitoral entre os 35 partidos que participaram das eleições 2018:

PT VAQUINHAS

MDB                        – R$ 234.062.400,00 – 13,64%

PT                             – R$ 212.097.600,00 – 12,36%

PSDB                       – R$ 185.842,800,00 – 10,83%

PP                             – R$ 126.297.600,00 –  7,36%

PSB                          – R$ 118.747.200,00 –  6,92%

PR                            – R$ 113.084.400,00 –  6,59%

PSD                          – R$ 111.883.200,00 –  6,52%

DEM                       – R$  89.060.400,00 –  5,19%

PRB                          – R$  66.924.000,00 –  3,90%

PTB                          – R$  62.119.200,00 –  3,62%

PDT                          – R$  61.432.800,00 –  3,58%

SD                            – R$  39.982.800,00 –  2,33%

PTN (PODEMOS)  – R$  36.036.000,00 –  2,10%

PSC                          – R$  38.864.400,00 –  2,09%

PCdoB                     – R$  30.373.200,00 –  1,77%

PPS                           – R$  29.172.000,00 –  1,70%

PV                            – R$  24.538.800,00 –  1,43%

PSOL                       – R$  21.278.400,00 –  1,24%

PROS                       – R$  21.106.800,00 –  1,23%

PHS                         – R$  18.018.000,00 –  1,05%

PTdoB (AVANTE) – R$  12.355.200,00 –  0,72%

REDE                      – R$  10.639.200,00 –  0,62%

PATRIOTA             – R$   9.781.200,00 –  0,57%

PSL                          – R$   9.094.800,00 –  0,53%

PTC                          – R$   6.177.600,00 –  0,36%

PRP                          – R$   5.319.600,00 –  0,31%

PSDC                       – R$   4.118.400,00 –  0,24%

PMN                         – R$   3.775.200,00 –  0,22%

PRTB                       – R$   3.775.200,00 –  0,22%

PSTU                       – R$     978.120,00 –  0,06%

PPL                          – R$     978.120,00 –  0,06%

PCB                          – R$     978.120,00 –  0,06%

PCO                         – R$     978.120,00 –  0,06%

PMB                         – R$     978.120,00 –  0,06%

NOVO                     – R$     978.120,00 –  0,06%

Avanços no tratamento oncológico colocam os medicamentos imunoterápicos na linha de frente contra tumores
 (Arte: Giovani Ramos/Abril Branded Content)
(Arte: Giovani Ramos/Abril Branded Content)

 

Por Abril Branded Content

 

 

Estimular o sistema imunológico do próprio paciente a atacar as células tumorais. Assim age a imunoterapia, que é hoje uma das estratégias mais eficazes e menos agressivas no tratamento de alguns tipos de câncer. Entre as principais drogas utilizadas há os chamados inibidores de ponto de controle. “Essa classe de medicamentos barra a ação de moléculas capazes de reduzir a atividade do sistema imune e impedir que ele ataque o tumor”, diz o imunologista Kenneth Gollob, do A.C.Camargo Cancer Center.

Com a medicação, a inibição cai por terra e as células de defesa, os linfócitos T, podem agir para destruir as células tumorais. “Já observamos bons resultados em melanoma, cânceres de pulmão, rim, estômago, cabeça e pescoço, bexiga, no linfoma de Hodgkin e no carcinoma de Merkel, um tipo raro de tumor de pele”, diz o oncologista clínico Milton Barros, do A.C.Camargo Cancer Center.

Além de exames laboratoriais de rotina para monitoramento de efeitos colaterais – como casos de inflamações nas glândulas e fígado etc. –, alguns exames específicos podem ajudar a guiar o tratamento. “Há testes moleculares para identificar biomarcadores relacionados com uma melhor resposta à terapia”, diz Barros. Daí a importância da equipe clínica interagir com a área de pesquisa.

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