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Agência Brasil –  Criada no governo do presidente Juscelino Kubitschek, extinta em meio a denúncias de corrupção e desvio de verbas e recriada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) busca se reafirmar como um dos principais órgãos indutores do desenvolvimento socioeconômico da região. Vinculada ao Ministério da Integração Nacional e sediada no Recife, a Sudene atua nos nove estados do Nordeste e no norte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Para além dos incentivos fiscais e financiamentos de grandes projetos, o novo superintendente do órgão, João Paulo Lima, defende que a Sudene precisa assumir um “papel ainda maior” para melhor compreender as características, as dificuldades e os potenciais do Nordeste. Para ele, a pobreza e a pouca participação da região nos resultados da economia precisam ser vistas com mais atenção. “O desenvolvimento do Nordeste tem que suprir essas lacunas para levar a região a superar o estágio em que está vivendo.”

Natural de Olinda (PE) e graduado em economia, João Paulo Lima é o quarto superintendente da chamada “nova Sudene”, que foi recriada em 2007 por meio da Lei Complementar 125. Filiado ao PT desde 1979, foi vereador do Recife, deputado estadual em Pernambuco por três legislaturas e também prefeito da capital pernambucana por dois mandatos seguidos, entre 2001 e 2009. No ano seguinte, foi eleito deputado federal por Pernambuco.

Nesta entrevista exclusiva concedida por telefone à Agência Brasil, João Paulo Lima destaca os desafios da sua gestão, iniciada no dia 28 de julho. Ao resgatar o papel de Juscelino Kubitschek e de Celso Furtado na compreensão do papel do Nordeste, o superintendente cita os recursos disponíveis que aguardam projetos, minimiza o debate sobre o corte de verbas no Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), incluído na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 87, e defende o uso de incentivos fiscais como instrumento de desenvolvimento regional, e não de conflito entre os estados.

Agência Brasil: A desigualdade regional, principal questão para a criação da Sudene em 1959, ainda é uma queixa no Nordeste. Por que isso ainda não foi superado? Quais os principais empecilhos para que a região tenha um desenvolvimento socieconômico pleno?
João Paulo Lima: Desde a sua fundação, em 1959, a Sudene sempre cumpriu um papel importante no desenvolvimento regional. Parte significativa do que o Nordeste é hoje – o Nordeste não é qualquer coisa, há muitas delegações estrangeiras que chegam aqui e ficam muito impressionadas com o que o Nordeste é – se deve muito a Juscelino Kubitschek [presidente da República de 1956 a 1961] e ao próprio Celso Furtado [responsável pela criação da Sudene e primeiro superintendente do órgão], que tiveram uma visão e uma compreensão de que o Nordeste tem que se desenvolver e não perder o trem da história do desenvolvimento brasileiro. Agora, é importante também lembrar que a Sudene foi extinta em 2001, pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, e só retorna em 2007 a partir do governo do presidente Lula. E ela volta com características diferentes. Ela hoje discute as políticas de desenvolvimento regional e cumpre um papel importante na implantação de projetos estruturadores. Um exemplo é um projeto que é referência aqui no Recife, da Odebrecht Ambiental, na área de saneamento de toda a região metropolitana, de mais de R$ 3 bilhões. A Sudene entra com R$ 400 milhões por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). A Sudene cumpre um papel importante mas, acima de tudo, tem uma visão estratégica do Semiárido brasileiro.

Agência Brasil: O senhor falou a respeito da extinção e da recriação da Sudene. Para o senhor, o que é essa nova Sudene? No que ela é diferente da que foi extinta e o que as duas ainda hoje têm em comum?
Lima: A Sudene tinha um papel muito grande aqui, de planejar, de estudar, de fazer pesquisas, de ter mapas cartográficos da região, de fazer estudos, pesquisas, mas também da execução das ações, como perfurações de poços. Hoje em dia, até porque também é importante lembrar que os estados nordestinos ampliaram sua capacidade de organização e de intervenção dentro do próprio estado, a Sudene retoma com um objetivo maior de planejamento e de análise de projetos através do FDNE [Fundo de Desenvolvimento do Nordeste], que é uma verba orçamentária que, este ano, é de R$ 2 bilhões para financiar projetos estruturadores. A Sudene também define as políticas do FNE [Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste], que tem R$ 13,3 bilhões, além dos incentivos fiscais, que podem reduzir até 75% do Imposto de Renda, garantir 30% de reinvestimento do imposto de renda devido e a redução de 25% no custo do frete. Nós entendemos que são alavancas muito importantes. Agora, acho que temos que retomar um pouco mais um planejamento participativo e acredito que um outro elemento, e falo com a experiência de quem foi prefeito da cidade do Recife por oito anos, é fazer uma discussão também sobre a pobreza do nosso Brasil e a pobreza do Nordeste. A nossa região, apesar dos grandes avanços obtidos, é uma região pobre e a participação do Nordeste ainda é muito pequena na produção, na exportação. Cabe à Sudene aprofundar, discutir e propor alternativas dentro do programa nacional de desenvolvimento. O desenvolvimento regional e o desenvolvimento do Nordeste têm que suprir essas lacunas para levar o Nordeste do Brasil a superar o estágio em que está vivendo.

Agência Brasil: O senhor afirma que um dos desafios da sua gestão é recuperar a importância da Sudene. Que herança o senhor recebe das três últimas gestões e o que ainda precisa ser feito para alcançar isso?
Lima: Eu acredito que as últimas gestões deram a sua contribuição, até porque nós temos projetos significativos, discutidos e aprovados, como os R$ 2,2 bilhões que saem com a aprovação aqui da Sudene para, por exemplo, a construção da Fiat, que é uma referência automotiva hoje no Brasil, em Pernambuco e no Nordeste. Agora, o que eu acho que faltou um pouco foi justamente a capitalização dessas iniciativas para que o Brasil e o Nordeste possam ter a dimensão das ações do governo federal aqui na região, e acredito que isso passou muito distante, até porque a maioria das pessoas não tem essa informação.

Agência Brasil: O senhor falou sobre incentivos, que são um dos instrumentos de ação da Sudene. No entanto, esse tipo de benefício acabou gerando a chamada guerra fiscal, na qual os estados viravam “concorrentes” na atração desses investimentos. O que é possível ser feito para que os incentivos fiscais não causem essa desagregação na região?
Lima: Nós temos a clara compreensão de que, para haver um estímulo ao desenvolvimento da região, tem que haver incentivos, senão isso não vai atrair a presença do empresariado. Agora, é lógico que tem uma medida, desde que não se provoque uma guerra fiscal que venha a impedir inclusive a viabilidade de recursos. Então, eu acho que isso é vencido com a visão de Brasil, de projeto de Brasil, de desenvolvimento regional como um todo, e não como fruto do estabelecimento de uma guerra fiscal.

Agência Brasil: Vinte municípios de estados nordestinos estudam a criação do G20 Semiárido. Cidades do Ceará, da Bahia, Paraíba e de Pernambuco querem buscar alternativas para as dificuldades e impulsionar debates sobre questões políticas relacionadas à promoção da estabilidade financeira, do desenvolvimento social e econômico. Não há capitais entre esses municípios. Qual a importância desse tipo de organização para o interior dos estados do Nordeste?
Lima: Fui procurado pelo prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio, que me convidou para participar desse encontro e eu participarei com muito orgulho. E o que ele me falou do objetivo desse encontro é que ele quer garantir essa articulação para que esses municípios, que eles avaliam que têm um case, que tem uma referência no desenvolvimento, no crescimento, possam ajudar outros municípios que encontram mais dificuldades. Então, acho o G20 uma grande iniciativa e, a meu ver, a Sudene tem que se articular com os prefeitos dessa região.

Agência Brasil: Como a nova Sudene pode atuar para evitar a priorização de investimentos em capitais, como ocorreu antigamente?
Lima: O que nós temos que ter é justamente o planejamento, os estudos de viabilidade. A Sudene tem que cumprir um papel ainda maior, no estudo mais profundo e participativo do Nordeste, de suas semirregiões, para que possa estimular, inclusive, o setor empresarial na apresentação de projetos de desenvolvimento, além do próprio governo federal, como já vem fazendo, em obras estruturadoras, como a Transposição do Rio São Francisco, como a Transnordestina, como a Hemobras (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia, sediada em Brasília e com filial no Recife), como foi a própria duplicação da BR-101 (rodovia longitudinal que liga o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul pelo litoral brasileiro; também chamada de Rodovia Translitorânea). Então, acredito que essas coisas têm que se complementar e falar entre si.

Agência Brasil: O Conselho Deliberativo (Condel), órgão máximo de planejamento estratégico da Sudene, não se reúne desde 2013. O que está pendente de resolução desde essa época que será retomado agora a partir da primeira reunião do grupo?
Lima: Uma das grandes discussões vai ser o novo perímetro do Semiárido brasileiro, a partir dessas mudanças climáticas. Quero chamar também uma grande discussão sobre os efeitos do El Niño no desenvolvimento da região e acredito que o Condel vai cumprir um papel muito importante.
Agência Brasil: O senhor citou o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) que, no primeiro semestre deste ano, recebeu R$ 3,5 bilhões, R$ 200 milhões a mais do que no mesmo período do ano passado. No entanto, a PEC 87, de autoria do Executivo e em tramitação no Congresso, tem o objetivo de retirar 30% dos recursos anuais desse fundo até 2023. Em que medida esse corte pode afetar o trabalho da Sudene e também do Banco do Nordeste, que conta com esse fundo para financiar investimentos em vários setores produtivos?
Lima: O que nós temos que entender é que o Nordeste está incluído dentro de um projeto estratégico de Brasil. E é lógico que, quando o governo faz uma medida como essa, ele tem a clara certeza do papel estratégico que tem essa medida. Agora, de qualquer forma, vai caber ao Congresso Nacional – e eu digo com experiência, porque fui deputado federal por quatro anos – definir se será feito, se será reduzido. Eu acho que a fase agora é uma fase de negociação e entendimentos.

Agência Brasil: No ano passado, foi concluído o Plano de Ciência, Tecnologia e Informação para o Desenvolvimento Sustentável do Nordeste. Entre outras medidas, o plano inclui a criação de ambientes de inovação, parques, polos de tecnologia e o apoio à implantação de centros de pesquisas privados. A Sudene já está afinada com esse tipo de investimento?
Lima: Já há uma discussão, ela está no Ministério de Ciência e Tecnologia e é um dos pontos que estamos querendo garantir no próximo Condel. Mas ainda não está confirmado, não. Mas é lógico que é um tema extremamente importante para o desenvolvimento da região.

*Entrevista feita nos estúdios da Universitária FM, em Fortaleza

 

Por Márcio Maia
Dez municípios da Zona da Mata Norte têm a partir de hoje, um importante ponto de apoio para movimentação da economia. A Usina Cruangi, no município de Timbauba, volta a trabalhar sob o controle da Cooperativa da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, depois de quatro anos de inatividade. A coopertiva arrendou o parque mercantil e vai administrar a moagem. Os investimentos na planta foram de R$ 3,5 milhões.
O governador Paulo Câmara disse que a volta da Usina Cruangi ao meio produtivo pernambucano é fundamental não só para a economia de Timbaúba mas para todo o Estado. “Hoje, estamos vendo a concretização de um trabalho desenvolvido por muitas pessoas e que contou com o integral apoio do Governo do Estado. Estamos felizes por vermos mais um grande passo dado em Pernambuco nessa luta gigantesca contra o desemprego”.
O secretário nacional de Política Agrária, do Ministério da Agricultura, André Nassar, participou da solenidade de reabertura da usina e disse que o Governo Federal tem se esforçado para recuperar a produção de açucar e álcool em Pernambuco.
O presidente do Sindicato da Indústria do Açucar e do Álcool (Sindaçucar-PE), Renato Cunha, afirmou que a volta das atividades da Usina Cruangi é fundamental para o soerguimento da indústria açucareira em Pernambuco. “É mais uma importante alternativa para a indústria da cana em nosso Estado”.
O presidente da União Nordestina de Produtores de Cana de Açucar, Alexandre Andrade, mostrou entusiasmo com a reativação da agroindústria, pois “quando começar a produzir, beneficiará milhares de trabalhadores e movimentará o comércio da região”.
A expectativa é de que nada menos de 4 mil empregos diretos sejam gerados nos dez municípios circunvizinhos. Na safra 2015/2016, a unidade deve moer 500 mil toneladas de cana-de-açucar e com uma previsão de faturamento na ordem de R$ 50 milhões.
RECONHECIMENTO – Todos os participantes da solenidade de reabertura da usina apontaram a participação da Revista TOTAL como imprescindível para a agilização do processo de formalização da cooperativa. Todos lembraram que estava havendo um distanciamento entre o Gerson Carneiro Leão, um dos principais líderes da categoria, e o governador Paulo Câmara. A revista publicou na edição do mês de maio passado, uma matéria de capa, onde Carneiro Leão falava sobre a importância da reativação da Usina Pumaty. Paulo Câmara leu a reportagem se conscientizou da importância da iniciaitva e se interessou pelo projeto de reabertura da Cruangi, que foi concretizado.

Moradores poderão tirar documentos, participar de palestras e ações de prevenção à saúde

Moradores do bairro de Campo Grande e comunidades do entorno recebem esta semana a Rede de Cidadania, do Programa Governo Presente (GP). As atividades começam neste sábado (19), quando serão executadas orientações de saúde e disponibilizados serviços à população na Escola Municipal Professora Jandira Botelho, em Campo Grande.

No local as pessoas poderão solicitar a emissão de CPF, carteira de Identidade, segunda via da certidão de nascimento e habilitação para casamento. Também será possível fazer inscrição para cursos de aperfeiçoamento profissional, receber orientações com advogados sobre Direito do Consumidor, pensão alimentícia, guarda de crianças, investigação de paternidade, separação judicial, inventário e posse de imóvel. Além disso, a Celpe vai realizar atendimento, com distribuição de lâmpadas econômicas, e inscrição de consumidores na tarifa social e no programa Nova Geladeira.

Com objetivo de garantir direitos às pessoas em situação de vulnerabilidade, a Rede de Cidadania é a ação social do Programa Governo Presente executada em conjunto com parceiros públicos e privados. As ações da próxima semana ocorrerão em quatro escolas diferentes no bairro de Campo Grande e serão coordenadas pela Estação do GP de Cajueiro (RPA-2).

Programação – Com ações de prevenção às drogas, palestras sobre educação e orientações sobre saúde e sexualidade na adolescência, a programação da Rede de Cidadania continua em três escolas públicas do bairro  . Da segunda (21) à sexta-feira (25), as atividades da Rede de Cidadania, voltadas aos alunos, acontecerão sempre à tarde nas escolas de Campo Grande: Escola Estadual Dom Carlos Coelho (Rua Marechal Deodoro, 626,), Escola Comunitária Mundo Infantil do Chié (Rua Continental, 126) e Escola Municipal Helia Maria Pereira (Rua Alice Gomes, 37).

Coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ), por meio da Executiva de Articulação Social, a Rede do Governo Presente tem como parceiros, além da Prefeitura do Recife (Distrito Sanitário), as secretarias estaduais de Administração (Expresso Cidadão), Educação e Esportes (Programa Paulo Freire), Defesa Social (ITB), Justiça e Direitos Humanos (Ceav), Micro e Pequena Empresa, Trabalho e Qualificação (Projeto Ideia); além da Defensoria Pública, da Celpe e do Centro Universitário Maurício de Nassau – UNINASSAU.

 

Serviço:

Rede de Cidadania do Governo Presente em Campo Grande

Quando: 19/09/2015, das 8 h às 12 h

Onde: Escola Municipal Professora Jandira Botelho: Rua Farias Neves, s/nº, Campo Grande (próximo à praça de Campo Grande).

O maior complexo de geração de energia solar do Brasil, com capacidade instalada de 11 MW (Mega wats), começou a funcionar no município de Tacaratu, no Sertão do São Francisco. O complexo pertence ao grupo Enel Green Pawer (EGP) e está localizado junto ao sistema de geração de Energia Eólica, os Parques Fontes Solar I e II. Os dois produtores de energia limpa vai garantir a produção de energia mais estável e reduzir os efeitos da variabilidade das condições meteorológicas, como vem acontecendo nos últimos cinco anos com a falta de chuvas.
Com a conexão entre as gerações de energia solar e eólica, a capacidade total instalada da EGP é de 388 MW, que podem atender ao consumo de cerca de 170 mil domicílios.
Tacaratu, a 450 km do Recife, já pode ser considerada a Capital da Energia Limpa do Brasil.
Cerca de duzentas pessoas participaram da festa de entrega dos troféus Destaque Total, promovida pela Revista TOTAL, no Restaurante Spetus, no Derby, Recife. A solenidade foi presidida pelo diretor da Revista, Marcelo Mesquita, que agradeceu a presença dos convidados e elogiou as personalidades que receberam as homenagens. “Todos vocês têm muitos serviços prestados á sociedade e esse reconhecimento da Revista TOTAL reflete o pensamento dos pernambucanos”, afirmou Mesquita. A solenidade começou com o cântico do Hino Nacional Brasileiro e a exibição de um video sobre o ex-governador Eduardo Campos, que deixou todos emocionados.
Foram homenageados e receberam troféus o deputado estadual Waldemar Borges (PSB), o defensor público Manoel Jerônimo, os prefeitos Luciano Duque (PT), de Serra Talhada, Ettore Labanca (PSB), de São Lourenço da Mata, Armando Pimentel, de Camutanga, e Manoel Tomé, de Tupanatinga, o vereador Edmo Neves, de Vitória de Santo Antão, e os médicos Eriberto Marques, Manoel Waldemar, Juarez Oliveira, Artur Procópio e José Dias. Também foram homenageados os jornalistas Marcio Maia e Elias Roma Filho, que estão completando 50 anos de atividades, e o fotógrafo Fernando Frazão.
Todos os homenageados agradeceram as homenagens e parabenizaram o trabalho que Marcelo Mesquita, através da Revista TOTAL, realiza defendendo os interesses de Pernambuco, especialmente dos Municípios e enaltecendo as coisas boas de nossa terra, divulgando de forma precisa os fatos ocorridos no Estado.
Marcelo Mesquita ficou bastante satisfeito e disse que a festa superou as expectativas com a presença das autoridades homenageadas, seus familiares e de muitos convidados. “A Revista TOTAL tem muito orgulho em homenagear essas personalidades, que tanto têm feito para melhorar a vida de nossa população. Todos são merecedores desses troféus por tudo que têm feito pelo engrandecimento de nosso Estado, cada um em seu segmento de atividades profissionais”.

Agência Brasil –  O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, disse hoje (17) que o governo tem um plano A para o corte de gastos e aumento de receitas em 2016. “Não [há estratégia alternativa”]. Respondendo a jornalistas, que queriam saber se existe um plano B, o ministro afirmou que o governo tem um plano A “e estamos empenhados em aprová-lo”,

Nelson Barbosa e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, estiveram nesta quinta-feira na Comissão Mista de Orçamento (CMO), onde, por mais de cinco horas, detalharam as medidas do governo.

De acordo com Barbosa, ele e Levy explicaram aos deputados e senadores principalmente a questão das emendas parlamentares. O pacote anunciado pelo governo prevê se valer das emendas para recompor os gastos discricionários previstos na Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

As emendas parlamentares seriam usadas para repor corte de R$ 3,8 bilhões no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e também em programas de saúde prioritários.

Segundo Nelson Barbosa, a negociação com o Congresso Nacional faz parte do processo de implementação do pacote e o governo está iniciando esse esforço.

“Faz parte da discussão parlamentar críticas e sugestões. Isso é um processo natural de aprovação de qualquer medida legislativa. Apresentamos nossos argumentos e vamos defendere a aprovação”, afirmou o ministro. Ele disse acreditar que, após a reunião de hoje, haja maior esclarecimento sobre as medidas.

O governo anunciou segunda-feira (14) corte de despesas de R$ 26 bilhões no Orçamento de 2016, além de medidas para redução de gastos tributários e aumento de receitas. Ao todo, o pacote soma R$ 64,9 bilhões. Com as medidas, o governo espera recuperar o equilíbrio fiscal e a credibilidade com os investidores internacionais.

Em 31 de agosto, o Executivo entregou ao Congresso Nacional a proposta orçamentária para 2016, com previsão de déficit de R$ 30,5 bilhões. Uma semana depois, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou a nota de crédito do Brasil de BBB- para BB+, retirando o grau de investimento do país. O grau é dado a países considerados bons pagadores e seguros para investir.

 

 

Política

Agência Brasil –  As campanhas políticas das eleições municipais do ano que vem não poderão contar com doações de empresas, de acordo com a decisão tomada hoje (17) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski e o ministro Luiz Fux, relator da ação na qual a matéria foi discutida, nem mesmo a eventual sanção da lei aprovada na semana passada pela Câmara dos Deputados poderá liberar as contribuições para partidos e candidatos.

No dia 9 de setembro, a Câmara aprovou a minirreforma eleitoral e regulamentou as doações. O texto aguarda decisão da presidenta Dilma Rousseff, que pode sancioná-lo ou vetá-lo. Se a presidenta sancionar a lei, será preciso uma nova ação para questionar a validade das doações no Supremo, devido a posição contrária adotada pelo tribunal.

Segundo Lewandowski, a decisão da Corte já está valendo hoje (17). A partir da eleição do ano que vem, somente serão permitidas doações de pessoas físicas. Os partidos também continuarão a contar com recursos do Fundo Partidário, garantidos pela Constituição. Pela regra atual, a doação de pessoas físicas é limitada a 10% do rendimento bruto do ano anterior.

“Qualquer lei que venha possivelmente a ser sancionada, ou aprovada futuramente, e que colida com esses princípios aos quais o Supremo se reportou, e com base nos quais considerou inconstitucional, doação de pessoas jurídicas para campanhas políticas, evidentemente terá o mesmo destino”, afirmou o presidente da Corte.

Para o ministro Luiz Fux, após a decisão do Supremo, o projeto de lei aprovado na Câmara traz no “seu germe a presunção de inconstitucionalidade”. “Nós verificamos que as doações pelas empresas acabam contaminando o processo politico-democrático e há uma captura pelo poder econômico do poder politico, que é algo absolutamente inaceitável numa democracia”, disse o relator.

Na sessão de hoje, por 8 votos 3, o Supremo decidiu proibir o financiamento privado de campanhas políticas. A Corte encerrou o julgamento, iniciado em 2013, de uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que questionou artigos da Lei dos Partidos Políticos e da Lei das Eleições, que autorizam as contribuições.

 

 

Política

Agência Brasil 

Após elogiar as medidas anunciadas pelo governo na segunda-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) disse hoje (16) que ainda há “dúvida” com relação à profundidade do corte de gastos previsto pela equipe econômica. Para ter maior legitimidade  ao propor a criação de novas receitas, como uma possível volta da CPMF, segundo ele, o governo deve fazer um corte “mais profundo” no tamanho da máquina pública.

O presidente do Senado voltou a defender uma redução no número de ministérios para 20 (atualmente são 39 pastas) e de cargos de confiança. “Sinceramente, eu acho que o corte pode ser mais profundo. Mas pode ter sido apenas uma etapa, quem sabe a primeira etapa. Eu acho que nós deveríamos ter, no máximo, 20 ministérios e [o governo] deveria extinguir pelo menos 10 mil cargos em comissão. Isso pode ser temporário. Quando o Brasil recuperar o espaço fiscal que tinha, ele pode voltar a essa circunstância e criar esses cargos”, disse Calheiros.

O presidente do Senado ponderou que, ao anunciar a intenção de cortar R$ 26 bilhões em despesas obrigatórias e discricionárias, o governo não poderia ter dúvida com relação ao tamanho da reestruturação proposta com a redução de ministérios e cargos de confiança e que será anunciada na próxima semana. “Eu acho que quanto mais profundo for esse corte, mais ela [a presidenta Dilma Rousseff] se legitima para propor alternativas à receita. Quanto menor, mais perde legitimidade”, completou.

Após se reunir com governadores de sete estados para tratar das dificuldades dos entes federados com o quadro de crise fiscal, além de debater a intenção [dos governadores] de aumentar a alíquota que o governo está propondo na CPMF de 0,20% para 0,38% e distribuir 0,18% igualmente entre estados e municípios, Calheiros disse que o Congresso vai ter que debater um possível aumento na carga tributária “levando em consideração” os pontos de vistas e ponderações de governadores e da sociedade,

Ao final do encontro, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse que o aumento de receitas é um pleito “justo”: “Aqui [Senado] é uma casa que tem muitos ex-governadores e ex-prefeitos de capital que são bem sensíveis e sabem desse pleito que estamos colocando hoje, que é um pleito justo. Não só da CPMF, mas as dificuldades que os estados estão tendo com suas previdências públicas, a necessidade de uma reforma tributária, a necessidade de uma reforma da previdência”, disse. Segundo Pezão, o debate sobre aumento de receitas tem a solidariedade de 23 governadores e pelo menos dez deles estão com dificuldades para efetuar pagamentos de salários, 13º e assegurar recursos para a previdência.

Antes da reunião com os governadores do Rio de Janeiro, Tocantins, Piauí, Minas Gerais, Alagoas, Bahia e Amapá, além do governador em exercício de Sergipe e a vice-governadora do Acre, Renan Calheiros também conversou com o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que se posicionou contra a recriação da CPMF. Calheiros disse que o momento é de colher opiniões e que o debate no Congresso Nacional vai “decidir com base no pensamento médio da sociedade brasileira”.

 

 

Economia

Agência Brasil –  Em visita oficial à Rússia, o vice-presidente, Michel Temer, se reuniu hoje (16) com o primeiro-ministro Dmitri Medvedev para discutir a intensificação da cooperação econômica entre os países e ampliação do intercâmbio em áreas como educação e ciência e tecnologia.

Temer, que está acompanhado de uma comitiva de ministros e empresários, disse que, durante as reuniões com autoridades e empresários russos, foram identificados meios de expandir o comércio e investimentos. O vice-presidente reiterou o compromisso de elevar o intercâmbio comercial entre Brasil e Rússia ao patamar de US$ 10 bilhões anuais. Atualmente, o intercâmbio gira em torno de US$ 6 bilhões, segundo ele.

Ao lado de Medvedev, o vice-presidente fez um balanço da viagem à Rússia, lembrando temas tratados em reuniões como o programa Ciência sem Fronteiras. “Tive a satisfação de receber apoio na Rússia, que abre um campo para mil bolsistas que queiram vir para o país.”

Temer informou que, na área energética, o ministro da Minas e Energia, Eduardo Braga, convidou empresários russos a investirem na exploração do pré-sal e também em linhas de transmissão.

Entre os acordos firmados hoje entre os dois países, Michel Temer destacou o que prevê a utilização de um sistema russo de navegação por satélite e a cooperação firmada com a Agência Espacial Brasileira para detecção de detritos espaciais.

Dmitri Medvedev falou sobre a importância de fortalecer a cooperação político-econômica entre os dois países e lembrou a relação de colaboração que existe entre Brasil e Rússia no Brics, grupo de países que também reúne Índia, China e África do Sul.

No início do dia, Temer e Mdevedev participaram da 7ª Reunião da Comissão de Alto Nível de Cooperação Brasil-Rússia. Criada em 1997, a comissão é a mais alta instância de negociação entre os dois países.

Em comunicado conjunto divulgado após a reunião, Temer e Mdevedev ressaltaram as possibilidades de investimento na modernização da infraestrutura brasileira e incentivaram empresas russas e brasileiras a participar de projetos de desenvolvimento nos dois países, inclusive da segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL), recentemente lançado pelo governo brasileiro.

Também acertaram a realização de atividades para prestar informações sobre o ambiente de negócios e oportunidades de investimentos em ambos os países. No comunicado, recomendaram que autoridades dos bancos centrais brasileiro e russo prossigam o diálogo técnico para o estudo da viabilidade da realização de pagamentos em moedas nacionais.

Temer e Mdevedev encerraram a agenda com assinatura de acordos e declarações à imprensa. A viagem oficial do vice-presidente a Moscou foi iniciada segunda-feira (14). Hoje, ele seguiu para Varsóvia, na Polônia. A comitiva de ministros e empresários liderada por Temer quer aprofundar as relações de cooperação e comércio com os dois países.

 

 

Líder da Oposição na Câmara Federal, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) participou, nesta quinta-feira (10), do lançamento do movimento pelo impeachment da presidente Dilma, que também contou com o apoio maciço da bancada do PSDB e de outros partidos, além dos movimentos que organizaram as manifestações de rua contra a petista. “É um dia histórico. Começou hoje o processo de afastamento da presidente”, disse ele.

O parlamentar explicou que o movimento vai aguardar um despacho do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que abra o processo contra a petista. Atualmente há 17 pedidos em análise na Câmara. Caso o presidente não faça o despacho, os deputados pretendem apresentar recurso em plenário.

“Esperamos que o presidente acolha algum pedido. Se ele não fizer isso, nós vamos recorrer e ele tem o dever regimental de colocar em votação. Os procedimentos que vão acontecer são tutelados à luz do Direito e da ordem e do mandamento popular, que tem a compreensão de que, além dos ilícitos que foram cometidos, não temos mais condições de ter a Nação conduzida por uma presidente que levou o país a sua maior crise”, argumentou.

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