Parlamentar do DEM derrotou Renan Calheiros, que retirou sua candidatura durante a disputa, e venceu a eleição com 42 votos
Os senadores Davi Alcolumbre (centro), Kátia Abreu (esq) e Renan Calheiros (dir), durante sessão preparatória para a eleição do Senado Federal – 01/02/2019 (TV Senado/Reprodução)
Da redação de Veja
Postado por Marcos Lima Mochila
O senador Davi Alcolumbre, do DEM do Amapá, foi eleito neste sábado o novo presidente do Senado Federal. O parlamentar foi beneficiado pela desistência de última hora de seu principal rival na disputa, Renan Calheiros (MDB-AL), que retirou sua candidatura e acusou o processo de não ser “democrático” e de ter virado um “constrangimento”.
Não houve surpresas na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco, que aconteceu logo após a cerimônia de posse dos deputados estaduais, nessa sexta-feira, ½, com a reeleição do deputado Eriberto Medeiros (PP) para a presidência da Casa.
A Mesa ficou assim formada: 1ª vice-presidência – Simone Santana (PSB); 2ª vice-presidência – Guilherme Uchôa Jr. (PSC); 1ª secretaria – Clodoaldo Magalhães (PSB). Para as 2ª, 3ª e 4ª secretarias venceram Claudiano Martins Filho (PP), Teresa Leitão (PT) e Álvaro Porto (PTB), respectivamente.
A eleição da 1ª vice-presidência foi decidida voto a voto, resultando em 25 x 22, com vitória da deputada Simone Santana, quando se dava como certo que Aglailson Victor (PSB) seria o vencedor.
Ele perdeu a eleição para a 1ª vice-presidência , mas, no contexto geral, saiu vitorioso.
Em seu primeiro mandato de deputado estadual, Aglaílson inicia muito forte a sua caminhada na Alepe. Afinal, ele enfrentou uma candidata que já tem um grande currículo na vida política: foi reeleita em 2018 para o seu segundo mandato de deputada estadual, tendo antes atuado na Prefeitura de Ipojuca, por 10 anos, como secretária de Saúde (1989 a 1992); do Departamento de Bem-Estar Social (1997 a 2000) e da Coordenação de Projetos Especiais (2013 e 2014). Foi responsável pela implementação e coordenação do Programa Mãe Coruja do Ipojuca, primeira versão municipal do Programa Mãe Coruja Pernambucana e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (2015 a 2018).
Com a força que ele começa a cumprir o seu mandato, não há dúvida de que ele conquistará muitas outras vitórias, mas a sua maior vitória será ser aprovado pela população que o elegeu, dando continuidade à história política da Família Querálvares, da Vitória de Santo Antão.
Na saída da eleição que reconduziu Rodrigo Maia à presidência da Câmara, a jornalista escroque Andréia Sadi perguntou duas vezes ao deputado se o presidente Bolsonaro havia ligado para parabenizá-lo.
Andréia Sadi, petista de carteirinha, ardilosamente tentou criar um clima de constrangimento entre o reeleito Rodrigo Maia e o presidente da República que ela tanto odeia.
Rodrigo Maia percebendo a intenção da jornalista, respondeu com muita elegância: “Não sei, ainda não tive tempo de olhar meu celular”.
Talvez a moça esteja com problema de memória, ou até mesmo desinformada, e por conveniência não atinou para o fato de que o presidente encontra-se em convalescença num hospital, após uma cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia, e proibido pelos médicos de falar. A canalhice da moça transcende a razão do jornalismo.
Em seguida Andréia Sadi questionou Rodrigo Maia se ele sabia que Gleisi Hoffmann havia decidido não apoiá-lo, por Maia ter recebido o apoio do PSL. Mais uma vez Rodrigo Maia deu a resposta na medida certa, só que como um chute na boca do estômago tanto de Andréia quanto de Gleisi: “Ultimamente eu só tenho lido as chamadas das principais notícias. Talvez essa não tenha importância e não tenha tido destaque, e por isso eu não li”.
Ignorar completamente os arroubos da desequilibrada Gleisi Hoffmann e as provocações da jornalista que é a cara da pelegada da Globo News deu a Rodrigo Maia um verdadeiro strike. Algo me diz que ele vai usar a política do “Se começar nesse tom comigo, a gente vai ter problema”.
Maia não é burro. Ele não vai entrar na pilha dessa esquerdalha, cuja cúpula ou está presa ou está prestes a ir, e deixar de lado um bom relacionamento com um presidente da República que teve e tem o apoio da maioria dos eleitores. Não cometeria um suicídio político.
Por Marcelo Rates Quaranta – Articulista Jornal da Cidade Online
Luciano Bivar, presidente do PSL, venceu a eleição para a segunda vice-presidência da Câmara
Com informações do JC Online
Postado por Marcos Lima Mochila
Depois de uma longa jornada de negociações e acordos de bastidores, iniciados antes mesmo da eleição de 2018, Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reconduzido nesta sexta-feira (1º) à presidência da Câmara dos Deputados.
Em vitória contundente, Maia se elegeu para o seu terceiro mandato consecutivo no primeiro turno, com 334 votos.
Alinhado à pauta do superministro da Economia, Paulo Guedes, conseguiu formar uma ampla aliança. Conjugou o apoio de deputados do PSL, integrantes de uma bancada inexperiente e ainda sem trato político, com partidos de esquerda, como PDT e PCdoB. Entre os dois polos, ainda reuniu mais 13 partidos de centro.
Os demais candidatos não conseguiram chegar nem perto da votação de Maia. Às 21h26 (horário de Brasília), o placar da Câmara dos Deputados marcava 66 votos para Fábio Ramalho (MDB-MG), 50 para Marcelo Freixo (PSOL-RJ), 30 para João Henrique Caldas (PSB-AL), 23 para Marcel van Hattem (NOVO-RS), quatro para Ricardo Barros (PP-PR) e dois para Sargento Peternelli (PSL-SP).
Antes de os deputados irem às urnas, Maia foi o mais aplaudido entre candidatos que discursaram
– interrompido cinco vezes pelas palmas. No plenário, ele focou sua fala de candidato na defesa
das reformas econômicas. Afirmou que o Estado brasileiro perdeu capacidade de investimento e que é preciso enfrentar o tema para permitir melhorias em outras áreas.
O passo decisivo para a vitória de Maia foi dado na semana passada, quando o líder do PP, Arthur
Lira, abandonou a disputa e enterrou a possibilidade de um bloco formado por PP, MDB, PTB, PT e PSB. Esse bloco esperava atrair outros dois partidos de centro-esquerda, PCdoB e PDT, para abocanhar mais cargos na Mesa e enfraquecer o atual presidente da Câmara. A intervenção de Maia
foi decisiva. Manteve comunistas e pedetistas sob sua órbita.
A articulação desembocaria em um agravamento da crise na esquerda. Ontem, a situação chegou ao plenário, com acusações entre PSOL e PCdoB. Tudo porque a formação dos blocos para a disputa da Mesa prejudicou PT, PSB, PSOL e Rede. Isolados, ficaram apenas com o terceiro maior grupo. Já PCdoB e PDT, com acordo firmado com partidos do centrão, ficaram na segunda posição. Isso poderá lhes dar o direito de liderar a oposição.
“O PT quer tutelar o PCdoB. E, dessa vez, não! Estão usando o PSOL e o PSB, com todo o respeito”, discursou Orlando Silva, líder do PCdoB.
Para a Mesa da Câmara, foram eleitos: primeiro vice-presidente, Marcos Pereira (PRB-SP); primeira secretaria, Soraya Santos (PRRJ); segunda secretaria, Mário Heringer (PDT-MG); terceira secretaria, Fábio Faria (PSD-RN); quarta secretaria, André Fufuca (PPMA).
O presidente do PSL, Luciano Bivar, conseguiu vitória apertada no 2º turno da eleição para a segunda vice-presidência da Câmara. Obteve 198 votos e seu adversário, Charlles Evangelista (PSL), 184. A disputa foi a única que precisou ser decidida em dois turnos. No primeiro turno, Bivar teve 240 votos e Evangelista, 161.
A disputa está acirrada entre Renan Calheiros (MDB-AL) e Davi Alcolumbre (DEM-SP). A sessão da sexta-feira (1/2) foi encerrada após cinco horas de duração
Sessão do Senado Federal para escolha do novo presidente (Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Rosana Hessel – Correio Braziliense
Postado por Marcos Lima Mochila
Depois da sessão tumultuada de ontem, que precisou ser adiada para este sábado (02/02), os senadores retornaram ao Plenário do Senado Federal a fim de concluir a eleição da nova Mesa Diretora da 56ª Legislatura, com 16 bancadas. Contudo, a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinando o voto fechado, atrasou o início da sessão, que estava previsto para às 11h.
Pela manhã, um grupo de senadores se reuniu para tentar valer a votação de ontem que decidiu por 50 votos a 2 pelo voto aberto na eleição da mesa. Mais cedo o senador Lasier Martins (PSD-RS) citou as articulações para garantir o voto aberto. “Vamos nos reunir com outros senadores para discutir que alternativas vamos adotar. São várias hipoteses. O que nao abrimos mão é que o voto seja aberto ou quem assinou o abaixo assinado do voto aberto diga publicamente que vai votar em alguém que é contra o Renan (Calheiros – MDB-AL)”, disse.
Renan foi escolhido pelo seu partido para concorrer à presidência do Senado pela quinta vez. Além de Renan, estão na disputa Davi Alcolumbre (DEM-AP), que é o único integrante da mesa diretora da Legislatura anterior e presidia a sessão de ontem por esse motivo. Em seu despacho, Toffoli determinou que Alcolumbre, como é candidato, se retire da presidência e o senador mais velho da Casa, José Maranhão (MDB-PB), assuma.
Segundo Martins, a obstrução é uma das hipóteses que devem ser utilizadas para o adiamento da sessão. “Precisamos ganhar tempo. Se não conseguirmos o voto aberto hoje com garantia de fidelidade ao abaixo assinado de 50 senadores, precisamos de um tempo para adiar a votação para segunda ou terça ou quarta-feira. Não podemos abrir mão daquilo que é o clamor público .Todo mundo quer fora Renan. Vamos fazer de tudo para cumprir o que o povo esta querendo”, afirmou.
Já a oposição vai optar por cumprir a decisão do Supremo. “Vamos pedir para que respeitem a decisão do Supremo. Não foi respeitada ontem, não é possível que desrespeitem hoje, que foi reiterada”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE).
Os deputados federais do Solidariedade na Câmara elegeram o deputado Augusto Coutinho (PE) para ser o líder da bancada em 2019. A decisão foi oficializada nesta quinta-feira (31/01), em reunião na liderança.
Coutinho tem 56 anos, nasceu em Recife (PE) e exerce seu terceiro mandato como deputado federal. Antes, foi deputado estadual, vereador e Secretário de Governo no Recife. Nos últimos oito anos na Câmara, presidiu a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEICS) e integrou comissões como a do Trabalho, de Administração e Serviço Público e de Defesa do Consumidor, além das CPIs da Petrobras e do BNDES. Foi um dos fundadores do Solidariedade. Além de parlamentar, é engenheiro civil.
Até o fim do ano, o parlamentar estará à frente dos outros 12 deputados da bancada, que tomam posse nesta sexta (1º/02). Seu papel será coordenar as ações administrativas da liderança e orientar as votações em plenário. Também caberá a ele representar o partido no diálogo com o governo, a Presidência da Câmara e as outras legendas.
O novo líder destacou a importância de assumir o cargo neste ano: “É um desafio grande num momento importante do nosso país, em que matérias fundamentais para o crescimento, desenvolvimento e a reestruturação econômica vão ser apreciadas”. Coutinho também afirmou que sua prioridade será “unificar ainda mais a bancada, para que a maioria sempre encaminhe o posicionamento que vamos ter, e ainda promover o diálogo com os demais partidos, o que vai ser fundamental nos processos pelos quais o país vai passar”.
No primeiro dia de despachos após passar por uma cirurgia, o presidente Jair Bolsonaro assinou três decretos do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, nesta quarta-feira, 30. Os decretos serão publicados ainda hoje em edição extra do Diário Oficial da União, conforme a assessoria do Planalto, e se tratam de alterações de estrutura nos ministérios da Economia, da Casa Civil na Controladoria Geral da União.
Funcionário Tiago Pereira Gonçalves esteve em Davos e, durante a eleição, fez postagens críticas ao hoje presidente
Tiago Pereira Gonçalves, que trabalhou com o deputado Vicente Cândido (PT-SP) antes de virar assessor no Planalto – Reprodução/Facebook
Postado por Marcos Lima Mochila
O assessor de imprensa Tiago Pereira Gonçalves, que atribuiu à “abordagem antiprofissional da imprensa” o cancelamento da entrevista do presidente Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial, foi exonerado nesta segunda-feira (28).
A sua saída foi publicada no “Diário Oficial da União”. Ele trabalhava no Palácio do Planalto desde agosto do ano passado, na administração do ex-presidente Michel Temer. Antes, trabalhou com o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP).
No período eleitoral, ele fez diversas postagens críticas ao hoje presidente. O assessor de imprensa também compartilhou um vídeo favorável à campanha #EleNão, que mobilizou artistas e pessoas comuns na campanha eleitoral com motivos para não votar no então presidenciável.
Na semana passada, em Davos, Gonçalves afirmou a repórteres que aguardavam Bolsonaro no hotel que o cancelamento da entrevista coletiva se deu devido à “abordagem antiprofissional da imprensa”.
Após a repercussão do motivo do cancelamento, ele usou o Twitter para reclamar da postura do repórter Lucas Neves, da Folha, que o citou nominalmente na reportagem. Gonçalves apagou a postagem.
Na reta final dos mandatos no Congresso Nacional, oito dos 11 representantes do Distrito Federal começam a arrumar as gavetas para desocuparem os gabinetes instalados no Senado e na Câmara dos Deputados. Os parlamentares ficarão sem mandato pelos próximos quatro anos e, consequentemente, terão todos os projetos apresentados nos últimos anos arquivados.
O Metrópoles procurou os congressistas que sairão dos cargos no dia 1º de fevereiro e os questionou sobre as perspectivas para o final da legislatura. “Eu apresentei mais de 600 projetos nos quatro anos de mandato, agora todos ficarão na gaveta. Tentamos aprovar o máximo de propostas e tenho convicção de que representei bem os eleitores do DF”, declarou o deputado federal Alberto Fraga (DEM), que ficou em sexto lugar na corrida ao Palácio do Buriti em 2018.
Em terceiro na mesma disputa do colega ao Governo do Distrito Federal (GDF), o deputado Rogério Rosso (PSD) planeja retomar a advocacia, profissão que exerceu muito antes de ingressar na vida política. “Já estou me reciclando, porque é fundamental a gente se preparar. Aos poucos, tenho retirado a papelada do gabinete para entregá-lo à Câmara”, disse.
Após 16 anos de mandato, o senador Cristovam Buarque (PPS) acabou derrotado na tentativa para a segunda reeleição. Embora tenha obtido uma expressiva votação, ele acabou atrás de Leila Barros (PSB) e Izalci Lucas (PSDB) na concorrência ao Senado. “Não tenho mais o que fazer, porque tudo já foi feito em toda a minha história. O balanço disso tudo eu farei no momento apropriado”, disse Buarque à reportagem.
No período de campanha, o senador chegou a afirmar ao Metrópoles que, caso fosse derrotado, não descartaria deixar o país para lecionar em universidades renomadas, como na China ou na Inglaterra. Nessa segunda-feira (28/1), contudo, preferiu ser menos enfático: “Vamos ver o que o futuro nos reserva”, disse.
Experiência
Suplente, Hélio José (Pros) assumiu a vaga no Senado quando Rodrigo Rollemberg (PSB) tomou posse no Palácio do Buriti, em 2015. “Foi uma experiência muito interessante e a gente conseguiu entrar e sair ficha limpa numa casa [legislativa] complexa, onde pudemos dar um pouco de contribuição ao nosso país. Tenho certeza que foi um trabalho importante”, declarou.
Hélio José está otimista quanto à boa vontade de outros congressistas solicitarem o desarquivamento das suas propostas. “Criei uma boa amizade com os outros senadores, independentemente de coloração partidária. Só preciso reunir 27 assinaturas deles para que meus projetos voltem a tramitar”, explicou o representante do Pros. Servidor de carreira, ele afirma que deve tirar um mês de férias antes de reassumir o cargo no Ministério do Planejamento.
Realocado
Embora não tenha disputado as últimas eleições, o bispo Vitor Paulo (PRB) foi um dos primeiros anunciados pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para compor a nova equipe do Palácio do Buriti. Nomeado como secretário de Assuntos Institucionais, o evangélico deixou a vaga na Câmara dos Deputados para integrar o primeiro escalão do Executivo local. Em seu lugar, o ex-secretário-geral da Presidência da República Ronaldo Fonseca reassumiu a titularidade da cadeira.
Condenado por improbidade administrativa no escândalo que ficou conhecido como Caixa de Pandora, o deputado federal Roney Nemer (PP) está inelegível e diz ter preferido não provocar a Justiça para tentar disputar um cargo eletivo. Presidente do partido no DF, o parlamentar articulou a formação da nominata que elegeu uma deputada federal – Celina Leão (PP) – e um distrital – Valdelino Barcelos (PP) –, além de ter atuado nos bastidores da campanha de Ibaneis ao Buriti.
Ex-diretor da Polícia Civil do Distrito Federal, Laerte Bessa (PR) também não conquistou a reeleição e terminou como suplente na Câmara dos Deputados. No pleito, optou por apoiar a campanha de Ibaneis Rocha ao GDF. Embora tenha recebido sinalizações do novo chefe do Executivo de que poderia assumir o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o órgão que seria criado pelo emedebista não saiu do papel até agora.
Tradicional na política brasiliense, o deputado federal Augusto Carvalho (SD) também ficará sem mandato eletivo. O ex-presidente do Sindicato dos Bancários foi constituinte, deputado distrital e retornou por dois mandatos à Câmara dos Deputados.
DF: veja quem fica e quem sai da Câmara e do Senado Federal
Alberto Fraga (DEM): assumiu o mandato após receber 155 mil votos em 2014, mas deixa a Câmara depois de ser derrotado ao GDF.
Augusto Carvalho (SD): recebeu quase 40 mil votos em 2014, mas não alcançou o número suficiente de eleitores em 2018 para renovar o mandato.
Erika Kokay (PT): conseguiu ser reeleita em 2018 para o segundo mandato consecutivo na Câmara, com 90 mil votos.
Hélio José (Pros): em 2014, herdou a cadeira aberta com a vitória de Rollemberg ao Palácio do Buriti, mas tentou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018, sem sucesso.
Izalci (PSDB): deixa o mandato na Câmara para assumir o de senador pelos próximos oito anos.
Laerte Bessa (PR): recebeu pouco mais de 32 mil votos em 2014 e foi derrotado na tentativa de reeleição.
Rogério Rosso (PSD): votado por 94 mil eleitores quando ingressou no cargo, também saiu derrotado ao GDF em 2018.
Ronaldo Fonseca (PROS): obteve mais de 84 mil votos em 2014, mas não se candidatou no ano passado.
Rôney Nemer (PMDB): conquistou mais de 82 mil votos há quatro anos, mas ficou inelegível após decisão do Superior Tribunal de Justiça no processo da Caixa de Pandora.
Movimentação é de mudança nos gabinetes para receber parlamentares da nova legislatura, mas cidadão carioca está descrente
Manoela Albuquerque/Metrópoles
Manoela Albuquerque – Enviada Especial
Postado por Marcos Lima Mochila
Rio de Janeiro (enviada especial) – De frente para a Praça XV e de costas para o monumental Palácio dos Bandeirantes – onde está o plenário – fica o prédio de seis pavimentos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (foto em destaque). No edifício, basta pegar o elevador ou subir as escadas para dar de cara com um ou mais gabinetes de deputados presos na Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no estado, deflagrada em novembro de 2018. Apenas no térreo, onde também há instalações, nenhum parlamentar foi alvo da Polícia Federal na ocasião.
Logo no primeiro andar, há o escritório de quatro denunciados: Chiquinho da Mangueira (PSC), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante) e Paulo Melo (MDB). No segundo piso, fica o gabinete de mais um denunciado: Marcus Vinícius “Neskau” (PTB). Lá, funcionários comentavam, decepcionados, sobre o futuro. “Cheguei um dia e a Polícia Federal estava aqui. Fiquei perplexa porque achava ele [o deputado estadual] o máximo”, disse uma das servidoras à reportagem.
O terceiro andar abriga o gabinete de Edson Albertassi (MDB). No quarto, estão as placas de Luiz Martins (PDT) e do ex-presidente da Alerj Jorge Picciani (MDB), que permanece preso. No quinto e último andar, ficavam alocados o Coronel Jairo (MDB) e André Correa (DEM).
A Operação Furna da Onça foi deflagrada pela Polícia Federal no dia 8 de novembro de 2018, para investigar a participação de parlamentares da Alerj em crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e terceirizados. Picciani, Albertassi e Paulo Melo já tinham sido presos na Operação Cadeia Velha, em 2017.
Foi a partir da ofensiva deflagrada no ano passado que o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com indícios de movimentações atípicas feitas por profissionais da Alerj seguiu para o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MPRJ). Os investigadores constataram que parlamentares e assessores alvos da Furna da Onça também tiveram movimentações incompatíveis com seus salários, incluindo Flávio Bolsonaro (PSL) e seu ex-assessor Fabrício Queiroz.
Nova legislatura
Para receber 36 novos parlamentares no dia 1º de fevereiro, os gabinetes já estão sendo modificados. Há também aqueles deputados que escolheram mudar de lugar. Pelos corredores, tinta, caixas e móveis eram vistos nessa segunda-feira (28/1).
Os funcionários responsáveis por passar informações em cada andar ainda não receberam a nova relação de parlamentares e ficam confusos na hora de responder quem entra e quem sai. “Está a maior confusão essa lista. Fica nesse troca-troca”, resmungou um deles.
Algumas portas já estão sem placas com os nomes dos antigos ocupantes. No caso do gabinete 502, os adesivos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) dão a pista de que quem trabalhava ali era o filho Flávio, que está de mudança para o Senado Federal. “Foi o gabinete mais movimentado depois das eleições”, contou um funcionário da Alerj.
Sem esperanças
Embora haja renovação de mais da metade dos parlamentares, os escândalos envolvendo a Alerj desanimaram o cidadão carioca. Moradores que passavam pela Praça XV tinham expressão semelhante ao serem perguntados sobre as expectativas da próxima legislatura, como se não fosse necessário dizer a resposta.
“Não acredito mais no ser humano”, disse o aposentado Moacir Santos, 58 anos. “Uma coisa é boa. Estão vindo à tona essas coisas que todos nós já sabíamos, mas ninguém ia atrás. Agora, estão sendo reveladas”, complementou o morador do Méier, na zona norte do Rio.
O motorista Márcio Costa, 46, também não se mostra esperançoso. “Só acredito vendo, infelizmente”, desabafou. A psicóloga Vanessa Grippe, 28, tem pensamento parecido. “Espero que mude, mas pelo que a gente está vendo, não acredito. Espero estar errada, mas é bizarro”, comentou.
Integrante das Forças Armadas, Diogo Ramos, 35, acredita que as coisas só vão começar a mudar quando as pessoas honestas denunciarem quem é corrupto dentro das instituições. “Não adianta a população votar”, afirmou.
“Não acho que vai mudar nada. O país é movido pela corrupção. Quem entrar, vai continuar no esquema. Só vão fazer diferente para ninguém descobrir”, opinou um vendedor ambulante que tem barraquinha em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.