Pedido de Impeachment de Dilma repercute em Pernambuco

A autorização do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para o início do processo de análise do pedido de impedimento da presidenta Dilma Rousseff (PT) repercutiu entre os políticos pernambucanos. Alguns favoráveis e outros contrários, apontando que o afastamento da gestora federal é “um golpe contra a Democracia, pois ela foi eleita pela maioria do eleitorado brasileiro”, como ressaltou o senador Humberto Costa (PT), líder do governo no Senado.
O senador petista disse ainda que a decisão do deputado carioca foi tomada como retaliação contra o Partido dos Trabalhadores, pois foi tomada logo após ele ter tomado conhecimento que os três deputados federais do PT integrantes da Comissão de Ética anunciaram seus posicionamentos favoráveis à investigação contra Cunha por falta de decoro parlamentar. O pedido de averiguação diz que Cunha mentiu ao dizer que não tinha dinheiro depositado em contas secretas na Suiça.
O deputado federal Sílvio Costa foi mais incisivo e disse que Eduardo Cunha não tem moral para pedir o impedimento, uma vez que ele responde a processo por falta de decoro parlamentar. “Ele não tem moral para pedir o afastamento de nenhum político e ele só tomou essa decisão agora, como chantagem para tentar reverter a complicada situação em que se encontra. A presidenta Dilma pode ter tomado decisões administrativas erradas mas é uma pessoa honesta e séria”, asseverou.
O deputado federal Mendonça Filho (DEM) negou que o pedido de impeachment seja uma tentativa de golpe, uma vez que está previsto na Constituição Federal, lembrando que há 23 anos, o próprio PT usou a mesma estratégia para pedir o afastamento do então presidente Fernando Collor. O PT também pediu em diversas ocasiões o impeachment do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
O também parlamentar federal Bruno Araújo (PSDB) considera o pedido legítimo porque o embasamento feito pelos advogados Miguel Reali Junior, Hélio Bicudo e Ana Paschoal é forte. “Os três juristas se basearam em atos praticados por Dilma Rousseff no exercício da Presidência da República, os quais estão sendo considerados como ilegais. Tudo agora, vai ser investigado”, concluiu.


