O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estudos sobre a viabilidade de implantar a tarifa zero no transporte público em todo o Brasil. A ideia é iniciar de forma gradual, com gratuidade aos domingos e feriados, e, caso os resultados sejam positivos, ampliar o benefício para os demais dias da semana.

A medida busca reduzir o peso do transporte no bolso da população, ampliar o acesso aos serviços urbanos e incentivar o uso do transporte coletivo. Hoje, o setor depende majoritariamente da tarifa paga pelo usuário — cerca de 90% do financiamento —, o que gera tarifas altas e exclusão social.

Cidades brasileiras como Maricá (RJ), Caucaia (CE) e, mais recentemente, Belém (PA) já adotaram modelos de gratuidade em determinados dias ou horários. Em Belém, por exemplo, os ônibus são gratuitos aos domingos e feriados desde abril de 2025, experiência que pode servir de referência para a proposta nacional.

O maior desafio do governo será encontrar fontes de financiamento. Estudos apontam que a tarifa zero teria um custo anual de aproximadamente R$ 70 bilhões, o que exigiria a criação de fundos específicos ou a destinação de parte de tributos, como a CIDE (combustíveis), para subsidiar o transporte coletivo.

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