Maioria dos empregos formais gerados foram ocupados por beneficiários do Bolsa Família


Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) contradizem, porém, o falacioso discurso reproduzido por Faria. Ao contrário do que setores abastados da sociedade insistem em afirmar, os assistidos pelo programa não se acomodam com o benefício nem fogem do batente. Mais de 98% dos empregos formais gerados em 2024 foram ocupados por trabalhadores inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), dos quais 75% recebiam o Bolsa Família.
De acordo com o Caged, das 1,69 milhão de vagas com carteira assinada criadas no ano passado, 1,27 milhão foram preenchidas por beneficiários do Bolsa Família e outras 395 mil por pessoas pertencentes ao CadÚnico que não recebiam o benefício. Os dados revelam um aumento de 16,5% em relação a 2023, quando 74% das 1,4 milhão de vagas oferecidas foram ocupadas por trabalhadores vinculados ao CadÚnico, sendo 53% deles assistidos pelo programa.
“Essa história de dizer que no Bolsa Família ninguém quer trabalhar é uma grande falácia. Ninguém quer passar a vida toda dependendo do governo. As pessoas só querem uma oportunidade para sair da condição de pobreza e de extrema pobreza, elas querem ter dignidade”, afirma Luiz Carlos Farias, secretário de Inclusão Socioeconômica do MDS.


