Taxas de juros curtas caem, apesar de ameaças de tarifas nos Estados Unidos


As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) de curto prazo fecharam em leve baixa nesta segunda-feira (10), acompanhando a queda do dólar ante o real. O mercado mostrou cautela diante das ameaças dos EUA de impor novas tarifas sobre importações, o que pode impactar a inflação e os juros globais.
No Brasil, o DI para julho de 2025 fechou em 14,18%, enquanto o contrato para janeiro de 2026 caiu para 14,99%. Já as taxas dos contratos mais longos subiram, com o DI para janeiro de 2031 chegando a 14,9%.
A volatilidade inicial foi impulsionada pelo anúncio de Donald Trump sobre tarifas de 25% para aço e alumínio, mas o mercado absorveu gradualmente as medidas. Com a liquidez reduzida, os investidores aguardam a divulgação do IPCA de janeiro e seguem precificando uma alta de 100 pontos-base na Selic para março.
No exterior, os rendimentos dos Treasuries americanos mantiveram-se estáveis antes de novos leilões de títulos do Tesouro dos EUA.


